Os Abençoados

domingo, 30 de setembro de 2012

3 João 1-15


A segunda epístola nos proíbe receber àqueles que não trazem "a doutrina de Cristo". Já a terceira epístola exorta os crentes a receber e ajudar aqueles que a ensinam (veja João 13:20). Velar pelo bem dos servos do Senhor é um modo de participar da obra do evangelho (v. 8). Várias pessoas nos são apresentadas nesta breve carta. Gaio, a quem a carta foi endereçada, era um amigo amado, cuja alma prosperava, que andava na verdade, agia fielmente e cujo amor era conhecido de todos. Demétrio, mencionado mais adiante, também tinha um bom testemunho (1 Timóteo 3:7). Por outro lado, na mesma igreja, havia um homem chamado Diótrefes, que gostava de ter a primazia entre eles (1 Pedro 5:3), proferia palavras maliciosas contra o apóstolo, não recebia os irmãos e expulsava outros da igreja. João também menciona os irmãos evangelizadores que haviam saído por causa do Nome" (v. 7; Atos 5:41). O Nome que está acima de todos é o de Jesus: Ele era a mensagem e a garantia da missão deles (Atos 8:35). "Não imites o que é mau, senão o que é bom", recomenda o apóstolo (v. 11; 1 Tessalonicenses 5:15). Achamos bons e maus exemplos tanto nesta epístola quanto à nossa volta. A quem imitaremos? Sigamos, acima de tudo, ao Senhor Jesus; ele foi o único em quem somente se achou o bem (Marcos 7:37).


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Romanos 8:12-21



Já não somos devedores à carne (v. 12), esse credor insaciável e cruel, pois nos tornamos filhos de Deus, e nosso Pai não admite que sejamos escravos dela. Ele mesmo pagou tudo o que devíamos, a fim de que fôssemos livres e dependêssemos somente dEle.

Antigamente, um escravo romano podia ser libertado e, em casos excepcionais, até ser adotado por seu dono com todos os direitos sobre a herança. Esta era uma frágil figura do que Deus faz por Suas pobres criaturas caídas, corrompidas e rebeldes. Ele não apenas lhes dá o perdão, a justificação e a completa libertação, mas também faz delas membros de Sua própria família. E elas são seladas pelo Seu Espírito, através do qual os filhos estabelecem sua relação com o Pai. "Papá" ("Aba", em hebraico) é geralmente a primeira palavra inteligível que um bebezinho fala (vv. 15-16; 1 João 2:13).

Além desta convicção que Ele nos dá, o Espírito nos ensina a fazer morrer as obras da carne, ou seja, a não deixar que elas se manifestem (v. 13). Ao nos deixarmos guiar pelo Espírito, então seremos conhecidos como filhos de Deus (v. 14; Mateus 5:44,45), enquanto esperamos ser revelados como tais a toda a criação (v. 19).

sábado, 29 de setembro de 2012

2 João 1-13


Depois de ter revelado as características da verdade em sua primeira epístola, o apóstolo continua a nos mostrar, em duas curtas epístolas, essa verdade na prática. Nesta epístola ele já não escolhe o exemplo de um pai na fé (1 João 2:13), mas de uma senhora cristã com seus filhos, dos quais alguns, para sua alegria, andavam na verdade. Caros jovens cristãos, saibam que representa uma grande alegria para aqueles que os amam vê-los não só conhecer, mas também andar segundo os ensinamentos da Palavra (v. 4; 3 João 4). A conduta dos filhos constitui a prova mais cabal de que um lar cristão é governado pela verdade. Numa época em que há tanta corrupção, o lar é o lugar que resta para a criança poder crescer protegida da sujeira do mundo. Mas virão ocasiões em que a verdade terá de ser defendida contra os inimigos de fora (v. 10; Atos 20:30). O verdadeiro amor nos obriga a não receber a esses indivíduos. Toleraríamos a um visitante que viesse nos dizer mentiras acerca de nossa mãe ou de alguém a quem queremos bem? A senhora crente e seus filhos convertidos são instados aqui a não discutirem com essa gente, ... mas a fechar-lhes a porta. A verdade é o nosso maior tesouro. Não façamos pouco caso dela (Provérbios 23:23).

Romanos 8:1-11


Uma maravilhosa paz sucede os tormentos do capítulo 7. Como culpado, aprendi que não há mais condenação para mim: estou em Cristo Jesus, o lugar da perfeita segurança. Como desventurado homem (cap. 7:12), sem forças para fazer o bem, descobri um poder chamado "a lei do Espírito da vida", que me liberta de uma vez por todas da "lei do pecado e da morte", ou seja, de seu domínio. Tais são as duas grandes verdades que eu compreendi pela fé.

O mais hábil escultor, ainda que disponha das melhores ferramentas, é incapaz de esculpir alguma coisa em madeira bichada. Deus, figuradamente, é o hábil escultor, e a lei é a boa ferramenta (cap. 7:12). Mas a lei, por melhor que seja, é ineficaz e fraca para trabalhar numa "carne" rebelde, corrompida e roída pelo verme do pecado (vv. 3 e 7). Nós estávamos "na carne" (v. 9), forçados a agir segundo a sua vontade. Mas, da conversão em diante, estamos em Cristo Jesus, andando "segundo o Espírito" (v. 4).

É bem verdade que, embora não estejamos mais "na carne", a carne está em nós. Mas, depois que cremos, o próprio Espírito de Deus vem habitar em nós como o verdadeiro Dono da casa. A carne - o "velho homem" -, o antigo proprietário, está presente agora apenas como um indesejável locatário, confinado em um quarto. Ela já não tem nenhum direito... mas eu tenho de vigiar e não abrir a porta para ele.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

1 João 5:1-21

A epístola de João, bem como o seu evangelho, testifica que possuímos a vida eterna simplesmente pela fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus (compare o v. 13 com João 20:31). Não crer, depois de tantos testemunhos, é fazer a Deus mentiroso (v. 10). Estes testemunhos permitem que o filho de Deus agora descanse em certezas. "Sabemos...", não cessa de repetir o apóstolo (vv. 2, 13, 15, 18, 19, 20). A nossa fé não somente se apropria da salvação, mas também triunfa sobre o mundo, pois contempla o que está além deste, e se apega ao que é imperecível (v. 4). Que felicidade é saber também que Deus nos ouve e nos concede o que lhe pedimos segundo a sua vontade (v. 14)! O cristão não desejaria que lhe fosse concedido algo contrário à vontade de Deus. Mas, como conhecer essa vontade? Mediante o entendimento que o Filho de Deus nos deu (v. 20; Lucas 24:45). "Estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo", ao contrário do mundo, que "jaz no Maligno". Satanás não tem, em todo seu arsenal, objeto nenhum que possa seduzir o novo homem. Em compensação, oferece muitos ídolos para tentar o nosso pobre coração natural. Filhos de Deus, dediquemos os nossos afetos inteiramente para o Senhor e guardemo-nos dos ídolos (v. 21; 1 Coríntios 10:14). 

Romanos 7:12-25

Estes versículos são comparados com os esforços inúteis de um homem que caiu na areia movediça. Cada movimento que ele faz para sair, afunda-o mais ainda. Ao ver-se perdido, ele finalmente grita por socorro. Moralmente, esta figura ilustra a história de muitos filhos de Deus, logo após sua conversão. O apóstolo coloca-se no lugar de um crente qualquer (se ele não fosse crente, por um lado não passaria por essas lutas, e por outro não encontraria seu prazer na lei de Deus; v. 22). Ele nos descreve seu completo desespero: "Ah! Em vez de progredir, eu me sinto cada vez pior. Descobri passo a passo que eu estava 'debaixo do pecado' (cap. 3:9), que ele 'reinou' sobre mim (cap. 5:21), que me dominava (cap. 5:21), que 'me faz prisioneiro' (cap. 7:23) e 'habita em mim' (cap. 7:17 e 20), tal qual uma enfermidade insidiosa que tomou conta dos meus órgãos vitais. Quem me livrará deste corpo de morte? Reconheço que sou incapaz, não tenho forças; estou disposto a recorrer a Outro. E Jesus me toma pela mão".

Uma experiência dolorosa, porém necessária! A partir do momento em que eu não espero nada mais de mim mesmo, eu posso esperar tudo de Cristo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

1 João 4:11-21



Dois gestos de alcance indizível manifestaram o amor divino aos homens: "Cristo deu a sua vida por nós" (3:16) e Deus "enviou o seu Filho" (4:10). E agora esse amor se mostra aos homens numa terceira maneira: os redimidos do Senhor amam-se uns aos outros. Deus é - ou deveria ser - visto desta forma (v. 12), agora que o Senhor Jesus não está mais na terra (João 1:18). Não é possível amar a Deus e não amar a seus filhos. Quando alguém nos é muito querido, tudo o que lhe diz respeito também é querido para nós. Por exemplo: Pode se dizer que um marido ou uma esposa que não ama os sogros ama de fato seu cônjuge? Deus não se satisfaz com um amor só manifestado em "palavra [...] mas de fato e de verdade" (3:18). Em toda esta epístola encontram-se constantemente expressões como: "Se dissermos..." (1:6,8,10), "Aquele que diz..." (2:4,6,9), "Se alguém disser..." (v. 20). "Nós amamos...", declara o apóstolo (v. 19). Pois, então, demonstremos isso!

O que temos nestes versículos é: (1) O amor por nós (v. 9): a salvação já consumada; (2)o amor em nós (vv. 12,15,16b), derramado em nosso coração pelo Espírito; (3) finalmente, o amor conosco (v. 17), que nos assegura que logo estaremos perante Deus. Tal é a abrangência do amor divino por nós!

Romanos 11:1-15



Apesar de sua incredulidade, Israel não fora definitivamente rejeitado. O próprio apóstolo era uma prova do que a graça ainda poderia fazer por um judeu rebelde (v. 1). No passado, Elias se enganou pensando que todo o povo tinha se afastado do Senhor. Em seu desânimo, ele até mesmo "insta perante Deus contra Israel" (v. 2). Mas que graça há na "resposta divina": "Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram joelhos diante de Baal" (v. 4)! Em todas as épocas o Senhor tem reservado para Si mesmo um remanescente fiel que nega inclinar-se diante dos ídolos do mundo. Será que fazemos parte desse grupo atualmente (v. 5)?

Após muitos chamados, Israel finalmente tornou-se cego, resultando na bênção dos gentios. Porém, o ardente desejo do apóstolo era o seguinte: que a inveja do povo judeu em relação aos novos beneficiários da salvação (inveja pela qual ele mesmo tanto havia sofrido: Atos 13:45; 17:5; 22:21-22), os incitasse a buscar a graça que até aquele momento haviam desprezado tão enfaticamente (v. 14; 10:19).

Que todos os que virem as bênçãos de Deus em nossa vida também desejem buscar o Deus que concede essas bênçãos!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

1 João 4:1-10



A verdade sempre teve seus "falsificadores". Da mesma maneira que convém a todo cidadão reconhecer o dinheiro de seu país a fim de evitar problemas, assim devemos nós ser capazes de discernir a origem das diferentes doutrinas que nos são apresentadas. Cada uma delas deve ser submetida a prova (v. 1; 1 Tessalonicenses 5:21); a Palavra nos dá o meio seguro para reconhecer as "notas falsas". As boas sempre levam o selo: Jesus Cristo veio em carne (v. 3).

No que diz respeito à natureza dEle, esta epístola nos ensina que Deus é luz (1:5) e que ele é amor (vv. 8, 16). A única fonte de todo amor se encontra nEle. Se alguém ama, isto é sinal de que o tal é nascido de Deus (v. 7). Por outro lado, aquele que não ama não conhece a Deus. Para saber o que é o amor, é necessário possuir a natureza que ama (1 Tessalonicenses 4:9). Ademais, esse amor com que Deus nos amou primeiro (vv. 10, 19) é exatamente o que correspondia à necessidade de suas criaturas. O homem estava morto: Deus enviou "o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele" (v. 9); o homem era culpado: Deus "enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados" (v. 10; 2:2); o homem estava perdido: "o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo" (v. 14; João 3:17). 

Fonte: Todo dia com Jesus   

1 João 4:11-21



Dois gestos de alcance indizível manifestaram o amor divino aos homens: "Cristo deu a sua vida por nós" (3:16) e Deus "enviou o seu Filho" (4:10). E agora esse amor se mostra aos homens numa terceira maneira: os redimidos do Senhor amam-se uns aos outros. Deus é - ou deveria ser - visto desta forma (v. 12), agora que o Senhor Jesus não está mais na terra (João 1:18). Não é possível amar a Deus e não amar a seus filhos. Quando alguém nos é muito querido, tudo o que lhe diz respeito também é querido para nós. Por exemplo: Pode se dizer que um marido ou uma esposa que não ama os sogros ama de fato seu cônjuge? Deus não se satisfaz com um amor só manifestado em "palavra [...] mas de fato e de verdade" (3:18). Em toda esta epístola encontram-se constantemente expressões como: "Se dissermos..." (1:6,8,10), "Aquele que diz..." (2:4,6,9), "Se alguém disser..." (v. 20). "Nós amamos...", declara o apóstolo (v. 19). Pois, então, demonstremos isso!

O que temos nestes versículos é: (1) O amor por nós (v. 9): a salvação já consumada; (2)o amor em nós (vv. 12,15,16b), derramado em nosso coração pelo Espírito; (3) finalmente, o amor conosco (v. 17), que nos assegura que logo estaremos perante Deus. Tal é a abrangência do amor divino por nós!

Romanos 10:14-21



"A fé vem pela pregação, e a pregação pela palavra de Cristo" (v. 17). É, pois, imperativo que esta Palavra seja proclamada através de todo o mundo. "Que formosos são... os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, que anuncia cousas boas, que faz ouvir a salvação", escreveu o profeta Isaías (52:7). Ele se referia a Cristo somente. Mas aqueles que se convertem também se tornam pregadores, e é por essa razão que o apóstolo escreve "dos que anunciam cousas boas" (v. 15). De fato, se cada um desses desejasse ser um mensageiro cheio de fervor por toda a parte aonde o Senhor os enviasse, a mensagem do Evangelho alcançaria as extremidades do mundo habitado (v. 18). O versículo 15 nos mostra de que maneira os crentes devem pregar: não somente com palavras, mas principalmente com a beleza do seu andar, pois seus pés estão calçados com "a preparação do evangelho da paz" (Efésios 6:15).

A pergunta entristecida: "Quem creu em nossa pregação?" (v.16; Isaías 53:1) enfatiza que muitos corações ainda permanecem fechados. Esse era o caso de Israel, apesar das advertências de todo o Velho Testamento: Moisés (v. 19), Davi (v. 18), Isaías (vv. 15-16, 20-21), ou seja, a Lei, os Salmos e os Profetas. Porém, nós mesmos devemos ter cuidado para não nos tornarmos também rebeldes e contradizentes (v. 21).

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

1 João 3:13-24



Não nos deveríamos surpreender nem um pouco pela maneira que o mundo odeia os filhos de Deus (v. 13: veja também João 15:18...). Deveríamos, sim, suspeitar de seus sorrisos. O mundo tem uma visão falsa do amor: suas motivações nunca são puras e totalmente desinteressadas. Amor verdadeiro é o de Deus, cuja fonte encontra-se no próprio Deus, e não no objeto desse amor. Precisamos ser amados com amor igual a esse, já que não há nada em nós digno de amor. A cruz é o lugar onde aprendemos a conhecer a grandeza desse amor divino (v. 6).

Os versículos 19 a 22 enfatizam a necessidade de ter uma boa consciência e um coração que não nos condene. Se fizéssemos só o que é agradável ao Senhor, Ele poderia responder a todas as nossas orações, sem exceção. É como pais que, aprovando a conduta do filho, concedem liberalmente tudo que ele lhes pedir (v. 22; veja João 8:29; 11:42). Permanecer nEle é obediência; se Ele está em nós, isto é comunhão, um resultado da obediência (v. 24; 2:4-6; 4:16; João 14:20; 15:5,7). Mergulhe um vaso sem tampa na água, ele sairá tanto limpo quanto cheio. Que o nosso coração também seja lavado e preenchido pelo amor de Cristo!

Fonte: Todo dia com Jesus

Romanos 10:1-13



O amor do apóstolo pelo seu próprio povo manifesta-se de maneira excelente: pelas orações (v. 1). Este também é nosso primeiro dever para com os não-convertidos que estão ao nosso redor. Paulo sabia, por experiência própria, que um homem pode ter "zelo por Deus" e, contudo, andar por um caminho completamente errado. Muitas obras, apesar de generosas e sinceras, estão destinadas ao fracasso porque não são feitas "com entendimento" (v. 2), ou seja, não estão de acordo com o pensamento divino. E isso é ainda mais verdadeiro quando se trata dos esforços inúteis empregados por muitas pessoas que querem ganhar o céu, quando é apenas necessário aprender a palavra que está "perto de ti" (v. 8). É como um homem que cai num precipício querendo subir por seus próprios esforços em vez de confiar na corda que a equipe de resgate joga ao alcance de suas mãos.

Os versículos 9 e 10 nos recordam que a fé do coração e a confissão da boca são inseparáveis. Pode-se até duvidar da conversão de quem não tem ânimo para confessá-la.

O versículo 22 do capítulo 3 diz que "não há distinção" frente ao pecado. Todos são culpados. O versículo 12 deste capítulo diz que "não há distinção" em relação à salvação. Todos podem obtê-la. O Senhor é suficientemente rico para responder às necessidades de todos os que O invocam.

Fonte: Todo dia com Jesus

domingo, 23 de setembro de 2012

1 João 3:1-12



Numa família normal é o amor que constitui o vínculo entre seus membros. Os filhos o recebem e o aprendem de seus pais, logo o retribuem aos pais e o expressam entre si. Esta é uma fraca imagem do amor que o Pai nos demonstrou ao nos chamar de seus filhos! Nós não somos conclamados a compreender este amor, mas, sim, a vê-lo (v. 1) e, tendo-o visto, desfrutá-lo.

Alguns crentes podem deduzir do versículo 9 que não possuem a vida que Deus dá, já que ainda pecam de vez em quando (1 João 5:18). Mas vejam que o apóstolo considera o cristãonovo homem, nascido de Deus, e esse não pode pecar.

A divisão da humanidade entre "filhos de Deus" e "filhos do diabo" é estabelecida da maneira mais clara e absoluta nos versículos 7 a 12 (compare-os com João 8:44). Hoje, em muitos círculos religiosos, esta diferença não é reconhecida. Concorda-se que alguns praticam o cristianismo mais que outros. Mas, se alguns se declaram salvos, dando a entender que outros estão perdidos, isto é tido como arrogância e visão limitada. Entretanto, essa incompreensão da parte do mundo, que pode chegar até ao ódio, nos dá a oportunidade de nos assemelhar um pouco ao Senhor Jesus enquanto esteve aqui na terra (final do v. 1; João 16:1-3). Em breve também seremos semelhantes a ele em glória, pois então o veremos como ele é (v. 2).

Fonte: Todo dia com Jesus




Romanos 9:19-33



Em sua ousada incredulidade, os homens se permitem julgar a Deus com base em seus próprios padrões. Alguns podem dizer: "Já que Deus só fará o que quiser, de que Ele poderá acusar-nos? Não importa o que se faça, se uma pessoa está predestinada, será salva, mais cedo ou mais tarde. E se ela não for eleita, nenhum esforço alterará o seu destino final". Desse falso ponto de vista derivam muitas outras questões, tais como: "Ele não é injusto por ter escolhido uns e outros não? Conhecendo de antemão o destino dos perdidos, por que Ele os criou? Como um Deus bom pode condenar uma pessoa ao inferno?". Este capítulo nos ensina que Deus não preparou nenhum vaso de desonra ou de ira (v. 21); pelo contrário, Ele os suportou - e ainda suporta - "com muita longanimidade". São os próprios pecadores que,eles mesmos, se preparam incansavelmente para a perdição eterna.

Uma coisa é certa: Deus chamou vocês, todos vocês que têm em suas mãos a Palavra de Deus. Ele quer fazer de vocês vasos de misericórdia. Somente nosso desprezo pode impedir que Ele realize em nossa vida o Seu plano de amor (1 Timóteo 2:4).

Fonte: Todo dia com Jesus

sábado, 22 de setembro de 2012

1 João 2:20-29


"E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna" (v. 25). João faz aqui referência às palavras do bom Pastor: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz [...] Eu lhes dou a vida eterna" (João 10:27,28). Leitor, você recebeu a vida eterna? Você é um filho de Deus? Outra promessa do Senhor é o dom do Espírito Santo (João 16:13). Essa "unção que vem do Santo" descansa hoje não só sobre os "pais", mas também sobre "os filhinhos" em Cristo, para guiá-los "a toda a verdade" (João 16:13). "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida", disse o Senhor Jesus, "ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6). O apóstolo confirma aqui que todo aquele que nega o Filho não tem o Pai (v. 23; veja João 8:19). O Pai não pode ser conhecido fora do Senhor Jesus (Mateus 11:27). É por isso que o Inimigo empreende tantos ataques contra a pessoa do Santo Filho de Deus, especialmente lançando dúvidas sobre sua existência eterna e sua divindade.

Saibamos reconhecer a voz do mentiroso (v. 22). O que é "desde o princípio" tem validade até a "última hora" (vv. 24,18). Na presença de tantas "novidades", nossa segurança consiste em nos ater aos ensinamentos do princípio (Gálatas 1:8,9). 



Romanos 9:1-18


Os capítulos 1 a 8 nos lembram a história do filho pródigo : seu pecado havia abundado, mas a graça havia superabundado. Vestido com um manto de justiça, ele não se tornou um empregado na casa paterna, mas daquele momento em diante usufruiu um relacionamento livre e pleno com seu pai (Lucas 15:11-32). 

Do capítulo 9 até o 11, o assunto será tipificado pelo filho mais velho, ou seja, o povo judeu, com seus privilégios naturais e também com sua inveja. Tal qual o pai naquela parábola, o apóstolo deseja que Israel entenda o que é a graça soberana. Ela não está ligada às vantagens hereditárias. Todos os descendentes de Abraão não eram filhos da promessa. O profano Esaú, por exemplo, apesar de ser irmão gêmeo de Jacó, não pôde herdar a sua parte da bênção. Deus pronunciou a respeito dele a terrível sentença: "Porém me aborreci de Esaú" (v. 13). Será que Seu amor acabou antes de todos os outros recursos? Basta pensar nas lágrimas de Jesus sobre a Jerusalém corrompida (Lucas 19:41), dor que encontra eco pungente nas palavras do apóstolo dos versículos 2 e 3. Reafirmamos: não são os direitos de nascimento que asseguram a salvação pela graça. E isto é endereçado especialmente a vocês, filhos de pais cristãos.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

1 João 2:12-19


Paulo vê os cristãos como aqueles que formam a igreja de Deus. Já Pedro os vê como os que constituem o povo celestial de Deus e seu rebanho. E João os vê como membros da família de Deus, unidos pela mesma vida que receberam do Pai. Numa família, geralmente os irmãos e irmãs têm idades e etapas de desenvolvimento diferentes, ainda que a relação filial e a parte da herança do caçula sejam as mesmas que as do filho mais velho. O mesmo acontece na família de Deus. Entramos nela pelo novo nascimento (João 3:3), e em seguida normalmente vem o crescimento espiritual. A criancinha que só sabia reconhecer a seu Pai (veja Gálatas 4:6 e Romanos 8:15-17), logo passa à fase da mocidade e seus conflitos. E o que está em jogo nessas lutas é o seu coração: vai apegar-se ao Pai ou ao mundo? "O Maligno" dispõe de três chaves para introduzir o mundo nos corações: "A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida".

Finalmente, o jovem se torna (ou deveria tornar-se) um pai que tem experiência pessoal com Cristo.

O apóstolo escreve mais extensamente aos filhinhos. Por causa de sua inexperiência estão mais expostos a "todo vento de doutrina" (Efésios 4:14). Atentemos para não permanecer como criancinhas a vida inteira!

Fonte: Todo dia com Jesus


Romanos 8:31-39


Tal esclarecimento dos eternos planos divinos deixa o redimido sem palavras. Toda a pergunta que ele poderia fazer já encontrou a resposta perfeita! Deus está com ele; que inimigo se arriscaria a tocá-lo agora? Deus o justifica; quem se atreveria a acusá-lo? O único que poderia acusá-lo - Cristo - tornou-se o seu Soberano Intercessor! E o que Deus poderia recusar - um Deus que nos deu Seu Filho, o maior de todos os dons? Este Deus "não nos dará graciosamente com ele todas as cousas" (v. 32), e até mesmo as provações, se assim for necessário (v. 28)?. Podemos até ter a impressão de que elas nos separam do amor de Cristo, ao nos fazer murmurar e desanimar. Ao contrário! "Todas estas coisas" nos permitem experimentar a excelência e a força desse amor. Qualquer que seja a forma da provação - tribulação, angústia, perseguição -, em todos os casos a infinitamente variada graça do Senhor se manifestará de maneira diferente: apoio, consolação, ternura, perfeita simpatia etc. A cada tipo de sofrimento, corresponde um tipo particular de amor. E, quando tivermos terminado a nossa jornada neste mundo, então permaneceremos para toda a eternidade como objetos do amor de Deus.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

1 João 2:1-11


Com referência ao pecado, estes versículos apresentam várias verdades de grande importância: (1) Durante toda nossa vida teremos o pecado em nós (1:8); (por outras palavras, a carne ou a velha natureza). (2)Até nossa conversão, a carne só havia produzido em nós os frutos que se poderiam esperar dela: temos pecado (1:10). (3) O sangue de Cristo nos purifica de todos os atos que cometemos (1:7). (4)Pelo poder da vida que nos foi dada, ser-nos-á possível não pecar mais (2:1).

Se acontecer de pecarmos - e infelizmente a nossa experiência diária confirma que isso acontece - o Senhor Jesus ainda é nosso advogado. Ele não mais intervém como Salvador, que precisa verter seu sangue, mas como o fiel Advogado perante o Pai, para restabelecer a comunhão.

A obediência (vv. 3-6) e o amor pelos irmãos (vv. 7-11) são as duas evidências de que temos a vida divina em nós. Ademais, o amor pelos irmãos é decorrência da obediência (João 13:34). E, se amamos o Senhor, nunca acharemos seus mandamentos "penosos" (5:3). No versículo 6, Deus no dá um padrão ainda mais elevado. Andar como Ele andou significa mais que obedecer a Seus mandamentos. No Evangelho de João, é-nos apresentado o que é verdadeiro em Cristo, e em sua epístola, o que é verdadeiro em nós (v. 8). Trata-se da mesma vida e ela deve evidenciar-se da mesma maneira (4:17). 

Fonte: Todo dia com Jesus

Romanos 8:22-30


Neste mundo, manchado pelo pecado, reinam a injustiça, o sofrimento e o medo. O homem tem subjugado toda a criação, ultimamente inclusive o cosmos, para servir à sua vaidade e à sua corrupção (vv. 20-21). Os suspiros de todos os oprimidos sobem até o grande Juiz (Lamentações 3:34-46). Nós também suspiramos em nosso "corpo de humilhação" (Filipenses 3:21). Sentimos o peso do pecado que nos cerca e, além disso, temos de julgar a nós mesmos continuamente (v. 13). Nossa fraqueza é grande: não sabemos como orar nem o que pedir. Outra função do Espírito Santo é interceder por nós em uma linguagem que só Deus entende (v. 27). Não sabemos o que realmente é bom para nós, mas o versículo 28 assegura que tudo o que nos acontece tem sido preparado por Deus e faz parte de "Seu propósito", do qual Cristo é o centro. Porque foi para dar a Seu Filho companheiros na glória que Deus de antemão conheceu, predestinou, chamou, justificou e glorificou a esses seres, anteriormente miseráveis e perdidos, e a quem agora Ele está preparando para o destino celestial (v. 29). Que sublime cadeia de planos divinos que liga a eternidade passada com a eternidade futura e dá sentido ao tempo presente!

Fonte: Todo dia com Jesus

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Romanos 8:12-21


Já não somos devedores à carne (v. 12), esse credor insaciável e cruel, pois nos tornamos filhos de Deus, e nosso Pai não admite que sejamos escravos dela. Ele mesmo pagou tudo o que devíamos, a fim de que fôssemos livres e dependêssemos somente dEle.

Antigamente, um escravo romano podia ser libertado e, em casos excepcionais, até ser adotado por seu dono com todos os direitos sobre a herança. Esta era uma frágil figura do que Deus faz por Suas pobres criaturas caídas, corrompidas e rebeldes. Ele não apenas lhes dá o perdão, a justificação e a completa libertação, mas também faz delas membros de Sua própria família. E elas são seladas pelo Seu Espírito, através do qual os filhos estabelecem sua relação com o Pai. "Papá" ("Aba", em hebraico) é geralmente a primeira palavra inteligível que um bebezinho fala (vv. 15-16; 1 João 2:13). 

Além desta convicção que Ele nos dá, o Espírito nos ensina a fazer morrer as obras da carne, ou seja, a não deixar que elas se manifestem (v. 13). Ao nos deixarmos guiar pelo Espírito, então seremos conhecidos como filhos de Deus (v. 14; Mateus 5:44,45), enquanto esperamos ser revelados como tais a toda a criação (v. 19).

Fonte: Todo dia com Jesus

1 João 1:1-10


O Senhor havia dito aos doze: "E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio" (João 15:27 - erc), é isso o que o apóstolo João faz aqui. O seu tema é a vida eterna, que foi primeiro "ouvida", "vista" e "apalpada" (1 João 1:1) na pessoa do Filho, e agora está sendo comunicada aos que, pela fé, receberam o direito de ser filhos de Deus (João 1:12). Precisamos distinguir entre a relação propriamente dita e o usufruto desse relacionamento, conhecido por comunhão. A relação é a porção de todos os filhos do Pai. A comunhão é somente para os que andam na luz (v. 7). O texto que vai do versículo 6 do primeiro capítulo ao versículo 2 do segundo explica como a comunhão pode ser mantida ou restabelecida quando sofrer interrupção. Deus colocou a nossa disposição uma inesgotável provisão para remover todas as nossas iniqüidades: o sangue de Jesus Cristo, Seu Filho. Não há pecado grande demais que esse precioso sangue não possa lavar. Ele nos purifica de "todo pecado" (v. 7) e de "toda injustiça" (v. 9). Só uma coisa é requerida de nós para obtermos o pleno perdão : a plena confissão de todos os nossos pecados (v. 9; Salmos 32:5). Minha grande dívida foi paga por outra pessoa, e Deus não seria justo para com meu Substituto se viesse reclamá-la de mim novamente.

Fonte: Todo dia com Jesus

domingo, 16 de setembro de 2012

2 Pedro 3:11-18



As exortações finais, ao contrário das anteriores, não se tratam das "preciosas e mui grandes promessas" (1:4), mas da instabilidade de todas as coisas do presente. Faça um inventário de todos os bens materiais que lhe são de grande valor e escreva sobre eles o seguinte: "todas essas coisas hão de ser assim desfeitas...". Dessa forma nos protegeremos do apego à matéria. O fato de saber estas coisas de antemão deveria induzir a uma vida de santo procedimento e piedade (outro termo característico de Pedro [veja 1 Pedro 1:15,18; 2:12; 3:1-2, 16]). Nada nos estimula mais à separação do mundo e do mal que o pensamento do retorno iminente do Senhor. Igualmente, nada nos incita tanto ao evangelismo, já que Sua vinda marcará o final de Sua paciência para a salvação (v. 15). Empenhemo-nos, pois, a fim de sermos achados irrepreensíveis em Seu retorno (v. 14; Filipenses 1:10), tendo crescido em Sua graça e em Seu conhecimento (v. 18).

O apóstolo cumpriu a sua missão; agora ele está pronto para "deixar seu tabernáculo". Ao dar glória "agora e para sempre" ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, ele conduz nosso pensamento ao dia eterno que anelamos pela fé.



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Romanos 8:1-11


Uma maravilhosa paz sucede os tormentos do capítulo 7. Como culpado, aprendi que não há mais condenação para mim: estou em Cristo Jesus, o lugar da perfeita segurança. Como desventurado homem (cap. 7:12), sem forças para fazer o bem, descobri um poder chamado "a lei do Espírito da vida", que me liberta de uma vez por todas da "lei do pecado e da morte", ou seja, de seu domínio. Tais são as duas grandes verdades que eu compreendi pela fé.

O mais hábil escultor, ainda que disponha das melhores ferramentas, é incapaz de esculpir alguma coisa em madeira bichada. Deus, figuradamente, é o hábil escultor, e a lei é a boa ferramenta (cap. 7:12). Mas a lei, por melhor que seja, é ineficaz e fraca para trabalhar numa "carne" rebelde, corrompida e roída pelo verme do pecado (vv. 3 e 7). Nós estávamos "na carne" (v. 9), forçados a agir segundo a sua vontade. Mas, da conversão em diante, estamos em Cristo Jesus, andando "segundo o Espírito" (v. 4).

É bem verdade que, embora não estejamos mais "na carne", a carne está em nós. Mas, depois que cremos, o próprio Espírito de Deus vem habitar em nós como o verdadeiro Dono da casa. A carne - o "velho homem" -, o antigo proprietário, está presente agora apenas como um indesejável locatário, confinado em um quarto. Ela já não tem nenhum direito... mas eu tenho de vigiar e não abrir a porta para ele.

sábado, 15 de setembro de 2012

2 Pedro 3:1-10


Pedro não receia parecer repetitivo, ele não se cansa de lembrar aos filhos de Deus as mesmas verdades (v. 1; 1:12, 13; Filipenses 3:1; Judas 17). E, no que nos diz respeito, não nos cansemos também de ler e nelas meditar. Pela terceira vez, o apóstolo escreve sobre o dilúvio. Ao contrário daquelas pessoas que propositadamente ignoram todos os avisos (Efésios 4:18), os amados do Senhor não podem ignorar os Seus propósitos. O "fim do mundo", que alguns temem e outros desprezam, não ocorrerá até o momento escolhido por Ele. Os céus e a terra que agora existem serão destruídos. É por causa da longanimidade de Deus, que anseia pela salvação dos pecadores, que o juízo tem sido retardado até agora. Deus não deseja que ninguém pereça (Ezequiel 33:11). Sua paciência se aplica até mesmo para com os escarnecedores que desafiam a verdade e O insultam. Contudo, a humanidade inteira está à mercê de uma implacável contagem regressiva. Chegará o momento quando as promessas destinadas aos filhos de Deus se cumprirão, para confusão dos escarnecedores e dos ímpios. Então será muito tarde para se arrepender (final do v. 9). Caro leitor, você já se arrependeu?


Romanos 7:12-25


Estes versículos são comparados com os esforços inúteis de um homem que caiu na areia movediça. Cada movimento que ele faz para sair, afunda-o mais ainda. Ao ver-se perdido, ele finalmente grita por socorro. Moralmente, esta figura ilustra a história de muitos filhos de Deus, logo após sua conversão. O apóstolo coloca-se no lugar de um crente qualquer (se ele não fosse crente, por um lado não passaria por essas lutas, e por outro não encontraria seu prazer na lei de Deus; v. 22). Ele nos descreve seu completo desespero: "Ah! Em vez de progredir, eu me sinto cada vez pior. Descobri passo a passo que eu estava 'debaixo do pecado' (cap. 3:9), que ele 'reinou' sobre mim (cap. 5:21), que me dominava (cap. 5:21), que 'me faz prisioneiro' (cap. 7:23) e 'habita em mim' (cap. 7:17 e 20), tal qual uma enfermidade insidiosa que tomou conta dos meus órgãos vitais. Quem me livrará deste corpo de morte? Reconheço que sou incapaz, não tenho forças; estou disposto a recorrer a Outro. E Jesus me toma pela mão".

Uma experiência dolorosa, porém necessária! A partir do momento em que eu não espero nada mais de mim mesmo, eu posso esperar tudo de Cristo.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Romanos 7:1-11


A lei não apenas reprova os atos maus que cometi, mas também julga minha natureza pecadora, por exemplo, minha incapacidade de amar a Deus e ao meu próximo como ela ordena. O pecado me coloca, pois, inexoravelmente, debaixo da condenação da lei de Deus... Nós, porém, fomos libertados da lei da mesma forma que fomos libertados do pecado: pela morte (ou seja, minha morte com Cristo; v. 4). Quando morre um homem culpado, a justiça humana não pode mais mantê-lo na prisão.

Então a lei é uma coisa má? "De modo nenhum", exclama novamente o apóstolo (v. 7). Se estou em um museu e pego um objeto exposto, posso não ter consciência de estar cometendo uma infração. Mas, ao contrário, sou absolutamente culpado se houver um cartaz escrito: "Não toque". Porém, ao mesmo tempo, esse cartaz despertará o desejo dos visitantes de tocar o objeto. É essa natureza orgulhosa do homem que o leva a infringir todos os regulamentos para afirmar sua independência. Assim, pela lei, Deus me surpreende em flagrante delito de desobediência e põe em evidência a cobiça que está dentro de mim, para me convencer completamente do pecado.

Fonte: Todo dia com Jesus

2 Pedro 2:12-22


Para derrubar a verdade estabelecida no capítulo 1, Satanás utiliza sempre os mesmos expedientes: quando este não consegue corromper a verdade, ele a nega abertamente, como veremos no capítulo 3. Seus instrumentos para desviar as almas são apresentados aqui sob a luz da verdade. Quão medonho e assustador é o retrato dos líderes religiosos em quem a perversão moral e os ensinamentos malignos andam de mãos dadas (vv. 12-17; Mateus 7:15). Homens que prometem a liberdade para outros, mas são eles próprios escravos das paixões e luxúrias mais desprezíveis (v. 19), pois "aquele que é vencido fica escravo do vencedor". Somos realmente livres, libertos pelo Senhor (João 8:34-36; Isaías 49:24-25), ou estamos enlaçados por algum pecado inconfessável? O mundo é cativante, no sentido literal da palavra. Como um lamaçal (final do v. 22), ele atola os pés dos imprudentes que se aventuram por este caminho e contamina-lhes a alma (v. 20 menciona as contaminações do mundo).

O final do capítulo despedaça a ilusão daqueles que momentaneamente conseguiram controlar o cio do pecado através de um cristianismo meramente social ou intelectual. Transformação moral não é conversão.

Fonte: Todo dia com Jesus


 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

2 Pedro 2:1-11


 Hoje em dia, seitas e heresias destruidoras têm surgido aos montes. Fomos advertidos, com antecedência, a respeito de seu aparecimento, para que não sejamos pegos de surpresa tampouco desanimemos por causa delas (v. 1). Elas fazem comércio com as almas dos homens (v. 3; final do versículo 13 de Apocalipse 18). 

No capítulo 1, a perspectiva da glória vindoura é confirmada por um testemunho triplo: a visão da glória no monte santo, a palavra profética e finalmente a Estrela da Manhã nascida em nosso coração. Do mesmo modo, há três exemplos que testificam quanto à certeza do julgamento que sobrevirá ao mundo: o destino dos anjos caídos (Judas 6), o dilúvio (Mateus 24:36...) e a destruição de Sodoma e Gomorra (Judas 7). Todavia, mesmo no meio de uma geração incrédula, o Senhor conhece e livra aqueles que O temem (v. 9). A despeito de seu mundanismo, Ló foi um homem justo. O parêntese no versículo 8 mostra que Deus registra cada suspiro de Seu povo. Contudo, Ló poderia ter sido poupado de todos esses tormentos se soubesse, como sabia Abraão, apreciar a terra prometida. Viver de forma falsa e ambígua perante os homens é uma desgraça para o filho de Deus. Ló é a imagem de um crente salvo "como que através do fogo" (1 Coríntios 3:15). Sua entrada no reino não será amplamente suprida (1:11). Que o Senhor nos livre de ser iguais a Ló!

Fonte: Todo dia com Jesus

Romanos 6:15-23


Não há nada que o homem valorize mais do que a sua liberdade. Contudo, ela é uma completa ilusão. Alguém escreveu: "A livre vontade não é mais que uma escravidão ao diabo". Contudo, o homem somente percebe isso após a conversão. "Todo o que comete pecado é escravo do pecado...", ensinava o Senhor Jesus. Mas Ele acrescentou: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8:34, 36). Somos livres... mas não para fazer nossa vontade: isso seria colocar-nos debaixo da mesma escravidão! Basta-nos já termos feito "naquele tempo" (v. 21) a vontade do homem pecador, e saber que a conseqüência desse trabalho para Satanás, o impostor, requereu um trágico salário: a morte, que Cristo suportou em nosso lugar (v. 23). Não! Se somos livres, é para servir a Deus e obedecer-Lhe de coração (v. 17; 2 Coríntios 10:5).

Fonte: Todo dia com Jesus

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

2 Pedro 1:12-21


A verdades apresentadas na primeira epístola referenciam as revelações de Mateus 16: as aflições de Cristo; a edificação da Igreja, a casa espiritual construída sobre a Rocha. A segunda epístola é baseada no capítulo 17 do mesmo evangelho. Durante a transfiguração, Pedro, Tiago e João viram o Senhor Jesus em "glória excelsa". Mas foi-lhes ordenado não contar a ninguém sobre o ocorrido até a Sua ressurreição. Não havendo mais impedimentos, Pedro, que na hora estava muito sonolento (Lucas 9:32), estimula os santos a recordar a cena (v. 13; 3:1). Aquele que, sem pensar, tinha proposto erguer três tabernáculos agora se prepara para deixar seu próprio "tabernáculo" terreno para gozar da presença de Cristo, desta vez para sempre, em corpo glorioso (v. 14). O Senhor lhe revelou quando e por qual tipo de morte ela haveria de glorificar a Deus (v. 14; João 21:18, 19). Em breve, nós também seremos "testemunhas de sua majestade".

Ao longo de todas as Escrituras, a palavra profética lança luz sobre a glória vindoura. Entretanto, o filho de Deus possui uma luz ainda mais brilhante. O objeto de sua esperança vive nele. Cristo é a Estrela da manhã que já nasceu em seu coração (v. 19; final do versículo 27 de Colossenses 1). 


 

Romanos 6:1-14


Então é muito fácil! - dizem alguns - já que a graça é superabundante, e nossas injustiças servem para realçá-la, aproveitemos para satisfazer todos os caprichos de nossa vontade carnal (vv. 1 e 15). Mas será que nós podemos imaginar o filho pródigo (Lucas 15:11 a 32), depois de ter experimentado a amorosa acolhida dada por seu pai, querendo novamente voltar ao país distante, onde tanto havia sofrido, e dizendo: "Agora sei que serei bem recebido em minha casa todas as vezes que eu quiser voltar"? Não, tal pensamento não é o de um verdadeiro filho de Deus. Primeiramente, porque ele sabe o que tão grande graça custou ao seu Salvador e teme entristecê-LO. Além disso, o pecado deve perder todo o atrativo para ele. De fato, um cadáver não pode mais ser atraído por prazeres e tentações. Minha morte com Cristo (v. 6) acaba com toda a força e a autoridade do pecado sobre mim. Que maravilhosa redenção!

Os versículos 13 a 18 do capítulo 3 confirmavam que todos os membros do homem (sua língua, seus pés, seus olhos) eram "instrumentos de iniqüidade" a serviço do pecado (v. 13). Contudo, no momento da conversão, esses mesmos membros mudam de proprietário e se transformam em "instrumentos de justiça" para serem usados por Aquele que tem todos os direitos sobre o homem.

Fonte: Todo dia com Jesus

terça-feira, 11 de setembro de 2012

2 Pedro 1:1-11


Pedro inicia sua segunda epístola relembrando os cristãos sobre as riquezas das quais o Senhor os fez participantes, a saber, a preciosa fé (v. 1), "todas as coisas" que conduzem à vida e à piedade (v. 3) e as "preciosas e mui grandes promessas" (v. 4). A nossa fé, que se apropria das bênçãos de Deus, não deve ser infrutífera. É necessário que a ela se adicione energia, chamada de virtude, a fim de alcançar o conhecimento (tema central da epístola). Ao mesmo tempo, é essencial que tenhamos domínio próprio e paciência a fim de aprendermos a permanecer firmes, sem, contudo, desfalecer. É dentro dessa atmosfera espiritual que desenvolvemos os nossos relacionamentos: (1) com o Senhor: a piedade; (2)com os irmãos: a fraternidade; (3) com todos: o amor. Estes sete complementos da fé formam um todo, assim como os elos de uma corrente. A ausência de apenas um destes complementos traz conseqüências dramáticas para um cristão, deixando sua vida espiritual míope, ineficiente e infrutífera. Ele não consegue enxergar longe; sua fé não consegue distinguir no horizonte a cidade celestial, o fim da peregrinação cristã (veja Hebreus 11:13...). Os portões eternos já foram abertos para Cristo, o Rei da glória (Salmo 24:7, 9). Que Ele nos conceda uma entrada abundante em Seu reino eterno quando chegar a nossa vez.




Romanos 5:12-21


Para um crente que se converte em seu leito de morte, a epístola poderia acabar no versículo 11. A questão dos seus pecados foi resolvida; ele está apto para a glória de Deus. Porém, para o crente que continua vivo sobre a terra, existe um incômodo problema: permanece dentro dele a velha natureza, o pecado, o qual é capaz de produzir, como antes, frutos corrompidos. Será que ele corre o risco de perder a salvação? O que segue, do capítulo 5:12 ao capítulo 8, ensina como Deus resolveu a questão: Ele condenou não só os meus atos, mas também a natureza perversa que os produz, o "velho homem" (cap. 6:6). Suponhamos que um impressor pouco consciente, na composição da matriz de um livro, deixasse passar erros graves que mudasse completamente o sentido dos pensamentos do autor. Esses erros se reproduziriam na impressão tantas vezes quanto fosse o número de exemplares publicados. A melhor encadernação não mudaria nada. Para que o texto voltasse a ser fiel, teria de ser impressa uma nova edição a partir de uma nova matriz. O primeiro Adão é como essa matriz adulterada, de maneira que o número de homens é o mesmo que o número de pecadores. Deus, porém, não quer melhorar a raça adâmica. Ele ressuscitou da morte um novo homem, Cristo, e nos deu a Sua vida.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

1 Pedro 5:1-14


"Apascenta os meus cordeiros... apascenta as minhas ovelhas", disse o Senhor a Pedro (João 21:15-17). Longe de assumir uma postura presunçosa em função dessas afirmações, Pedro foi superior a outros cristãos (uma posição que o cristianismo lhe atribuiu). O apóstolo, no entanto, se descreve simplesmente como um presbítero (ou supervisor) entre vários outros presbíteros, e os exorta a não se comportar como dominadores sobre o rebanho do bom Pastor, mas como exemplos (v. 3). As ovelhas não pertencem a eles; eles são responsáveis por elas perante o soberano Pastor. Isto não diminui a responsabilidade dos jovens em se submeter aos presbíteros nem a de todos em se revestir de humildade, a qual pode ser traduzida como "colocar o avental de servo" (v. 5; vide 3:8). A graça é dada ao humilde pelo "Deus de toda graça".

"Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós", acrescenta o apóstolo (v. 7). Esta confiança e esta entrega a Deus, entretanto, não nos eximem de ser vigilantes. Satanás, nosso adversário implacável, está à espreita do menor deslize de nossa parte, e resistir a ele significa mais sofrimento (vv. 8-9). Finalmente, as Escrituras nos encorajam a suportar as aflições, seguindo o Exemplo divino, por mais um pouco, antes de experimentarmos a glória vindoura (v. 10; final do versículo 11 do capítulo 1). 

Fonte: Todo dia com Jesus


 

Romanos 5:1-11


Redimido, justificado, o cristão resplandece de alegria (v. 1). A paz com Deus é de agora em diante sua porção inestimável. Ele está reconciliado com o Soberano Juiz através do mesmo ato que deveria atrair a cólera divina para sempre: a morte de Seu Filho! (v. 10). Verdadeiramente, o amor de Deus é incomparável com qualquer outro tipo de amor. Ele amou os pobres humanos - que não eram nada dignos de amor - antes que dessem o menor passo em direção a Ele. Deus os amou quando ainda eram fracos e ímpios (v. 6), pecadores (v. 8) e inimigos (v. 10; 1 João 4:10, 19). Agora este mesmo amor é derramado em nosso coração.

Frente ao mundo, que se orgulha de vantagens presentes e passageiras, o crente, longe de sentir-se envergonhado (v. 5), pode gloriar-se em seu maravilhoso futuro: a glória de Deus (v. 2). E além disso, por mais paradoxal que seja, ele é capaz de encontrar alegria nas suas tribulações, pois elas produzem frutos preciosos (vv. 3-4) que tornam sua esperança ainda mais real e ardorosa. "E não isto apenas..." (v. 11): podemos gloriar-nos nos dons, porém acima de tudo nAquele que os dá, ou seja, em Deus mesmo e em nosso Senhor Jesus Cristo.

Fonte: Todo dia com Jesus

domingo, 9 de setembro de 2012

Romanos 4:13-25


Se Deus é poderoso para cumprir o que prometeu (v. 21), o homem, por sua parte, é completamente incapaz de cumprir as próprias obrigações. Esta é a razão pela qual as promessas feitas a Abraão (e ao cristão) não envolvem nenhuma condição... basta somente crer. Aparentemente, tudo contradizia o que Deus havia prometido a Abraão. Porém ele "não duvidou... estando plenamente convicto..." (vv. 20-21). De onde vinha esta fé inabalável? Vinha do fato de que ele conhecia Aquele que havia feito as promessas, e nEle Abraão confiava plenamente. A assinatura de alguém que respeitamos tem muito mais valor que a de um desconhecido; é a garantia do cumprimento da promessa. A fé crê nas promessas porque crê no Deus que as criou (vv. 17 e 3; 2 Timóteo 1:12). Ela se agarra às grandes verdades anunciadas em Sua Palavra: a morte do Senhor Jesus para expiação dos nossos pecados, Sua ressurreição para nossa justificação (v. 25).

Querido amigo, você, que chegou a este ponto da leitura, pode dizer com todos os crentes: "Eu possuo esta fé que confere salvação. Foi por meus pecados que Jesus se entregou; foi para minha justificação que Deus O ressuscitou".

Fonte: Todo dia com Jesus

1 Pedro 4:12-19


No céu, não cansaremos de meditar nos sofrimentos do Senhor Jesus; eles serão o inesgotável tema de nossa canção. Contudo, a oportunidade de participar destes sofrimentos aqui na terra terá acabado. Sofrer com Cristo é uma experiência mais íntima e mais intensa do que sofrer por Ele. Participar de Suas dores, conhecer a ingratidão, o desprezo, a contradição, a injúria (v. 14), a ostensiva oposição que Ele encontrou, é realmente conhecê-LO em todos os sentimentos que teve. O desejo ardente de Paulo era "o conhecer... e a comunhão dos seus sofrimentos..." (Filipenses 3:10). Mas existe um tipo de aflição que Cristo não podia experimentar: a aflição dos que praticam o mal. Não podemos escapar das conseqüências de nossos erros. Um cristão desonesto colherá o que semeou e se ele se meter em negócio alheio poderá ser punido. A parte mais triste não é a confusão em que nos metemos, mas a desonra atribuída ao nome do Senhor. Por outro lado, sofrer como cristão, a saber, como Cristo sofreu, equivale a glorificar a Deus com esse nome maravilhoso (v. 16; Atos 4:17, 21). 

Fonte: Todo dia com Jesus


sábado, 8 de setembro de 2012

1 Pedro 4:1-11


O Senhor Jesus fatigou-se grandemente com o pecado que teve de enfrentar. Ele agora descansa após ter vencido o pecado por meio de Sua morte. Da mesma forma, o cristão deve acabar com as paixões dos homens. Queridos amigos, não nos basta o tempo precioso que desperdiçamos, antes de nossa conversão, no nadar insensato rumo à morte? Vivamos agora o resto de nossa vida "segundo a vontade de Deus". Nosso novo comportamento certamente contrastará com o do mundo ao nosso redor. O mundo estranhará a nossa abstenção dos prazeres corruptos. Sofreremos pressão, seremos motivos de chacota e dirão coisas horríveis a nosso respeito. Por quê? Porque o mundo se sente condenado pela nossa separação, visto que serão condenados pelo grande Juiz (v. 5). Justamente por causa da iminência deste julgamento é que devemos controlar nossa conduta, buscando a moderação, a vigilância, a oração e o amor fervoroso (final do versículo 22 do capítulo 1). O amor, por sua vez, é expresso de várias maneiras: buscando a restauração de nossos irmãos (final do v. 8), sendo hospitaleiros sem murmuração, usando os dons da multiforme graça de Deus para o benefício mútuo. É dessa forma que, no céu, o Senhor Jesus segue glorificando ao Pai aqui na Terra (este é o Seu maior desejo) por meio da vida dos Seus remidos (v. 11; João 17:4, 11 e 15:8). 

Fonte: Todo dia com Jesus
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