Os Abençoados

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Apocalipse 18:1-13



Essas visões podem ser comparadas a uma série de fotos que retratam os acontecimentos de diferentes ângulos e iluminação. A queda de Babilônia é vista aqui executada diretamente pelo "Senhor Deus" (V. 8, 20). Mas antes disso foi proferida uma ordem no versículo 4: "Retirai-vos dela, povo meu". (Compare com a profecia de Jeremias contra a Babilônia antiga: 51:7,8,37,45...). É uma conclamação que também vale para nós hoje: "Retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor" (2 Coríntios 6:17). É um convite a cada redimido para separar-se completamente do mundo religioso com princípios mistos, tal como vemos aqui em seu estado final (compare Números 16:26). Alguns nos acusarão equivocadamente de falta de amor, de mentalidade estreita e de pretensão de ter espírito superior. O essencial, no entanto, é obedecer ao Senhor.

Os versículos 12 e 13 nos apresentam uma lista de "tudo que há no mundo" (1 João 2:16,17) e serve para satisfazer as muitas concupiscências dos homens. A lista começa com o que os homens consideram ser mais valioso: o ouro, e termina com o que é de menor valor aos olhos da falsa igreja, mas que é tão precioso para Deus: a alma dos homens .

Todo dia com Jesus

1 Coríntios 5:1-13


O apóstolo agora aborda um assunto muito delicado. Além das lamentáveis divisões, havia na igreja de Corinto um grave pecado moral que contaminava a igreja inteira, apesar de cometido por um só indivíduo (comparar com Josué 7:13). Esse "fermento" de maldade, que devia levar os coríntios à dor, à aflição e ao abatimento, não os demoveu de ser arrogantes (de sua "jactância"; v. 6). É como se um homem leproso quisesse encobrir sua doença escondendo suas chagas debaixo de roupas luxuosas. Em nome do Senhor, o apóstolo clama por sinceridade e verdade (v. 8). Ele não hesita em expor esse mal, sem tentar agradar a ninguém. Antes de qualquer serviço ou testemunho cristão, é necessário que a consciência esteja em ordem. E a santidade requer que os crentes se abstenham do mal, não somente em sua própria vida, mas que também se mantenham afastados das que vivem em pecado, mesmo daqueles que se declaram filhos de Deus (v. 11). Qual é o principal motivo pelo qual devemos guardar-nos, individual e coletivamente, de toda a comunhão e de toda a indiferença no trato com o mal? Não é nossa superioridade em relação aos outros, mas sim o infinito valor do sacrifício dAquele que expiou os nossos pecados (v. 7).

Todo dia com Jesus

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Apocalipse 17:1-18



A última taça contém o juízo da Babilônia (16:19), tema apresentado com detalhes nos capítulos 17 e 18. Trata-se da igreja apóstata, a cristandade meramente professa, da qual todos os verdadeiros filhos de Deus serão retirados na ocasião da vinda do Senhor. Essa igreja, infiel a Cristo, corrompeu-se mediante alianças impuras com o mundo e seus ídolos. Como bem já se disse: "A corrupção do que há de melhor é a pior forma de corrupção". Essa "meretriz" está "montada numa besta", e obtém a sua força do poder político (V. 3). Embora o Senhor Jesus tenha declarado: "O meu reino não é deste mundo" (João 18:36), ela quer o domínio da terra. Finalmente, e acima de tudo, ela perseguiu e matou os verdadeiros santos (V. 6).

O apóstolo ficou totalmente assombrado diante dessa cena. Será esse o rumo que tomará igreja responsável? Infelizmente a sua história no curso dos séculos o tem confirmado muito bem, embora seu estado final aqui descrito ainda não tenha sido alcançado. Os versículos 17 e 18 nos mostram como perecerá essa "mãe das abominações". Experimentará a mesma sorte de sofrimentos que infligiu às "testemunhas de Jesus". Esta última expressão nos permite reconhecer toda a ternura do coração de Deus (V. 6; veja também 2:13).





1 Coríntios 4:6-21



Qual era a raiz das dissensões na igreja de Corinto senão a soberba (Provérbios 13:10; Lucas 22:24)? Cada um se orgulhava de seus dons espirituais e de seu conhecimento (1 Coríntios 1:5), esquecendo-se de uma coisa: que eles tinham recebido tudo isso por pura graça. Para que permaneçamos humildes, recordemos sempre a pergunta feita no versículo 7: "E que tens tu que não tenhas recebido?".

Além disso, inchar-se com o vento de sua própria importância era almejar algo diferente de "Jesus Cristo, e este crucificado" (2:2). Era querer "reinar" desde já, apesar de estar escrito: "Se perseveramos [no presente], também com ele reinaremos" (2 Timóteo 2:12). Por sua parte, o apóstolo Paulo não havia invertido as coisas. Ele voluntariamente tinha assumido sua posição com o "lixo do mundo, escória de todos" (v. 13)... uma posição que pouquíssimos cristãos estão prontos a aceitar. Porém, como Paulo tinha em vista a verdadeira felicidade dos seus queridos coríntios, suplica-lhes que sigam com ele o mesmo caminho. O apóstolo era o pai espiritual deles (v. 15) e desejava que se assemelhassem a ele, assim como os filhos se assemelham aos pais. No entanto, se suas advertências não fossem consideradas, ele estava disposto a usar a "vara" ao encontrá-los, cumprindo com severidade esse dever paternal para o bem de seus "amados filhos" (v. 14).

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Apocalipse 16:1-21

 As sete taças derramadas sobre a terra recordam as pragas do Egito: feridas, água transformada em sangue, trevas, rãs, trovões, chuvas de granizo e fogo (veja Êxodo 9:23). Em vez de arrependimento, essas calamidades suscitam blasfêmias (V. 9,11,21). Contudo, ao Deus justo rende-se um triplo testemunho: dos vencedores (15:2-4), do anjo das águas (16:5) e do próprio altar (16:7). 

As quatro primeiras pragas atingem respectivamente as mesmas áreas que as quatro primeiras trombetas (8:7-12). A quinta alcança "o trono da besta". A sexta prepara "para a peleja do grande Dia". Finalmente, com o derramar da última taça, ressoa do trono a grande voz: "Feito está!". Quão diferente ela é do grito: "Está consumado!" (João 19:30), que nos anunciou o fim da ira de Deus contra o pecado, depois de Seu Filho ter sorvido na cruz o cálice que merecíamos. 

Esses terríveis acontecimentos estão mais próximos do que pensamos. Que possamos sempre considerar o mundo como um lugar que vai ser julgado, e ter consciência da horrenda ira, da qual não escapará. Isto nos preservará da indiferença, seja para com o mal que está no mundo, seja para com o juízo divino que o espera.





1 Coríntios 3:16-23; 4:1-5


Além de autênticos obreiros que podem estar fazendo um trabalho deficiente (v. 15), ainda existem os falsos servos que corrompem o templo de Deus (v. 17). Que ninguém se engane acerca de si mesmo, do que é e do que está fazendo! (v. 18).

Cuidado também com os valores e raciocínios humanos. São referências enganosas! A sabedoria do mundo é loucura para Deus, a sabedoria de Deus é loucura para o mundo (v. 19). Dependendo do alvo que temos em vista, buscaremos orientação por uma dessas sabedorias. "O homem natural" sente pena do cristão que, em sua opinião, está sacrificando as vantagens e prazeres do presente por um futuro vago e incerto. Que bom seria se todos nós sofrêssemos deste tipo de loucura! O que são essas miseráveis vaidades em comparação com aquilo que nós, os cristãos, possuímos? Todas as coisas são nossas, afirma o apóstolo Paulo, e são nossas porque nós somos de Cristo, a quem tudo pertence. Sob Sua dependência, podemos dispor de tudo o que precisarmos a Seu serviço. Porém, o mais importante é que cada um seja "encontrado fiel" (4:2). Cada um, pequeno ou grande, é um administrador e receberá o seu louvor. Este não virá da parte do seu irmão, mas, sim, dAquele que conhece o coração do homem (v. 5; ver também 2 Timóteo 2:15). 

domingo, 28 de outubro de 2012

Apocalipse 14:14-20; 15:1-8



O Senhor anunciara certa vez a seus acusadores: "Desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-poderoso e vindo sobre as nuvens do céu" (1:7; Mateus 26:64 e 24:30). E aqui está Ele, o Filho do homem, sentado sobre uma nuvem branca (V. 14). Outrora coroado com espinhos, agora com uma coroa de ouro; no lugar de um caniço, uma foice afiada. Aquele que foi julgado pelos homens, tornou-se o Juiz dos homens. Revestido desta dignidade, Ele ordena a grande ceifa da terra, seguida pela terrível vindima, ambas anunciadas há muito tempo (por exemplo: Joel 3:13; Mateus 13:30, 39).

Uma última série de juízos (as taças) está para começar no capítulo 15. Também dessa vez os santos, que terão de passar por eles, são primeiramente vistos num estado de segurança (V. 2-4). Só depois vemos os sete anjos encarregados da execução das pragas sair do templo e receber as sete taças de ouro cheias da ira de Deus (veja Jeremias 25:15). Queridos amigos cristãos, este mundo que vai ser julgado é o mesmo a que Deus amou de tal maneira que lhe deu Seu único Filho . Os anjos destruidores ainda não receberam sua terrível missão. Enquanto esperamos, nós temos uma missão muito diferente por realizar: proclamar ao mundo a graça de Deus (2 Coríntios 5:20).

1 Coríntios 3:1-15



Visto que estavam tão ocupados com suas divisões, os coríntios não conseguiram fazer nenhum progresso. Eles pareciam àqueles alunos mais fracos que tolamente disputavam quem era o professor mais instruído ou a sala de aula mais bonita. Paulo declara que era imaturidade eles se ocuparem com o servo em vez de com seus ensinamentos. Resumindo: eles ainda eram carnais (vv. 2-3). Quantas vezes confundimos a verdade com aquele que a apresenta! Por exemplo, se formos ouvir um servo de Deus, pensando de antemão que ele não tem nada para nos oferecer, receberemos apenas o que esperamos, ou seja, nada!

Em seguida o apóstolo enfatiza a responsabilidade daquele que ensina. Na obra de Deus, comparada a uma lavoura ou a um edifício, cada obreiro tem sua própria atividade. Ele pode trazer diferentes materiais - quer dizer, diferentes aspectos da verdade - e edificar vidas ao apresentar-lhes a justiça de Deus (o ouro), a redenção (a prata) e as glórias de Cristo (as pedras preciosas). Ou então, aparentando fazer uma grande obra, pode também edificar com madeira, feno, palha.... e tal obra não resistirá ao fogo. Por isso, "cada um veja como" (e não quanto) "edifica" sobre o único e inabalável fundamento: Jesus Cristo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

1 Coríntios 2:1-16


Sabemos que no mundo um belo discurso, certo carisma e "palavras persuasivas de sabedoria humana" podem ser suficientes para assegurar a vitória de qualquer causa. Mas Deus não usa essas habilidades humanas nem estratégias de propaganda para nos fazer conhecer a fé (vv. 4-5). Apesar de seu elevado nível de instrução, Paulo não brilhou em Corinto por sua sabedoria, cultura ou eloqüência. Isso seria uma contradição ao seu ensinamento, pois a cruz de Cristo que ele anunciava representa justamente o fim de tudo aquilo do qual o homem se orgulha. Mas, longe de sair perdendo com isso, o crente tem recebido as coisas invisíveis - aquilo "que por Deus nos foi dado gratuitamente" - e simultaneamente o meio para discerni-las e delas desfrutar: o Espírito Santo, o único agente que Deus utiliza para nos comunicar Seus pensamentos (v. 12). De que serviria uma partitura sem os instrumentos musicais para interpretá-la, ou um disco sem o aparelho para tocá-lo? Por outro lado, que efeito teria um belo concerto para uma platéia de pessoas surdas? Assim a linguagem do Espírito Santo é incompreensível ao "homem natural". Em contrapartida o "homem espiritual" pode apreciar as coisas espirituais por meio de recursos espirituais (vv. 13-15).

Apocalipse 14:1-13



Depois dos parêntesis que nos apresentaram a trindade do mal, a saber, o dragão (cap. 12), a primeira e a segunda besta (cap. 13), as sete visões do capítulo 14 estão associadas com a sétima trombeta, que ainda não soou (11:15). Porém, antes de intervir para lidar com o mal, Deus reconhece e separa um novo remanescente de seu povo. São testemunhas que resistiram à corrupção geral. Ao contrário das multidões, que carregam na testa a marca da besta (13:16), estas têm o nome do Cordeiro escrito na fronte (V. 1). Estamos de alguma forma envergonhados de levar o nome do Salvador? Todos ao nosso redor podem ver a quem pertencemos?

Esses crentes são "seguidores do Cordeiro por onde quer que vá" (V. 4; compare com João 1:36,37). Tendo-o seguido no opróbrio e no sofrimento, eles também serão seus companheiros no reino. Alguns serão mortos por sua fidelidade ao Senhor (comparar com 12:11). O versículo 13 lhes traz consolo. Longe de perder sua parte no reino, são chamados "bem-aventurados". Além disso, suas obras os seguem (observem que não vão à frente, pois ninguém alcançará o céu por meio de suas obras). Queridos amigos, nossos privilégios como cristãos são muito mais elevados. Queremos ser achados menos fiéis que essas testemunhas dos últimos dias?

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

1 Coríntios 1:17-31


"Para nós que somos salvos", a palavra da cruz é poder de Deus. Mas para as demais pessoas é tão somente loucura. Todo o significado da cruz (a morte de um Justo exigida pela justiça de Deus, o perdão gratuito para os pecadores, o renunciar a si mesmo) são verdades que conflitam com a razão humana. Se, por outro lado, forem oferecidos milagres e obras espetaculares, o requisito de um nobre ideal e um código moral que exige muitos esforços... bem, esse será o tipo de religião não choca ninguém. Mas oh! O versículo 18 classifica todos os sábios, todos os escribas e inquiridores, em resumo, poderosos intelectuais deste e dos demais séculos sob a mesma e espantosa designação: "os que se perdem".

É fato que entre os redimidos do Senhor não há muitos sábios, poderosos ou nobres (v. 26), pois estes têm mais dificuldade de tornar-se "como crianças" (Mateus 18:3, 11:25). Para Se glorificar, Deus escolhe o que é fraco, vil e menosprezado - e é essa a opinião que o mundo tem sobre os cristãos. Mas que importa seu próprio valor, uma vez que estão em Cristo e para eles Cristo se tornou tudo: poder, sabedoria, justiça e redenção (vv. 24 e 30)? 

Apocalipse 13:1-18


Tendo sido lançado para a terra, o diabo aproveita seu pouco tempo. Ele se valerá de dois instrumentos, duas "bestas" (V. 1 e 11), termo que demonstra que elas não têm nenhuma relação com Deus. A primeira corresponde ao império romano reconstituído. Nele reúnem-se as características dos três impérios precedentes: a rapidez do leopardo (Grécia), a tenacidade do urso (Pérsia), a voracidade do leão (Babilônia) (veja Daniel 7:4-6) . No deserto, o Senhor Jesus recusara receber de presente os reinos do mundo. Agora Satanás os dá ao imperador romano e, em troca, assegura para si a adoração de todo o mundo (V. 4; Lucas 4:5-8). 

A segunda besta é uma imitação do Cordeiro, mas sua linguagem a atraiçoa, revelando quem ela realmente é, a saber, o Anticristo. Este exercerá o poder religioso, realizará milagres e sustentará a primeira besta. A vasta multidão de homens que ele seduzirá será marcada como gado com o selo da besta romana. Esses homens são chamados "todos os que habitam sobre a terra" (V. 8,14; 3:10; 6:10; 8:13; 11:10) porque seus interesses e todas as suas aspirações estão na terra. Quão numerosa é essa classe de pessoas hoje em dia! Em contraste, o versículo 6 menciona "os que habitam no céu" (Filipenses 3:19,20). Que nós, os cristãos, demonstremos sem equívoco onde está a nossa morada (Hebreus 11:13,14). 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Apocalipse 12:1-18


Esta nova seção é introduzida pelo versículo 19 do capítulo 11. A arca da aliança aparece aí como um sinal de graça que precede os juízos que cairão sobre Israel. Como essa é a nação da qual devia nascer o Messias (representada aqui simbolicamente por uma mulher grávida vestida com o sol), provoca, por isso, a furiosa oposição de Satanás, o grande dragão vermelho. Na Bíblia constatamos que essa inimizade entre a semente da mulher e "a antiga serpente" (V. 9), anunciada já na queda do homem, prosseguiu através de todos os tempos (Veja Gênesis 3:15; Êxodo 1:22; 2 Reis 11:1; Mateus 2:16ss., por exemplo.). Em vão o diabo concentrou os seus esforços para impedir o nascimento e a elevação do Senhor Jesus, e o conseqüente cumprimento dos desígnios de Deus. Cristo e seus santos celestiais - a criança arrebatada para Deus - estão agora fora de seu alcance. Ademais, Satanás logo será atirado do céu para a terra (leia Lucas 10:18; Romanos 16:20), onde vai desencadear sua impotente ira contra o remanescente de Israel. A característica deste remanescente é que "guardam os mandamentos de Deus" (V. 17b). Qual foi para Cristo, e qual é hoje para nós, o segredo do poder e da vitória sobre o Maligno? É ter a Palavra de Deus habitando em nosso coração (Salmos 17:4; Mateus 4:4; 1 João 2:14b). 

domingo, 21 de outubro de 2012

Apocalipse 11:4-19



As duas testemunhas representam o testemunho correto e completo dado pelo piedoso remanescente durante a tribulação final. Elas se apresentam com as características de Eliase de Moisés, os quais tinham sido, nos tempos sombrios da história de Israel, fiéis testemunhas de Deus. Em resposta à oração de Elias, o céu se fechou por três anos e meio (V. 6; Tiago 5:17; compare o V. 5 com 2 Reis 1:10-12). Moisés, por sua vez, recebeu o poder para transformar água em sangue (vida em morte: Êxodo 7:19) e ferir a terra com toda classe de pragas. Essas testemunhas fiéis serão mortas em Jerusalém pela besta romana "que surge do abismo" (V. 7), mas a lembrança de que nesse mesmo lugar, antes deles, "o Senhor foi crucificado", as consola (Lucas 13:33,34). E para assombro de seus perseguidores, o martírio delas será seguido por uma espetacular e pública ressurreição.

Finalmente soa o último "ai". Com ele chegaram duas coisas: o reino do Senhor (V. 15) e também Sua ira (V. 18; Salmos 110:5). No versículo 6:17, os homens criam, aterrorizados, que a ira do Cordeiro havia chegado! Contudo, ela foi retida até o momento em que Cristo toma posse do governo do mundo. Então o céu se rompe em cânticos de triunfo; os santos se prostram e adoram Àquele que foi crucificado (V. 8b), mas agora reina pelos séculos dos séculos (Lucas 1:33).







1 Coríntios 1:1-16



Através do ministério de Paulo forma-se em Corinto uma numerosa igreja (Atos 18:10). Como Paulo não é somente um evangelista zeloso, mas também um pastor fiel, continua dedicando-se a ela em amorosa diligência (2 Coríntios 11:28). É de Éfeso que Paulo lhes escreve esta primeira carta, endereçando-a também a "todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Coríntios 1:2). Se você é um desses, esta carta também é destinada a você.

Paulo tinha recebido más notícias de Corinto. Várias desordens estavam acontecendo naquela igreja. Porém, antes de tratar de tais penosos assuntos, Paulo lembra a esses crentes as riquezas espirituais que eles possuíam em decorrência da graça de Deus (vv. 4-5). Procuremos enumerar os nossos inestimáveis privilégios como filhos de Deus! Isso será útil para sabermos medir a nossa responsabilidade e levar mais a sério a vida cristã. Não deixemos de agradecer a Deus por isso, como faz o apóstolo aqui.

A primeira reprovação dirigida à igreja de Corinto diz respeito às suas contendas. Eles estavam seguindo após homens (a Paulo, a Apolo, a Caifás e a Cristo apenas como um mestre melhor que os outros: João 3:2), em vez de estarem unidos na comunhão de "Jesus Cristo nosso Senhor", o Filho de Deus (v. 9). Queira Deus que sempre estejamos no gozo desta comunhão! (1 João 1:3).


sábado, 20 de outubro de 2012

Apocalipse 10:1-11; 11:1-3


O capítulo 10 e os versículos 1-3 do 11 se interpõem entre a sexta e a sétima trombeta, da mesma forma que o capítulo 7 constitui um parêntesis inserido entre o sexto e o sétimo selo. Cristo aparece outra vez no aspecto de "outro anjo" (V. 1), e novamente acompanhado de sinais de graça. A nuvem que O envolve e as colunas de fogo sobre as quais Ele está recordam os cuidados que Deus evidenciou a Israel no deserto (Êxodo 13:21,22); o arco-íris (compare Ap 4:3) fala da aliança de Deus com a terra (Gênesis 9:13). Tudo isso é recordação indireta de Suas promessas. Cristo também possui os atributos de autoridade: o Seu rosto é como o sol, e Ele reivindica de volta Seus direitos de proprietário da terra. Tem na mão um livrinho aberto, o qual representa um curto período da profecia já revelada no Antigo Testamento. Trata-se da segunda "metade da semana" da grande tribulação (Daniel 9:27), durante a qual Deus novamente reconhece o templo, o altar "e os que naquele adoram" (11:1). Digno de nota é que esses três anos e meio são apresentados em meses (42) para falar da opressão (11:2), mas também em dias (1260) para medir o testemunho do remanescente fiel. Deus contou cada um desses dias e sabe o que cada um representa de coragem e o que implica de sofrimentos (Salmos 56:8). 


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Romanos 16:17-27



Os motivos de alegria que Paulo encontrava nos crentes romanos (v. 19) não o faziam perder de vista os perigos a que eles estavam expostos. Antes de encerrar sua epístola, ele os alerta contra os falsos mestres, reconhecíveis pelo fato de que buscam agradar somente a si mesmos, servindo às suas próprias ambições e cobiças ("seu próprio ventre": v. 18; Filipenses 3:19). A solução não está em discutir com "esses tais", nem em estudar seus erros, mas sim em afastar-nos deles (Provérbios 19:27). Contudo, essas manifestações do mal nos afetam. É por essa razão que o Espírito, para nos encorajar, diz que o Deus da paz brevemente esmagará Satanás debaixo de nossos pés (v. 20).

Alguns parentes de Paulo estão entre os primeiros cristãos (vv. 11 e 21), sem dúvida, o fruto de suas orações (cap. 9:3; 10:1). Que isso estimule você a orar incessantemente por seus parentes ainda não convertidos!

O que Deus espera de nossa fé é a obediência (vv. 19 e 26), e o que nossa fé pode esperar dEle, mediante "nosso Senhor Jesus Cristo", é o poder (v. 25), a sabedoria (v. 27) e a graça (vv. 20 e 24). Juntamente com o apóstolo, glorifiquemos a Deus, expressando nossa adoração, mas, sobretudo, vivendo para agradar-Lhe. 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Apocalipse 9:1-21


 Alguns comentaristas têm dado a estes capítulos as mais fantasiosas interpretações, esforçando-se particularmente para enquadrar as profecias aos acontecimentos contemporâneos. Convém lembrar que toda esta terceira parte da visão de João acontece no futuro. Diz respeito somente ao intervalo de alguns anos que haverá entre a vinda do Senhor para buscar a sua igreja e o início de seu reinado milenar.

A quinta trombeta, ou o primeiro "ai" (V. 12), liberta do abismo um enxame de gafanhotos medonhos, instrumentos diretos de Satanás, os quais infligem aos judeus ímpios um tormento moral pior que a morte. Ao mesmo tempo, os ferrões e as caudas semelhantes a escorpiões (V. 10) ou serpentes (V. 19) representam doutrinas enganosas e venenosas, pérfidas armas que Satanás empregará como nunca (comparar Isaías 9:15). Ao soar da sexta trombeta surgem cavalos fantásticos que cospem fogo, fumaça e enxofre, e deixam atrás de si um rastro de morte. Seus cavaleiros usam couraças (V. 9,17), ilustração da consciência cauterizada.
 
O emprego de uma trombeta para anunciar esses juízos indica que se trata de advertências para os homens. Contudo, o coração dos homens está tão endurecido que nem mesmo esses desastres sem precedentes os levarão ao arrependimento (V. 20,21). 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Apocalipse 8:1-13



Na abertura do sétimo selo há uma breve pausa. Enquanto os anjos se preparam para executar os juízos, outro anjo (Cristo em pessoa) cumpre as funções de intercessor (V. 3). Pelo que Ele mesmo padeceu, o Senhor Jesus está em condições de identificar-se com os crentes na provação (Hebreus 2:18; 4:15). Naqueles últimos dias, Ele intervirá a favor dos fiéis da grande tribulação (mencionados no capítulo 7). Então, por sua vez, os cristãos que já estiverem reunidos na glória, tendo eles mesmos experimentado na terra fadigas e sofrimentos, terão tanto maior interesse nas circunstâncias dos crentes que terão de atravessar esse terrível período. Eles também serão sacerdotes com Cristo e apresentarão a Deus "taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos" (5:8).

Antes impedidos pela intercessão, cada um dos sete anjos se dispõe agora a tocar sua terrível trombeta. A primeira dá o sinal para um juízo repentino que afetará as poderosas nações do Ocidente (as árvores) e também a prosperidade mundial. A segunda corresponde à irrupção de uma grande onda de anarquia dentro do império. A terceira e a quarta provocam a queda e a apostasia das autoridades responsáveis, de modo que os homens serão lançados nas mais profundas trevas morais.    

Romanos 16:1-16



O capítulo 12 ensina como devem ser a consagração e o serviço cristão. O capítulo 16 mostra a prática por parte dos crentes de Roma, aos quais o apóstolo dirige suas saudações. Alguém escreveu: "Temos aqui uma página típica do livro da eternidade. Não há sequer um só ato de serviço que façamos para o Senhor, que não seja colocado em Seu livro, e não somente a substância do ato, mas também a maneira pelo qual ele é praticado". É por isso que, no versículo 12, Trifena, Trifosa e a "estimada" Pérside não estão juntas, pois as duas primeiras "trabalharam no Senhor", enquanto a última "muito trabalhou no Senhor" e seus serviços não foram confundidos. Tudo é apreciado e lembrado por Aquele que jamais erra.

Paulo, por sua vez, não esquece o que fizeram por ele (vv. 2 e 4). Encontramos novamente aqui seus "companheiros de obra" Priscila e Áquila (Atos 18). A igreja se reunia simplesmente em sua casa (que contraste com as ricas basílicas construídas desde então em Roma!).

As saudações em Cristo servem para estreitar os laços da comunhão cristã. Não devemos jamais negligenciar aqueles que nos foram confiados.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Apocalipse 7:1-17


Este capítulo aparece como parêntesis entre o sexto e o sétimo selos. Antes de adiantar-se mais em Seus propósitos de juízo, Deus separa e sela aqueles que Lhe pertencem. O primeiro grupo (V. 4-8) é formado de judeus de diferentes tribos. Estes constituem o remanescente fiel. Alguns salmos nos revelam profeticamente os sentimentos desse remanescente. O segundo grupo é composto por uma multidão originária das nações que terão crido no evangelho do reino (V. 9). Se Deus nos apresenta agora esse povo fiel, é como se nos dissesse: Esses castigos não são para eles, pois, sob a minha proteção, eles passarão pela prova. Da mesma forma os israelitas, na noite da Páscoa, foram identificados pelo sangue do cordeiro e postos ao abrigo dos golpes do anjo destruidor (Êxodo 12:13). É nesse sangue que os crentes que vêm "da grande tribulação" terão lavado e alvejado suas vestiduras (V. 14). A salvação deles é assegurada do mesmo modo que a nossa: pelo precioso sangue de Cristo. Então, o mesmo Cordeiro que os purificou, "os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida" (V. 17; Isaías 49:10). O próprio "Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima". Que promessa! É dada de antemão em face de uma tribulação sem precedentes, para confortá-los.

Todo dia com Jesus




Romanos 15:14-33



O apóstolo tem a melhor das impressões dos cristãos de Roma (v. 14). Admitir o bem em nossos irmãos é ter confiança que Cristo está neles. É também estimulá-los a manter-se neste nível.

Com comovedora humildade, Paulo reconhece que eles eram capazes de exortar-se mutuamente, não precisando das exortações do apóstolo (v. 14). Ele tampouco escreve como se eles tivessem de sentir-se honrados com sua presença, mas, ao contrário, é Paulo que quer desfrutar da presença deles (v. 24). Finalmente, o grande apóstolo diz aos irmãos de Roma que ele necessita de suas orações (v. 30).
Impulsionado por seu zelo pelo Evangelho, Paulo a muito desejava ir a Roma; nos versículos 20 a 22, ele explica a razão de sua demora em visitar os crentes daquela cidade: "Esforçando-me deste modo por pregar o evangelho, não onde Cristo já fora anunciado, para não edificar sobre fundamento alheio; antes, como está escrito: Hão de vê-lo aqueles que não tiveram notícia dele, e compreendê-lo os que nada tinham ouvido a seu respeito. Essa foi a razão por que também muitas vezes me senti impedido de visitar-vos". Seu desejo, expresso no versículo 32 ("e possa recrear-me convosco"), foi cumprido, pois o autor de Atos dos apóstolos escreveu: "Vendo-os Paulo, e dando por isso graças a Deus, sentiu-se mais animado" (Atos 28:15).

domingo, 14 de outubro de 2012

Apocalipse 6:1-17



Se às vezes nos admiramos da severidade dos juízos de Deus, é porque não sabemos como subir (pela fé) ao céu. Se ouvíssemos como a perfeita santidade de Deus é louvada (4:8) e contemplássemos no Cordeiro imolado tanto o amor divino como o desprezo desse amor por parte do homem rebelado, poderíamos compreender quão justo, merecido e necessário é o juízo. Também aprenderíamos que nada acontece por acaso. Deus está no controle de tudo que ocorre na terra. Não só os seus desígnios de juízo são descritos antecipadamente neste livro simbólico (5:1), mas também cada um surge no exato momento que ele decretou, quando o selo é aberto pelo Cordeiro. Na abertura dos quatro primeiros selos surgem quatro cavaleiros. Eles representam, respectivamente, a conquista territorial, a guerra civil, a fome e as calamidades fatais que sobrevirão à terra, uma após a outra (V. 8; Ezequiel 14:21). Na abertura do quinto selo, surge uma multidão de mártires, implorando ao Deus soberano que lhes faça justiça. O sexto selo é como uma resposta ao clamor deles. Dá a entender uma terrível revolução; todos os governos estabelecidos são derrubados.

Quão estranha soa a combinação dessas palavras: "A ira do Cordeiro" (V. 16; Salmos 2:12)! 

Romanos 14:19-23; 15:1-13



Esses versículos continuam com o tema de nosso relacionamento com outros crentes. Além da advertência de não escandalizá-los, encontramos outras recomendações positivas:

(1) Seguir as cousas da paz e da edificação mútua (v. 19). As críticas, pois, tendem a produzir resultado inverso.

(2)Amparar, especialmente em oração, as imperfeições dos fracos (isso não significa de maneira alguma ser conivente com os pecados) recordando que nós mesmos também temos grande necessidade de ser amparados por nossos irmãos devido às nossas próprias fraquezas.

(3) Não buscar o que nos é agradável, mas o que será bom para o nosso próximo. Assim estaremos seguindo as pegadas do perfeito Exemplo (cap. 15:2-3). Jesus nunca fez nada para Si mesmo.

(4)Dedicar-se a cultivar um mesmo sentimento para que a comunhão na adoração não seja perturbada (vv. 5-6), e receber os outros com a mesma graça que Ele nos recebe (v. 7).

Notemos especialmente as expressões atribuídas no capítulo 15 ao "Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo" (v. 6). Ele é "o Deus de paciência e consolação" (v. 5), que nos dá essas coisas através da Sua Palavra (v. 4). Ele é também o "Deus da esperança" (v. 13) e quer que abundemos nela. Finalmente, o versículo 33 descreve-O como o Deus da paz que estará conosco "todos os dias até à consumação do século" (Mateus 28:20). 

sábado, 13 de outubro de 2012

Apocalipse 5:1-14



Uma pergunta mantém o universo em suspense: "Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos?". Noutras palavras, quem executará o juízo? Só um indivíduo pode fazer isso: Aquele que é sem pecado (veja João 8:7) e, pela Sua própria perfeição, venceu a Satanás e o mundo. Cristo é este "Leão da tribo de Judá", já mencionado em Gênesis 49:9. Mas logo em seguida Ele é visto como um Cordeiro "como tendo sido morto". Para triunfar sobre o Inimigo e encher o céu de uma multidão de criaturas felizes e agradecidas, foi necessária a cruz do Senhor Jesus. E o coração de todos os santos se recorda de maneira muito comovente do sacrifício de Cristo. No céu, onde tudo fala de poder e de majestade, a lembrança permanente da humilhação de nosso querido Salvador constituirá um comovente contraste. A humildade, a mansidão, a sujeição, a paciência, todas essas perfeições morais do Senhor Jesus manifestadas aqui na terra serão sempre visíveis no céu e nos falarão eternamente da grandeza de seu amor.

Então, em resposta ao novo cântico entoado pelos santos glorificados, todas as esferas da criação proclamarão numa só voz: "Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor" (V. 12).

Todo dia com Jesus




Romanos 14:1-18


O livro de Atos nos mostra como os crentes vindos do judaísmo tinham dificuldade de libertar-se das formas exteriores de sua religião. Há muitos crentes na cristandade atual que atribuem extrema importância às práticas exteriores: abstenção de carnes, observância de festas santas. Não os critiquemos! Não tenho o direito de duvidar de que um cristão não esteja fazendo isso "para o Senhor" (v. 6), do qual é um servo responsável. De maneira geral, o hábito de julgar os outros é sempre a prova de que eu não conheço o meu próprio coração. Porque se estou verdadeiramente consciente do meu próprio horror e do sentimento da graça de Deus que me suporta, todo o espírito de superioridade desaparece de meu pensamento. Será que posso levantar -me como juiz, quando eu mesmo um dia prestarei contas de meus atos diante do tribunal de Deus (v. 10), ainda que desde já eu esteja justificado? Não apenas devo eximir-me de julgar o próximo, mas principalmente devo tomar cuidado para não escandalizá-lo com o meu comportamento. Sou exortado a abster-me de qualquer coisa que possa destruir (o contrário de edificar) outro crente. O versículo 15 me dá o decisivo argumento para isso: o irmão é "aquele a favor de quem Cristo morreu".

Todo dia com Jesus

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Apocalipse 4:1-11



Aqui começa a terceira parte do livro, anunciada no versículo 19 do primeiro capítulo. É óbvio que todos os detalhes da visão devem ser compreendidos em sentido simbólico. Por certo não veremos literalmente nenhum trono no céu, isso é simplesmente o emblema de governo real. Contudo, a interpretação desses símbolos de maneira nenhuma é deixada à nossa imaginação, ela nos é dada pela própria Bíblia em outras passagens.

Para poder ver o que deveria "acontecer depois destas coisas" (depois de a Igreja ter sido arrebatada), o apóstolo é convidado a subir ao céu. O cristão, para ver os acontecimentos terrenos em perspectiva real, deve considerá-los do ponto de vista celestial, tendo Cristo como o centro.

De acordo com a promessa feita à igreja de Filadélfia, os redimidos do Senhor serão guardados "da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro". E assim, no momento em que essa prova está prestes a começar para o mundo (cap. 6), vemos os redimidos já reunidos na gloria. São representados pelos 24 anciãos que se prostram e depositam as suas coroas diante do trono. No capítulo 4, eles adoram o Deus Criador, mas no capítulo 5 eles também adorarão ao Deus Redentor.

Romanos 13:1-14



Estar sujeito às autoridades é estar sujeito a Deus, que as estabeleceu, a menos que o que elas exijam esteja em evidente contradição com a vontade de Deus (Atos 4:19; 5:29). O cristão, que se beneficia da segurança e dos serviços públicos mantidos pelo Estado, deve comportar-se como um bom cidadão, pagar devidamente os impostos (v. 7), respeitar as leis e os regulamentos: polícia, alfândega etc...

"A ninguém fiqueis devendo cousa alguma" (v. 8) é uma exortação para não ser esquecida. Temos somente uma dívida, - o amor - impossível de ser pago, porque é a resposta ao amor - infinito amor - de Deus por nós. Além disso, a palavra amor resume todas as instruções deste capítulo: amor pelo Senhor (1 Pedro 2:13); por nossos irmãos e por todos os homens.

Um motivo essencial para ser fiel e reanimar nosso coração é que "vem a manhã" (Isaías 21:12). Enquanto durar a noite moral deste mundo, o crente é exortado a revestir-se "das armas da luz" (v. 12; Efésios 6:13). Sim, revestir-se do próprio Senhor Jesus Cristo, ou seja, fazê-LO visível em nossa vida. Queridos irmãos, despertemos, pois não é tempo de fraqueza. O Senhor está voltando!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Romanos 12:9-21


O assunto dos versículos 1 a 8 é o nosso serviço diante de Deus; os versículos 9 a 16 enumeram principalmente os deveres para com os nossos irmãos, enquanto do versículo 17 ao 21 o tema é a nossa responsabilidade com todos os homens. Cada uma dessas exortações, nas quais devemos meditar, encontra aplicação em nossa vida diária, pois a autoridade da Palavra se estende tanto à nossa vida familiar como ao nosso trabalho, tanto aos dias da semana como aos domingos, tanto aos dias alegres como aos tristes (v. 15). Não existe uma única circunstância em que não possamos ou não devamos comportar-nos como cristãos. 

O versículo 11 encoraja-no a ser ativos. Contudo, os diversos serviços postos diante de nós: beneficência, hospitalidade (v. 13)... devem ser resumidos na expressão do versículo 12: "servindo ao Senhor" (e não à nossa reputação).

Alegrar-se com os que se alegram e ter compaixão dos humildes (v. 16), suportar com paciência as injustiças e os ultrajes (vv. 17-20) são coisas contrárias à nossa natureza, porém é dessa forma que a vida de Cristo se manifestará em nós, tal como se manifestou nEle (1 Pedro 2:21-23). Fazer o bem é a única resposta ao mal que nos é permitida, e também o único modo de superá-lo.


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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Apocalipse 3:14-22


Um último estado de coisas caracteriza a cristandade. Os seus traços já podem ser reconhecidos hoje: satisfação consigo mesma, desinteresse e tibieza, e pretensões religiosas de ter e saber tudo (Deuteronômio 8:17; Oséias 12:8). "Não preciso de coisa alguma": é o que parecem dizer os cristãos que negligenciam a oração. Três coisas essenciais faltavam a Laodicéia: o ouro: a verdadeira justiça de Deus; as vestiduras brancas: o testemunho prático, que resulta dessa justiça; e um colírio: a capacidade de discernimento dada pelo Espírito Santo. Mas para quem têm ouvidos ainda não é tarde demais para ouvir! O Senhor aconselha que cada um se apresse a adquirir dEle o que falta (veja Mateus 25:3); encoraja: os que sofrem repreensão e disciplina são justamente aqueles quem ele ama; exorta a ser zeloso e a se arrepender; e promete algo que não tem preço: a promessa do versículo 20. Os que acolheram o Senhor Jesus Cristo no coração, Ele, a Seu tempo, os receberá no céu, no Seu trono (V. 21). Queridos amigos, desta forma encerra-se história da Igreja aqui na terra. Entretanto, por grande que seja a decadência, a presença do Senhor ainda pode ser percebida. Ela faz o coração arder com alegria indizível, a mesma alegria que os dois discípulos experimentaram na tarde em que o Senhor Jesus veio ficar com eles (Lucas 24:29-32). 

Todo dia com Jesus




Romanos 12:1-8



Até aqui temos visto o que Deus fez por nós. Os capítulos 12 ao 15 nos ensinam o que Ele espera de nós. O Senhor adquiriu todos os direitos sobre nossa vida. Apresentemos o que Lhe pertence: nosso corpo, como sacrifício vivo (em contraste com as vítimas mortas do culto judaico) a fim de que Ele possa agir através de nós. Porém, antes de servi-LO, é necessário que a nossa mente transformada compreenda a vontade do Senhor (ler Colossenses 1:9-10). Qualquer que sejam as aparências, tal vontade é sempre boa, agradável e perfeita (pesemos estas palavras)... pelo simples fato de que é Sua vontade (v. 2; João 4:34). Também é necessário que controlemos e julguemos nossos pensamentos, de maneira que sejam pensamentos de humildade e não de egoísmo, sãos e não manchados.

Os versículos de 6 a 8 enumeram alguns dons "segundo a graça": o de profecia, o de serviço, o de ensino, o de exortação, o de contribuição, o de administração... Todas essas atividades, você pode dizer, não me diz respeito; elas são para os cristãos mais velhos e experientes. Pois bem, a última mencionada no versículo 8 (a misericórdia) certamente é para você - quem quer que seja ou qualquer que seja sua idade - assim como a generosidade, pois "Deus ama a quem dá com alegria" (2 Coríntios 9:7).

Todo dia com Jesus 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Apocalipse 3:1-13



Séculos se passaram. Do meio de Tiatira, Deus suscita a Reforma, um poderoso movimento impulsionado pelo Espírito Santo. Em seguida observamos uma nova decadência. A morte espiritual se apoderou da igreja em Sardes. A Igreja recebe a ordem de se lembrar e se arrepender (V. 3, compare com 2:5 e 16; 3:19). Quem é o vencedor aqui? É aquele que não contaminou as suas vestiduras. Conhecemos esse tipo de vitória, isto é, permanecemos puros? O vencedor de Sardes será "vestido de vestiduras brancas". Ao contrário da falsa pretensão da igreja de ter o "nome de que vives", seu nome nunca será apagado do livro da vida.

Filadélfia (cujo nome significa amor fraternal) é a filha do "despertamento espiritual" ocorrido no século dezenove. As características principais dessa igreja são: (1) pouca força , todavia o Senhor mantém aberta para ela a porta do evangelho; (2)fidelidade à Palavra de Deus, que manterá Sua promessa: "Venho sem demora"; (3) amor pelo Seu nome, por isso a sua porção será seu novo nome. A resposta de Cristo ao escárnio do mundo para com Sua Igreja será aprová-la publicamente: "Farei... conhecer que eu te amei".
Temos a responsabilidade de herdeiros do testemunho de Filadélfia. Que o Senhor nos ajude a manifestar as características dessa igreja e não perder nossa coroa! O Seu regozijo em dar-nos essa recompensa será maior que o do vencedor ao recebê-la.







Romanos 11:16-36



Para ilustrar respectivamente a posição de Israel e dos gentios, o apóstolo usa a figura de uma "oliveira", que representa o povo judeu. Parte de seus ramos foram quebrados "pela sua incredulidade" (v. 20) e em seu lugar foram enxertados ramos provenientes da oliveira brava dos gentios. Todos sabemos que um jardineiro faz o contrário: enxerta na árvore silvestre os ramos da espécie que ele espera cultivar. Esta introdução dos gentios no tronco de Israel "contra a natureza" enfatiza a imensa graça que colocou a nós, que não somos judeus, numa posição de beneficiários das promessas feitas a Abraão. Orgulhar-nos disso diante do mundo produziria grandes e sérias conseqüências (v. 20)!

Chegará o momento, logo após o arrebatamento dos crentes, que a cristandade apóstata terá sua vez de ser julgada; depois disso todo o remanescente de Israel será salvo por seu grande Libertador (v. 26).
Os gentios não tinham nenhum direito originalmente; Israel perdeu os seus direitos ; todos estavam, pois, no mesmo estado irremediável, sem nenhum outro recurso a não ser a misericórdia divina. O apóstolo se detém com adoração diante desses planos insondáveis, "da profundidade da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus" (v. 33).

domingo, 7 de outubro de 2012

Apocalipse 2:12-29


No período de Esmirna, dez grandes perseguições consecutivas não puderam aniquilar a fé cristã. Pelo contrário, como alguém escreveu: "o sangue dos mártires veio a ser a semente da Igreja". Por isso Satanás muda para outra tática, a que se vê em Pérgamo. O que a violência não pôde produzir, seria alcançado pelo favor das autoridades. O imperador Constantino, no ano 312, adotou o cristianismo como a religião do Estado. Muitos talvez tenham visto neste acontecimento uma grande vitória em prol da verdade, mas o que aconteceu de fato foi o favorecimento da indolência, do mundanismo e a introdução de muitas doutrinas estranhas (V. 14-15). 

Em Tiatira, igreja que se manterá até o final, o mal avança mais um passo. É o período de trevas da Idade Média, comparado aqui com o terrível reinado de Acabe, cuja mulher, Jezabel, o incitava a fazer o mal (1 Reis 21:25). A Igreja estava cansada de ser estrangeira aqui na terra e quis reinar. O papel político que o papado sempre desejou desempenhar tornou-se conhecido. Contudo, o domínio que a igreja de Tiatira anelou tão arrogantemente é prometido àqueles que ela oprimiu, torturou e queimou em fogueiras, pois são esses os verdadeiros vencedores. Eles hão de reinar com aquele que vem como a Estrela da manhã. 


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Romanos 11:1-15



Apesar de sua incredulidade, Israel não fora definitivamente rejeitado. O próprio apóstolo era uma prova do que a graça ainda poderia fazer por um judeu rebelde (v. 1). No passado, Elias se enganou pensando que todo o povo tinha se afastado do Senhor. Em seu desânimo, ele até mesmo "insta perante Deus contra Israel" (v. 2). Mas que graça há na "resposta divina": "Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram joelhos diante de Baal" (v. 4)! Em todas as épocas o Senhor tem reservado para Si mesmo um remanescente fiel que nega inclinar-se diante dos ídolos do mundo. Será que fazemos parte desse grupo atualmente (v. 5)?

Após muitos chamados, Israel finalmente tornou-se cego, resultando na bênção dos gentios. Porém, o ardente desejo do apóstolo era o seguinte: que a inveja do povo judeu em relação aos novos beneficiários da salvação (inveja pela qual ele mesmo tanto havia sofrido: Atos 13:45; 17:5; 22:21-22), os incitasse a buscar a graça que até aquele momento haviam desprezado tão enfaticamente (v. 14; 10:19).

Que todos os que virem as bênçãos de Deus em nossa vida também desejem buscar o Deus que concede essas bênçãos!

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