Os Abençoados

domingo, 27 de novembro de 2011

Fotos do Culto da Crianças

Cantora Érika louvando a Deus
Oração pelas crianças que aceitaram a Cristo

Grupos Soldadinho de Chumbo e Harpa de Davi

Vinde a mim as criancinhas

Crianças aceitando a Cristo

Gabriel pregando a Palavra

Fernanda Louvando a Deus     


Culto realizado no dia 25/11/2011
Direção: Missionária Nathália e pela irmã Da Luz

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Quem envia o missionário? A igreja local ou o Espírito Santo?

Quem envia?
 
O chefe da obra missionária é o Espírito Santo. Ele veio para ajudar todo cristão a ter uma vida bela, veio para capacitar o crente a ser testemunha de Cristo, veio para dirigir a obra missionária.

1. O  Espírito Santo é quem separa:

"Disse o Espírito Santo: separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado" (Atos 13.2).

O Espírito Santo é quem define quem vai e quem não vai para a obra missionária. Todavia é muito importante entender que o Espírito Santo se expressa dentro do ambiente eclesiástico, isto é, ele honra a igreja local, a dignifica e opera por intermédio dela.

2. O Espírito Santo quer o melhor:

"Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores.." (Atos 13.1)

A igreja tem que enviar os melhores para o campo missionário. Na igreja em Antioquia estavam os melhores, e o Espírito escolheu àqueles que tinham vocação para o trabalho transcultural: Saulo e Barnabé, dentre os mais capacitados.

3. O Espírito Santo é quem envia:

"E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre" (Atos 13.4)

Como se pode notar, o instrumento do Espírito Santo para o envio é a igreja local. Eles jejuaram, oraram e impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo e assim os enviaram. A igreja se comprometeu, e os despediram para o campo.

4. A pergunta: Quem envia?

A resposta é o Espírito Santo, por meio da igreja. A igreja local é o instrumento de Deus para que o Espírito Santo possa enviar. A infra-estrutura para missões está na igreja local. Toda obra sem o apoio da igreja local está fadada ao fracasso, pois não haverá o poder espiritual necessário para levá-la adiante. E toda obra sem a direção, a regência do Espírito Santo também estará com certeza propensa ao fracasso.

A igreja é missionária por natureza e não por opção ou escolha. A igreja é mais do que o agente divino para a evangelização, é, em submissão a Cristo, o agente de todo o propósito cósmico de Deus na terra.

Finalizando: Se a nossa igreja local não for missionária por natureza, então alguma coisa está errada. Falta algo de conteúdo espiritual. O Espírito Santo não está encontrando liberdade e espaço para: separar, capacitar e enviar missionários para o campo transcultural. Essa igreja local na verdade não está desfrutando da plenitude do Espírito Santo.

Pr. Antonio Romero Filho
 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Avivamento espiritual — A missão dinâmica da Igreja

Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo(1 Ts 1.5).

O avivamento espiritual da igreja deve ser preservado, para que ela prossiga renovada no Espírito e dinâmica em sua missão na Terra.
Atos 17.1-12 relata o início e o crescimento da igreja em Tessalônica, cidade comercial da Macedônia, na Grécia. Naqueles tempos, houve um grande avivamento espiritual mediante a pregação da Palavra de Deus (1 Ts 1.5). Foi um movimento do Espírito tão maravilhoso que serviu de modelo para todas as demais igrejas da região (1 Ts 1.7).

A CHAMA DO AVIVAMENTO DA IGREJA TESSALÔNICA (1 Ts 1.1-3)

A chama do zelo e do fervor espiritual (v.1). O apóstolo Paulo identifica os destinatários da epístola como “a igreja dos tessalonicenses”. Ele difere no endereçamento quando diz “dos tessalonicenses”, e não “aos” tessalonicenses, indicando que aquela igreja tinha identidade própria. Ou seja, desde o seu nascimento, o zelo e o fervor espiritual daqueles cristãos era uma marca que os caracterizava.

A chama da fé ativa (v.3). Aqui vemos que a igreja creu e desenvolveu uma fé dinâmica e crescente: “a vossa fé cresce muitíssimo” (2 Ts 1.3). Nesse texto, estão três grandes virtudes do cristianismo: fé, amor e esperança. A expressão “obra da vossa fé” (v.3) não se contrapõe à justificação pela fé. Essa “obra” não é um ato de justiça que justifica o homem diante de Deus (Is 64.6; Ef 2.8,9). Na verdade, a “obra da fé” se refere ao desempenho espiritual do cristão, pela fé, depois de salvo.

A chama do amor em ação. “Trabalho do vosso amor” (v.3). Não se trata de amor filantrópico, mas do amor gerado pelo Espírito Santo, como “fruto do Espírito” (Gl 5.22). Não é apenas de “um ato de amor”, mas do trabalho contínuo a favor do evangelho de Cristo.

A chama da esperança. A frase “paciência da esperança” (v.3) tem a ver literalmente com: “resistência, constância ou perseverança da esperança”. Só tem essa esperança quem sabe esperar em Deus. Aquela igreja enfrentou perseguições e adversidades, no entanto, o apóstolo a elogia pela capacidade que teve em manter acesa a chama da esperança. É nas adversidades que devemos manter a esperança, pois temos realmente o que esperar, segundo as promessas de Deus: “Fiel é o que prometeu” (Hb 10.23).

 
Os crentes da igreja de Tessalônica adquiriram qualidades importantes para a vida espiritual, a saber: tiveram a fé fortalecida na tribulação (cf. 1.6); viveram a prática do amor cristão (cf. 1 Ts 3.6); experimentaram a “paciência da esperança”.


 MANTENDO A CHAMA DO AVIVAMENTO ACESA

A chama inicial deve permanecer acesa (1 Ts 2.1). Afirma o apóstolo: “bem sabeis que a nossa entrada para convosco não foi vã”. Ele queria saber do resultado de todo trabalho pioneiro que ali fora realizado com muito sacrifício. Graças a Deus, o trabalho realizado não tinha sido inútil. O resultado era patente na vida daqueles irmãos. A igreja precisa manter acesa a chama do “primeiro amor”.

A chama da pregação precisa ser reavivada (1 Ts 2.13). O evangelho tem sido pregado com abnegação e fervor? Lamentavelmente, o que mais se vê são pregadores e mestres presunçosos, vaidosos, gananciosos e trapaceiros, que apesar de na aparência não demonstrarem nada disso, revelam-se nas atitudes. Aquele espírito amoroso e sacrificial que deve permear a mente e o coração dos pregadores, parece ter desaparecido. O evangelho como Paulo pregava era eficaz. A mensagem que aqueles crentes recebiam era a própria Palavra de Deus (v.13). Por isso, tornavam-se imitadores das igrejas de Deus (v.14). No versículo 20, Paulo fala de sua alegria pelos frutos resultantes de seu ministério para Deus, pois a igreja de Tessalônica era, de fato, a sua glória e alegria, na presença de Deus.


Quando a Igreja mantém acesa a chama do primeiro amor, os crentes são conduzidos à evangelização, produzindo muitos frutos.


A CHAMA DO AVIVAMENTO E A VOLTA DO SENHOR (1 Ts 4.13-18)

A chama da pureza moral (1 Ts 4.1-12). Paulo sabia que, enquanto a Igreja aqui estivesse, seus membros estariam sujeitos às tentações e pecados na sua vida cotidiana. Por isso, no texto bíblico acima mencionado, três coisas da vida do crente são tratadas pelo apóstolo: a pureza moral (vv.1-8), o amor fraternal (vv.9,10) e o trabalho honesto (vv.11,12). Quanto à pureza moral, fala da maldita realidade da prostituição em suas várias formas. Esse tipo de pecado da sociedade deve ser totalmente rejeitado por um crente que ama ao Senhor (1 Ts 4.1,2). O “amor fraternal” é o tipo de relacionamento que deve ser cultivado pelo cristão (1 Ts 4.9,10). Sobre a prática do trabalho honesto, devemos evitar atitudes que desabonem nossa conduta ou que representem engano, negligência e irresponsabilidade em nossas atividades diárias, sejam elas quais forem (1 Ts 4.11,12).

Corrigindo conceitos equivocados (4.13). Paulo soubera que entre os cristãos de Tessalônica propagavam-se equívocos doutrinários referentes à situação dos mortos em Cristo e acerca da volta do Senhor. A liderança da igreja tem a responsabilidade de esclarecer doutrinariamente os enganos dos crentes, bem como seu desconhecimento das doutrinas vitais da Bíblia. Foi justamente o que Paulo fez: “Não quero que sejais ignorantes acerca dos que dormem” (v.13).

A verdade acerca do estado dos mortos (1 Ts 4.14-17). A Bíblia ensina que, num determinado momento da sua vinda, o Senhor voltará apenas para a sua Igreja, constituída pelos vivos e pelos mortos em Cristo. Nesta fase, Jesus virá até as nuvens, e ouvida a voz de convocação para os santos (v.16), os “mortos em Cristo” ressuscitarão primeiro, e num “abrir e fechar de olhos” (1 Co 15.51), subirão ao encontro do Senhor nos ares. Os vivos ouvirão, em seguida, a chamada do Senhor, e já transformados do seu estado material para o espiritual, subirão ao encontro do Senhor, juntamente com os que foram ressuscitados (v.17).


A Igreja avivada espera, a qualquer momento, a volta de Jesus em santidade, pois sem santificação ninguém verá o Senhor. Somente os santos serão arrebatados.


CONCLUSÃO

Nesta lição, destacamos o fato de que todos os valores doutrinários da Bíblia continuam tão atuais quanto foram no passado. O papel da Igreja, hoje, é manter acesa a chama do avivamento espiritual para preservar os ensinos e valores bíblicos.

“Por que precisamos de avivamento contínuo"

Uma igreja sem renovação espiritual constante cai na rotina, isto é, fica parada no tempo, no espaço e no trabalho. Ela pode até trabalhar, mas não avança, não progride, porque algum fruto que surja é destruído pelas contendas, inveja, ganância, desunião e outras obras da carne. Tal igreja não resiste, nem supera as rápidas mutações de comportamento da sociedade ímpia ao seu redor.

Tal igreja, ainda, perde a guerra espiritual contra a ‘carne’ e as potestades do mal (Gl 3.3; 5.17). O crente regenerado pelo Espírito Santo precisa também manter-se renovado pelo mesmo Espírito Santo (Tt 3.5; 2 Co 4.16). O avivamento espiritual não é só ter o fogo e o calor do Espírito Santo; é preciso continuar a avivar a chama do fogo espiritual (2 Tm 1.6 — lit., ‘aviva de novo a chama viva do fogo’).

As palavras do evangelista Billy Graham, em seu sermão, três dias após os atentados terroristas contra os Estados Unidos: ‘Prostemo-nos perante Deus, humilhados, contritos, arrependidos, confessando os nossos pecados como cristãos, para que venha sobre nós um avivamento celestial’. Precisamos de avivamento contínuo da parte do Senhor, para que sejamos vencedores. Somente um real e contínuo avivamento é capaz de restringir, deter e neutralizar na igreja a atual avalanche de secularismo, de mundanismo, de comodismo, de conformismo, de transigência com o erro, com o pecado e com o mal.

Segundo o modelo bíblico, o reavivamento resulta em santidade do crente em toda a sua maneira de viver (1 Pe 1.15). Se um avivamento não resultar nisso — nessa mudança de vida —, tudo não passará de mero entusiasmo, mecanicismo e emoção, como acontece com certos ‘avivamentos’ orquestrados pelos homens. O avivamento sob Esdras e Neemias, nesse sentido, obteve grandioso resultados (Ne 8; 9.1-38).

A santificação deve ocorrer em ‘todo o vosso espírito, e alma, e corpo’, conforme lemos em 1 Tessalonicenses 5.23. Isso significa que devemos ser santos em nosso viver, e em nossa conduta — isto é, em nosso caráter, inteiramente —, e em nosso proceder, externamente. Mantenhamo-nos, pois, separados do mundo pecaminoso.

Preparemos, pois, ‘o caminho do Senhor’ para o avivamento — ou reavivamento — celestial, como proclamou João Batista (Jo 3.3)”.
(GILBERTO, A. Verdades Pentecostais. RJ: CPAD, 2006, p. 26, 27 e 89.)

APLICAÇÃO PESSOAL


Prezado professor, como já é do seu conhecimento, no passado Deus levantou alguns homens para trazer o avivamento espiritual para o seu povo. O Senhor não mudou. Hoje, em tempos de pós-modernismo, o Todo-Poderoso continua a levantar e a usar homens (“os homens são o método de Deus”) para que a chama do avivamento continue a arder em sua Igreja. Somente uma Igreja avivada poderá cumprir integralmente sua missão nesta Terra. Então, que você possa se colocar inteiramente nas mãos do Pai, orando como fez o profeta Habacuque: “Aviva, ó Senhor a tua obra no meio dos anos” (Hc 3.2).

Fonte: Lições Bíblicas, 1º trimestre de 2007 - A Igreja e a sua missão


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Igreja Primitiva

Igreja Primitiva
É interessante ver muitos pregadores reivindicando para suas denominações status de "Igreja Primitiva". É uma forma de aproximar a realidade de hoje, completamente desvirtuada de cristianismo verdadeiro, dos dias em que Jesus Cristo e os seus apóstolos caminhavam sobre a terra. Cheira a autenticidade. Mas a história não é bem assim. Aliás, passa longe disso. Senão vejamos o texto acima citado, que retrata de forma clara e objetiva o que era de verdade a primeira igreja cristã da história da humanidade. 

1. A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS. Quando a Bíblia usa termo, obviamente quer se dirigir à Palavra de Deus e à revelação de Jesus Cristo como Senhor e Salvador, e nem uma palavra a mais. Observe a pregação de Pedro no dia de Pentecostes. Ele citou textos de Joel, Salmos e completou com o evangelho da salvação. Foi mais do que suficiente. Romanos 10.17 diz claramente que a fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus. Isso implica que na igreja de Deus não há espaço para a pregação de modismos e tradições. Aliás, a defesa da tradição sempre foi algo que pertenceu à Igreja Católica Apostólica Romana, mas que de repente invadiu as igrejas evangélicas, que hoje defendem suas tradições, muitas vezes anti-bíblicas, para manter seus usos e costumes. São as famosas doutrinas de homens. Isso não existia na igreja primitiva. Sua igreja é assim? 

2. A COMUNHÃO. Cristo sempre ensinou sua igreja a andar unida. Eclesiastes 4.9-12 "Melhor é serem dois do que um (...), se um cair, o outro levanta seu companheiro. Mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá quem o levante. Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão. O cordão de três dobras não se rompe tão depressa.". O que se vê hoje é o contrário, o prevalecente do eu, do individualismo. Isso não existia na igreja primitiva. Sua igreja é assim? 

3. O PARTIR DO PÃO. Virou piada. O que Cristo demonstrou como sinal de integração se perdeu no tempo. Nosso Senhor gostava de ver as pessoas se alimentando, e não só de alimento perecível, mas também da Palavra, do Pão vivo que desceu do céu. "Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus." (Mateus 4.4). O partir do pão, algo tão corriqueiro na igreja de Jerusalém, nos dias de hoje resume-se a rodinhas de amigos, as famosas "panelinhas". Integração é coisa estranha no meio dos crentes. Acabou ou culto, tchau, até domingo que vem. Isso não existia na igreja primitiva. Sua igreja é assim?
4. ORAÇÕES. Dos males o menor. Parece que da herança da verdadeira igreja cristã, a prática da oração é a única coisa que tem resistido ao tempo. É certo que se isso também tivesse sido desvirtuado, não haveria mais igreja na face da terra. Convém ressaltar também, por outro lado, que de todos os aspectos citados no texto que compunham a igreja de Atos, a oração é o mais pessoal deles, não exigindo, a grosso modo, "interatividade" entre os cristãos. Sua igreja é assim? 

Observe que não eram ações esporádicas. O texto é claro em dizer que eles PERSEVERAVAM nisso tudo. E este foi sem dúvida o segredo de serem abençoados: PERSEVERAR (Mateus 10.22) "Aquele que perseverar até o fim será salvo." 

Além disso, em Atos 2.46 diz "perseveravam unânimes TODOS OS DIAS no templo. Que vergonha! Queremos ser a igreja primitiva dos dias atuais, mas reclamamos de estar nos cultos mais do que duas ou três vezes por semana. Tem gente que diz que mais do que isso é um exagero. Tem uns rebeldes que vão mais longe e afirmam que "não é preciso estar na igreja, posso fazer meu culto na minha sala de jantar!". Sabe como Deus respondeu aos apóstolos? Atos 2.47 diz "E todos os dias acrescentava o Senhor a igreja aqueles que iam sendo salvos." 



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

IMPUREZA – SEPARAÇÃO DO CRENTE

 A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE

2Co 6.17,18 “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso”.

O conceito de separação do mal é fundamental para o relacionamento entre Deus e o seu povo. Segundo a Bíblia, a separação abrange duas dimensões, sendo uma negativa e outra positiva:

(a) a separação moral e espiritual do pecado e de tudo quanto é contrário a Jesus Cristo, à justiça e à Palavra de Deus;
(b) separar-se para DEUS - acercar-se de Deus em estreita e íntima comunhão, mediante a dedicação, a adoração e o serviço a Ele.

(1) No AT, a separação era uma exigência contínua de Deus para o seu povo (Lv 11.44; Dt 7.3; Ed 9.2 – separar-se dos cananeus). O povo de Deus deve ser santo, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a Deus. Uma principal razão por que Deus castigou o seu povo com o desterro na Assíria e Babilônia foi seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos (ver 2Rs 17.7,8; 24.3; 2Cr 36.14; Jr 2.5, 13; Ez 23.2; Os 7.8).

(2) No NT, Deus ordenou a separação entre o crente e:

(a) o sistema mundial corrupto e a transigência ímpia (Jo 17.15,16; 2Tm 3.1-5; Tg 1.27; 4.4);
(b) aqueles que na igreja pecam e não se arrependem de seus pecados (Mt 18.15-17; 1Co 5.9-11; 2Ts 3.6-15); e
(c) os mestres, igrejas ou seitas falsas que aceitam erros teológicos e negam as verdades bíblicas (ver Mt 7.15; Rm 16.17; Gl 1.9; Tt 3.9-11; 2Pe 2.17-22; 1Jo 4.1; 2Jo 10,11; Jd vv.12,13).

(3) Nossa atitude nessa separação do mal, deve ser de:

(a) ódio ao pecado, à impiedade e à conduta de vida corrupta do mundo (Rm 12.9; Hb 1.9; 1Jo 2.15), (b) oposição à falsa doutrina (Gl 1.9),
(c) amor genuíno para com aqueles de quem devemos nos separar (amar os inimigos, Jo 3.16; 1Co 5.5; Gl 6.1; cf. Rm 9.1-3; 2Co 2.1-8; 11.28,29; Jd v. 22) e
(d) temor de Deus ao nos aperfeiçoarmos na santificação (7.1).

(4) Nosso propósito na separação do mal, é que nós, como o povo de Deus,

(a) perseveremos na salvação (1Tm 4.16; Ap 2.14-17), na fé (1Tm 1.19; 6.10, 20,21) e na santidade (Jo 17.14-21; 2Co 7.1);
(b) vivamos inteiramente para Deus como nosso Senhor e Pai (Mt 22.37; 2Co 6.16-18) e
(c) convençamos o mundo incrédulo da verdade e das bênçãos do evangelho (Jo 17.21; Fp 2.15).

(5) Quando corretamente nos separarmos do mal, o próprio Deus nos recompensará, acercando-se de nós com sua proteção, sua bênção e seu cuidado paternal.
Ele promete ser tudo o que um bom Pai deve ser. Ele será nosso Conselheiro e Guia; Ele nos amará e de nós cuidará como seus próprios filhos (6.16-18).

(6) O crente que deixa de separar-se da prática do mal, do erro, da impureza, o resultado inevitável será a perda da sua comunhão com Deus (6.16), da sua aceitação pelo Pai (6.17), e de seus direitos de filho (6.18; cf. Rm 8.15,16).

(Bíblia de Estudos Pentecostal - CPAD)

Crucificando a Carne (Gálatas 5:19-21)

A carta de Paulo aos gálatas ataca com força a doutrina falsa que alguns cristãos judeus estavam ensinando, pela qual tentavam obrigar os cristãos a obedecer a lei que Deus havia dado aos israelitas, no Velho Testamento. Ele demonstra efetivamente que nossa justificação é pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei de Moisés. Os primeiros quatro capítulos do livro apresentam e defendem seus argumentos para mostrar que não somos escravos sob a velha lei, mas livres em Cristo. Em Gálatas 5:1, ele faz este forte apelo: "para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão."

Paulo faz, então, uma transição dos argumentos doutrinários contra este erro de alguns irmãos judeus, para os argumentos práticos que todos podemos e devemos aplicar em nossas vidas. Pondo de lado a lei do Velho Testamento, ele continua dizendo: "Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor" (Gálatas 5:13). Este contraste entre nossa liberdade em Cristo e a escravidão à carne é desenvolvido nos versículos finais do capítulo 5, onde ele mostra que devemos andar no Espírito e recusarmo-nos a satisfazer os desejos pecaminosos de nossa carne. Ele nos diz que estamos em uma guerra que o Espírito deve vencer. Para ajudar-nos a ser vitoriosos, ele enumera as obras da carne e coloca-as em contraste direto com o fruto do Espírito. Vai nos ajudar a vencer o inimigo dos desejos carnais se considerarmos cuidadosamente esta lista e o significado das palavras que Paulo emprega.

As Obras da Carne (Gálatas 5:19-21)

Muitos dos pecados listados aqui são semelhantes, portanto, pode ajudar em seu entendimento se os considerarmos em grupos.

Pecados de Impureza Sexual

Prostituição (19) é um termo amplo, que descreve relações sexuais ilícitas. Sua origem, como pode ser entendida pela tradução comum, "prostituição", vem de uma palavra que descrevia "amor" que pode ser comprado e vendido, onde uma pessoa é usada e descartada. Em vez de restringir as relações sexuais como Deus tencionava (somente a um casamento legal, por toda a vida, de um homem com uma mulher, Gênesis 2:24; Hebreus 13:4), aqueles que praticam a prostituição fazem do sexo uma paixão carnal barata e vazia.

Impureza (19) significa basicamente sujeira. Ela fala da impureza que corrompe a moralidade e a alma de uma pessoa. Ela pode ser usada para falar de impureza religiosa, mas também veio a significar corrupção moral. Esta impureza separa uma pessoa de Deus, que é puro e santo.

Lascívia (19) sugere um amor ao pecado, de quem perdeu sua vergonha e imprudentemente viola a lei de Deus. É normalmente usada para falar de tal atitude para com os pecados sexuais.
Pecados de Impureza Espiritual e Religiosa

Idolatria (20) é, essencialmente, a adoração de uma criatura quando deveríamos adorar somente o Criador. É, assim, uma rejeição de Deus e de sua posição de autoridade e honra. Pode ser cometida na adoração a imagens (Romanos 1:19-23) ou na exaltação e na busca de coisas materiais (Mateus 6:24; Colossenses 3:5). Pode levar a doenças e mortes como em Rm1, pelo abandono de DEUS.

Feitiçaria (20) vem da mesma raiz que a palavra "farmácia". Ela, originalmente, se referia a drogas medicinais, e com o passar do tempo veio a ser associada com o abuso de drogas e, finalmente, com o abuso de drogas em bruxaria e feitiçaria.
Pecados Contra Outras Pessoas

As obras da carne incluem oito palavras que se referem a conflitos e divisões entre pessoas, por causa de atitudes egoístas e pecaminosas, que destroem as relações pessoais. Estes pecados têm destruído muitas amizades, famílias e igrejas, e têm que ser vencidos para se andar no Espírito.

Inimizades (20) é uma palavra comum para descrever a separação entre inimigos. É a mesma palavra que Paulo usou em outro lugar para falar da separação de Deus (Romanos 8:7), ou a divisão entre os judeus e os gentios que foi removida pelo sacrifício de Cristo (Efésios 2:14-16). Os cristãos têm que amar seus inimigos, e não podem imitar ao ódio do mundo (Mateus 5:43-48).

Porfias (20) são o comportamento que resulta da atitude de inimizade. Esta palavra descreve debates, disputas e lutas que freqüentemente ocorrem quando pessoas estão preocupadas, de modo egoísta, em proteger seus próprios interesses.
Ciúmes (20) é uma palavra que fala do medo de perder alguma coisa, que leva a conflitos com outros e até mesmo a ressentimento e ódio a outras pessoas.

Iras (20) é uma palavra forte que descreve a fúria e o impulso violento contra coisas ou pessoas que nos ofendem. É, freqüentemente, vista na tendência de pessoas a reagirem quando se sentem lesadas. Em contraste, Paulo disse que não temos que procurar vingança, mas devemos deixar a Deus o exercício da justiça (Romanos 12:19-21).

Discórdias (20) descrevem as dissensões que resultam de ambições egoístas. É uma palavra política que descreve a campanha partidária pela honra e posição. Tal política não tem lugar entre os servos de Cristo. Paulo disse que a solução para tais conflitos é imitar a atitude altruísta e sacrificial de Cristo (Filipenses 2:1-8).

Dissensões (20) descrevem as divisões que resultam quando as pessoas satisfazem seus próprios desejos em vez de buscar agradar ao Senhor. Para evitá-las, precisamos basear nossa unidade na palavra de Deus (1 Coríntios 1:10) e no exemplo que Jesus nos deu (João 17:20-23).

Facções (20) são seitas ou partidos. Os primeiros três capítulos de 1 Coríntios mostram que tais seitas não deveriam existir na igreja do Senhor. Não devemos seguir as várias doutrinas humanas que dividem o mundo religioso, mas devemos nos unir a Cristo e com aqueles que o seguem fielmente.

Invejas (21) são similares aos ciúmes. Os ciúmes resultam do temor de perder algo que alguém já tem; as invejas são o ódio e o ressentimento que uma pessoa sente quando outros prosperam ou possuem o que ele não tem.
Pecados que Demonstram Falta de Autodomínio

Bebedices (21), ou embriaguez, é um problema que tem afligido as sociedades desde os tempos antigos. O abuso do álcool, com todos os seus feios resultados de mortes desnecessárias, lares desfeitos, esposas e filhos maltratados, etc., continua a ser uma das mais comuns obras da carne. Ela não tem lugar na vida de uma pessoa que está verdadeiramente sob o comando de Deus.

Glutonarias (21) é uma palavra que nos recorda que o excesso, mesmo em coisas que não são inerentemente más, pode ser errado. Não é errado comer, mas comer sem se conter é errado. A pessoa que não pode recusar comida não está mostrando o autodomínio que Deus exige de nós, é glutão.

E Coisas Semelhantes

Esta não é uma lista completa de todos os pecados possíveis que uma pessoa pode cometer. Paulo está simplesmente dando exemplos para ilustrar a diferença entre a pessoa que é governada pelo Espírito e aquela que é uma escrava das paixões carnais. Ele nos está desafiando a retirar estas coisas de nossas vidas para que possamos viver e andar no Espírito.

A Conseqüência do Servir à Carne

Paulo não deixa dúvida em seu comentário final, no versículo 21: ". . . a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam". Há uma ligação inegável entre nossa conduta e nossa salvação eterna. A pessoa que não permite ao Espírito mudar totalmente sua vida e remover tal carnalidade não receberá o prêmio de um lar eterno com Deus. Devemos ser transformados de dentro para fora (Romanos 12:1-2).

Fonte: Revista Discipilado 2, CPAD, Lição 4


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Catolicismo: A Bíblia é a autoridade única?

Quem é a Autoridade Final?

Antes de começar a examinar as doutrinas Católicas Romanas específicas, devemos determinar quem é a autoridade final.

Aqui encontramos nossa primeira grande discrepância. A Bíblia declara que ela é a única e final autoridade, enquanto o Catolicismo ensina que existem três autoridades finais. O Catecismo da Igreja Católica, de 1994, declara:

"Fica, portanto, claro que segundo o sapientíssimo plano divino, a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja estão de tal modo entrelaçados e unidos, que um não tem consistência sem os outros, e que juntos, cada qual a seu modo, sob a ação do mesmo Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas." Catecismo da Igreja Católica (1994)

De acordo com esta passagem, as Escrituras, a Tradição da Igreja (ensinos entregues através dos tempos), e o Magistério (a tarefa de dar uma autêntica interpretação da Palavra de Deus) são de igual importância. Ver também  De acordo com a doutrina Católica, a Tradição da Igreja e o Magistério são tanto a Palavra de Deus como as Escrituras escritas.

"A Sagrada Escritura é a Palavra de Deus enquanto é redigida sob a moção do Espírito Santo. Quanto à Sagrada Tradição, ela "transmite integralmente aos sucessores dos apóstolos a palavra de Deus confiada por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo aos apóstolos, para que, sob a luz do Espírito de verdade, eles por sua pregação fielmente a conservem, exponham e difundam."  Catecismo da Igreja Católica (1994)

A questão óbvia é o que acontece quando estas três "autoridades finais" discordam entre si. O Catecismo dá a resposta:

"O ofício de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo, isto é, aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma." Catecismo da Igreja Católica (1994)

É importante notar que quando o Catecismo explica que a tarefa de interpretar a Palavra de Deus foi confiada à "Igreja", está se referindo exclusivamente à Igreja Católica Romana. Esse é o caso através de todo o Catecismo. "A Igreja" refere-se sempre à Católica Romana.

O Catecismo repete a mesma doutrina, usando palavras diferentes:

"É dever dos exegetas esforçar-se, dentro dessas diretrizes, por entender e expor com maior aprofundamento o sentido da Sagrada Escritura, a fim de que, por seu trabalho como que preparatório, amadureça o julgamento da Igreja. Pois todas estas coisas que concernem à maneira de interpretar a Escritura estão sujeitas em última instância ao juízo da Igreja, que exerce o divino mandato do ministério de guardar e interpretar a Palavra de Deus." Catecismo da Igreja Católica (1994)

Por conseguinte, o Catecismo conclui que a única autoridade final não é a Bíblia, mas o ensino em voga da Igreja Católica, uma vez que ela é a única qualificada para prover a "interpretação autêntica" da Palavra de Deus.

Mas a Bíblia concorda?

Se a Bíblia, a Tradição e os ensinos da Igreja Católica são todos, de fato, a Palavra de Deus, então a Bíblia vai concordar com este ensino. Infelizmente, para o Catolicismo, não é assim. De fato, é realmente o contrário. Deus declara na Bíblia que Sua Palavra escrita sempre tem sido e sempre há de ser - perfeita:

"As tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e cada um dos teus justos juízos dura para sempre." Salmo 119:160

"As palavras do Senhor são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes. Sim, Senhor, tu nos guardarás; desta geração nos livrarás para sempre." Salmo 12:6-7

A Bíblia declara audaciosamente que ela é a única autoridade final.

"Santificados na verdade; a tua palavra é a verdade." João 17:17

No Livro de Apocalipse, Deus entrega esta afiada admoestação contra quem rasurar sua Palavra escrita:

"Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhes acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer cousa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa, e das cousas que se acham escritas neste livro." Apocalipse 22:18-19

O Apóstolo Paulo avisa aos leitores da Bíblia como deveriam reagir contra os que ensinam doutrinas contrárias à Palavra de Deus escrita:

"Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes, afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim, ao seu próprio ventre, e, com suaves palavras e lisonjas enganam o coração dos incautos." Romanos 16:17-18

Paulo adverte os crentes verdadeiros a evitar qualquer pessoa que ensine doutrinas contrárias às escritas nas Escrituras. Ele também revela as conseqüências de crer em tais ensinos falsos:

"Mas ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue (outro) evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema." Gálatas 1:8

Em seguida Paulo repete imediatamente:

"Assim como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega (outro) evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema." Gálatas 1:9

Assim, quando a doutrina Católica contradiz a Palavra de Deus escrita, aqueles que vão de encontro às Sagradas Escrituras são amaldiçoados.

O autor de Provérbios entrega a mesma dura advertência a qualquer um que se atreva a mudar a Palavra de Deus escrita:

"Toda Palavra de Deus é pura; ela é escudo para os que nele confiam. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso." Provérbios 30:5-6

A Palavra de Deus permanece para sempre!

Deus diz que sua Palavra foi escrita uma vez, a fim de permanecer para sempre.

"Para sempre, ó Senhor, está firmada a tua palavra no céu." Salmo 119:89

"A palavra do Senhor, porém permanece eternamente..." 1 Pedro 1:25

"....a palavra de nosso Deus permanece eternamente." Isaías 40:8

"Pois fostes regenerados, não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente." 1 Pedro 1:23

A Palavra de Deus é perfeita!

A Palavra de Deus não pode ser mudada, porque ela é perfeita em todo sentido:

"A Lei do Senhor é perfeita e restaura a alma..." Salmo 19:7

O Catolicismo proclama que somente o líder da Igreja Católica pode interpretar devidamente a palavra escrita, mas a Bíblia discorda:

"...nenhuma profecia da Escritura provém de particular interpretação. Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens santos falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo." 2 Pedro 1:20-21

Onde Deus quer que seu povo obtenha sua doutrina... de um padre - ou da Bíblia?

"Toda escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça." 2 Timóteo 3:16

Paulo não faz alusão alguma ao Magistério ou à Tradição da Igreja, pois o verso anterior diz:

"E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus." 2 Timóteo 3:15

Desde que a Igreja Católica ainda não existia quando Paulo escreveu estas palavras, ele não poderia estar se referindo aos ensinos do Catolicismo.

Deus repartiu sua autoridade?

Como estes e centenas de outros versos deixam claro, Deus jamais deu a alguém autoridade para acrescentar ou mudar Sua Palavra. Ela é perfeita e completa, exatamente como ele a escreveu.

Uma das primeiras questões que você deve responder para você mesmo é: Deus violaria todas estas Escrituras só para dar ao Papa e à Igreja Católica o direito de mudar Sua Palavra, embora Ele tenha dito que jamais o faria?

Os Fariseus

Enquanto Jesus estava na terra ele publicamente hostilizava os Fariseus, líderes religiosos do seu tempo:

"E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens..."
Marcos 7:7-8

Jesus estava aborrecido porque os Fariseus tinham colocado suas tradições acima da Palavra de Deus, porque Ele sabe que a Palavra de Deus conduz o povo à vida eterna, enquanto as tradições dos homens levam o povo à eterna destruição.

Embora esses líderes religiosos obedecessem todas as regras da sua religião, veja o que Jesus disse que os estava esperando:

"Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?" Mateus 23:33

Quando os Fariseus perguntaram a Jesus porque os seus discípulos transgrediam as tradições dos anciãos, Jesus respondeu-lhes com uma pergunta:

"Porque transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa de vossa tradição?" Mateus 15:3

Jesus sempre colocou as Escrituras acima das tradições:

"Respondeu-lhes Jesus; Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus." Mateus 22:29

A Palavra imutável de Deus tem sido sempre a autoridade final, nunca as tradições dos homens.

"Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo." Colossenses 2:8

Os Cristãos do Novo Testamento sabiam qual era a autoridade final:

"Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez,examinando as Escrituras todos os dias para ver se as cousas eram, de fato, assim." Atos 17:11

Para determinar se o que eles tinham ouvido era verdade aquelas pessoas foram à autoridade final, as Escrituras escritas. Jesus fala de Sua Palavra:

"...Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.Quem não me ama não guarda as minhas palavras..." João 14:23-24

Considere estas palavras do apóstolo Paulo:

"Outra razão ainda temos nós para incessantemente dar graças a Deus; é que tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e, sim, como em verdade é, a palavra de Deus..."
1 Tessalonicenses 2:13

Quando Paulo pregava a Palavra de Deus para aquele povo, não era a doutrina Católica, porque o Catolicismo ainda não existia.

Conclusão

Deus não muda (Malaquias 3:6), porque Ele é perfeito. Seu Filho Jesus não muda (Hebreus 13:8), porque Ele é perfeito. Por que, então, iria a perfeita Palavra de Deus mudar?

Quando você ler o conteúdo deste livro, será forçado a decidir no que você acredita como autoridade final: na Palavra escrita de Deus ou nos ensinos e tradições da Igreja Católica?

Sua decisão se tornará crítica, quando você descobrir que os ensinos do Catolicismo são diametralmente opostos a todas as doutrinas que você examinará.

Você vai ficar do lado da Palavra de Deus ou das tradições dos homens?

"Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão." Mateus 24:35

Nota: Uma vez que as Escrituras escritas estabelecem plenamente que elas são a única Palavra de Deus, o que for escrito neste livro como Palavra de Deus estará sempre se referindo à Palavra escrita de Deus somente, e não às Tradições e ao Magistério da Igreja Católica.

"...Seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem..." Romanos 3:4

Confusão: Doutrina Católica ou Bíblia

Após estudar o Catecismo, nesta edição mais recente, não se pode deixar de notar várias diferenças principais entre a doutrina Católica e a Bíblia.

Primeiro e mais importante é que ambos ensinam consistentemente doutrinas conflitantes. A afirmação do Catecismo de que a Bíblia e a tradição Católica trabalham em conjunto para promover a salvação das almas simplesmente não é verdade.

Segundo, o Catecismo contém uma lista interminável de regras sempre complicadas e confusas, as quais os Católicos devem seguir, a fim de agradar sua Igreja.

A Bíblia, por outro lado, é simples, direta, consistente e fácil de se entender. Aqui temos um exemplo:

Quem vai para o céu?

A Bíblia não poderia ser mais explícita sobre o assunto do destino eterno, sobre o que se espera num tópico tão importante:

"Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida; mas sobre ele permanece a ira de Deus." João 3:36

Aqui está outro exemplo. O próprio Jesus pregou:

"Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida." João 5:24

Isto é facílimo de entender. Agora vejamos o que diz o Catecismo sobre este assunto. Aqui temos a passagem exata:

"Com a nossa autoridade apostólica definimos que, segundo a disposição geral de Deus, as almas de todos os santos mortos antes da Paixão de Cristo (...) e de todos os outros fiéis mortos depois de receberem o santo Batismo de Cristo, nos quais não houve nada a purificar quando morreram, (...) ou ainda, se houve ou há algo a purificar, quando, depois de sua morte, tiverem acabado de fazê-lo, (...) antes mesmo da ressurreição nos seus corpos, e do Juízo geral, e isto desde a ascensão do Senhor e Salvador Jesus Cristo ao céu, estiveram, estão e estarão no Céu, no Reino dos Céus, e no paraíso celeste com Cristo, admitidos na sociedade dos santos anjos. Desde a paixão e a morte de nosso Senhor Jesus Cristo, viram e vêem a essência divina com uma visão intuitiva, e até face a face, sem a mediação de nenhuma criatura." P. 288-289, #1023 Catecismo da Igreja Católica (1994)

Quem jamais poderia entender isto?

Por que um conceito tão simples da Bíblia é tornado tão confuso? Claro que Deus deseja que todos entendam como alcançar o céu. Iria um Deus verdadeiro e amoroso fazer regras tão complexas, que ninguém pode entender, para alcançar o céu?

Considere também o seguinte verso da Escritura:

"Porque Deus não é de confusão; e, sim, de paz. Como em todas a igrejas dos santos."
1 Coríntios 14: 33

Se Deus não é o autor desta confusa lista de regras Católicas, então, quem é?

Não seja enganado

A Bíblia sempre nos alerta quanto a sermos enganados pelos que complicam as coisas de Cristo:

"Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente, e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo."
2 Coríntios 11:3

Estaria Deus tentando preveni-lo contra a Igreja Católica? Deus fez sua Palavra simples porque Ele está:

"Não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento." 2 Pedro 3: 9

Deus quer vê-lo no céu. Por isso é que Ele conserva Sua Palavra tão simples

Autor: Rick Jones
Livro: Por Amor aos Católicos Romanos

Fonte: http://www.chick.com/reading/books/0221/0221_auth.asp

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Josué um homem obediente

“Seja forte e corajoso, porque você conduzirá este povo para herdar a terra que prometi sob juramento aos seus antepassados”. (Js 1:6 – NVI)

Mais conhecido como o sucessor de Moisés, na liderança do povo de Israel, Josué é, sem dúvida, um dos personagens mais interessantes de toda a Bíblia. Sua história tem muito a nos ensinar. Ele foi um exemplo de servo de Deus e um excelente líder; foi considerado um herói da fé e sua trajetória é marcada por inúmeras vitórias e conquistas. Vamos analisar um pouco de sua vida e sua obra, a fim de extrairmos lições importantes para nossas vidas. Veremos que ele confiava em Deus. Isso o fez destacado, em meio a uma geração desobediente; e, por conta disso, Deus o escolheu para pastorear o povo de Israel, conduzindo-o à conquista da terra prometida.

Se desejamos agradar a Deus e ter uma vida cristã vitoriosa, devemos seguir o exemplo de Josué.

I – O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE JOSUÉ

Josué era filho de Num, da tribo de Efraim; nasceu no Egito, por volta do ano 1.405 a.C., quando o seu povo ainda era escravo ali (Êx 1:12-14); cresceu nutrindo a esperança de que o Deus de seus antepassados os libertaria da mão opressora do terrível Faraó. Ainda moço, teve o privilégio de ver este sonho se realizar. Ele presenciou e participou de todos os acontecimentos relacionados ao Êxodo. Todavia, aparece de forma mais notável na primeira batalha que Israel precisou enfrentar, num lugar chamado Refidim, contra os amalequitas, que eram um grupo de nômades ferozes e vorazes. Neste conflito, enquanto Moisés, no monte, com o apoio de Arão e Hur, intercedia a Deus, ininterruptamente, pelo povo, Josué combatia os inimigos no vale. Como resultado, Josué derrotou completamente os amalequitas (Êx 17:8-16). Este é o primeiro registro bíblico sobre Josué. Na caminhada pelo deserto, Josué logo se tornou assistente direto de Moisés, com quem aprendeu a amar a Deus, de modo leal e fiel. Ele foi a única pessoa autorizada a subir com Moisés ao Monte Sinai, para receber os dez mandamentos (Êx 24:13, 32:17 ). Na Tenda da Aliança, enquanto o líder conversava com Deus, para transmitir a mensagem ao povo, Josué, ainda jovem, ficava à porta, montando guarda (Êx 33:11 ). De acordo com o dicionarista bíblico J. D. Douglas, este período de proximidade e convivência com Moisés foi extremamente importante para a formação do caráter de Josué, pois ele “aprendeu a esperar no Senhor e nos anos que se seguiram, algo da paciência e da mansidão de Moisés certamente foi também adicionado ao seu valor pessoal”.

Quando foi escolhido um membro de cada uma das doze tribos para espiar a terra de Canaã, Josué foi o eleito da tribo de Efraim. Só que seu nome não era Josué, mas, sim, Oséias (Nm 13:8). Foi Moisés quem mudou o nome de Oséias – que significa “salvação” – para Josué – que significa “Iavé é a Salvação” (Nm 13:16 ). Na verdade, o que Moisés fez não foi, propriamente, uma troca de nome, mas um acréscimo de nome. Ele apenas acrescentou o nome do Deus da aliança (Yahweh) ao nome Oséias. Com isso, Moisés estava lhe ensinando uma importante lição: com a sua dependência e a sua esperança depositadas em Deus, vitórias seriam alcançadas. Com o poder de Deus, inimigos poderosos seriam tombados, cidades fortificadas seriam conquistadas. A prática dessa atitude de confiança em Deus é vista claramente em Josué, quando ele e mais onze homens foram enviados para inspecionar e examinar não somente a terra, mas também o povo de Canaã. Após quarenta dias de reconhecimento, os espias retornaram e relataram que a terra era realmente muito boa, manava leite e mel; todavia, dez deles vieram bastante desanimados, quanto à conquista daquele território, alegando que os seus habitantes eram mais fortes que os israelitas e aconselhando o povo à desistência: E, diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado (Nm 13:32a). Disseram que a terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura (Nm 13:32b). Somente Josué e seu amigo Calebe, num ato de coragem e fé, insistiram em confiar em Deus para aquela conquista.

O povo preferiu acreditar nos medrosos; revoltou-se contra Moisés e Arão. A revolta foi tão grande, entre os israelitas, que se discutiu a escolha de um comandante que os levasse de volta ao Egito. Eles não queriam mais seguir o comando de Moisés. Em meio aquele motim, Moisés se prostrou em oração, diante de Deus, e Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dois dos líderes que haviam espionado a terra, rasgaram as suas roupas em sinal de tristeza (Nm 14 :6 – NTLH). A seguir, Josué e Calebe fizeram um discurso inflamado e veemente, instando os israelitas a confiarem na vitória de Deus: “não temais o povo dessa terra, porquanto, como pão, os podemos devorar; retirou-se deles o seu amparo; o SENHOR é conosco; não os temais” (Nm 14 :9b).

O povo, porém, não lhes deu ouvido. Não fosse a manifestação da glória do Senhor, na tenda da congregação, os dois teriam sido violentamente apedrejados. Deus reagiu a isso tudo com muito furor; declarou que nenhum homem daquela geração que saíra do Egito entraria na terra prometida, exceto Josué e Calebe. O Senhor declarou, ainda, que iriam peregrinar no deserto, durante quarenta anos, um ano para cada dia da missão dos espiões (Nm 14:26-35). Muito tempo depois, quando Moisés estava prestes a morrer, preocupando-se com a liderança do povo, pediu um sucessor a Deus, que escolheu Josué: “chame Josué, filho de Num, homem em quem está o Espírito, e imponha as mãos sobre ele”. Ao impor as mãos sobre Josué, Moisés estaria lhe concedendo autoridade e lhe transferindo responsabilidades. Após isto, Deus pediu a Moisés que levasse Josué ao sacerdote Eleazer e a toda a comunidade e o comissionasse na presença deles; desse-lhe parte da sua autoridade para que toda a comunidade de Israel lhe obedecesse (Nm 27:18-20).

Assim como o Senhor Deus ordenou, Moisés obedeceu, e, de modo solene e público, investiu Josué com autoridade sobre o povo, como seu sucessor. Após a morte de Moisés, coube, então, a Josué a desafiadora tarefa de conquistar a terra prometida. Quando isso ocorreu, ele tinha, provavelmente, 70 anos de idade.

Na leitura do primeiro capítulo do livro de Josué, temos a sensação de que, com a ausência de Moisés, todo o povo fora tomado de muita tristeza e muito desânimo. O próprio Josué se deixou abater pela perda do amigo e líder. O servo do Senhor morrera, mas havia muita coisa a ser feita. Deus, então, disse a Josué: “dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel” (Js 1:2). A missão não seria fácil, mas Josué não estaria sozinho. Deus lhe garantiu a sua presença pessoal e constante, dizendo: “Assim como estive com Moisés, estarei com você, nunca o deixarei, nunca o abandonarei”. Alguém já disse que a presença de Deus é a melhor das bênçãos, porque inclui todas as outras. Nada inspira mais as pessoas que a promessa e a garantia da companhia divina. Assim, todas as vezes que a empreitada é gigante e complexa, o Senhor faz questão de enfatizar àqueles que são chamados a realizá-la a garantia da sua presença (Êx 3:12; Jr 1:8; Mt 28:29), sem a qual ninguém pode ser bem-sucedido. As palavras animadoras de Deus continuam: “Seja forte e corajoso, porque você conduzirá este povo para herdar a terra que prometi (...). Não se apavore, nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde andar” (Js 1:5,6,9).

Em sua missão de conquistar a terra de Canaã, Josué deveria estar o tempo todo atento à lei do Senhor. O livro da Lei do Senhor deveria ser estudado, meditado, cumprido e ensinado por Josué: “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido”.

Quando olhamos para a história desse líder, vemos que cumpriu esse mandamento. Sua relação com a palavra de Deus era de confiança e obediência, e, certamente, era esse o segredo de suas vitórias. Apesar da manifesta aprovação de Deus, Josué ainda não desfrutava da completa confiança do povo. Ainda precisava provar que Deus estava com ele, e o primeiro teste foi a travessia do rio Jordão (Js 3:1). Seguindo a orientação divina, colocou os sacerdotes para irem à frente do povo com a Arca da Aliança, que representava Deus adiante do seu povo, preparando o caminho. Quando os sacerdotes tocaram os pés nas águas, elas se partiram, formando uma grande barreira de contenção, e todo Israel, a pé enxuto, atravessou o Jordão e entrou na terra prometida: Naquele dia o Senhor exaltou Josué à vista de todo o Israel; e eles o respeitavam enquanto viveu, como tinham respeitado Moisés (Js 4:14 ).

Seu desafio, agora, era conquistar a fortificada Jericó, com seus enormes muros. Essa cidade era importante por seu tamanho, sua riqueza, mas era também um empecilho à entrada dos israelitas na terra prometida. Aquela batalha estava além das possibilidades humanas disponíveis. Josué precisava de ajuda, e buscou em Deus. O Senhor, então, falou-lhe como devia organizar o seu exército para tomar Jericó. Ele, um estrategista militar já experiente, ficou surpreso com as orientações que o Senhor lhe deu para o ataque: cidade rodeada, sacerdotes com trombetas tocando, e gritos! Seria isso possível? No entanto, Josué aprendera a confiar e obedecer; acatou a ordem de Deus e a cumpriu, e todos viram um grande milagre acontecer: as muralhas ruíram e Israel foi vitorioso naquele dia. O próximo passo, então, era conquistar a pequena cidade chamada Ai. Aquela batalha parecia ser fácil demais, que nem precisava consultar ao Senhor. Menosprezando o inimigo, enviaram apenas três mil homens, menos de dez por cento do que podia ser enviado. Qual foi o resultado? Tiveram uma derrota humilhante; perderam vários homens ( Js 7:3-5). Muito entristecido, Josué orou, buscando entender aquele fracasso, e o Senhor lhe mostrou a causa: havia pecado no meio do povo ( Js 7:11 ). Um homem chamado Acã, na batalha contra Jericó, havia desobedecido à ordem divina e apoderou-se, indevidamente, de objetos de valor. Então, no vale Acor, Acã e sua família foram mortos e queimados com seus pertences e com os objetos roubados. Logo após, Josué e seu exército invadiram a cidade de Ai e, com uma excelente estratégia militar, venceram facilmente.

Muitas outras batalhas foram enfrentadas e vencidas pelo povo de Israel. Contudo, “o êxito de Israel era sempre pelo poder do Alto, e não pelo próprio poder ou habilidade do povo”. Ao final das muitas batalhas, Josué, já bem velho, reúne todo o povo, em Siló, e, ali, estabelece o santuário nacional e faz a divisão oficial das terras. Todavia, o Senhor lhes afirma: “Ainda resta muita terra para conquistar” (Js 13:1). Esta afirmação divina sugere que o processo histórico de conquista de Canaã foi mais complicado do que costumamos imaginar. A caminhada ainda prosseguia. A conquista completa e o povoamento das terras dependiam da iniciativa de cada tribo. Josué, então, aconselhou o povo a ser fiel, de modo a poder herdar o restante das terras, e o alertou sobre a ira do Senhor, caso desobedecessem aos seus mandamentos. Josué era o pastor daquele povo (Nm 27:17 ) e, enquanto pôde, sempre o exortou a se manter firme diante do Senhor. O último ato público deste herói da fé encontra-se no livro de Josué 23 e 24, quando ele reuniu todas as tribos em Siquém, a fim de fazer uma renovação da Aliança, pois, naquele momento, todos já possuíam suas terras e muitos deles estavam se esquecendo e se afastando de Deus. Josué fez lembrar aos israelitas tudo o que Senhor havia feito por eles e as promessas a seus antepassados, que estavam se cumprindo em suas vidas. Portanto, era necessário tomar uma decisão: “escolher ao Senhor ou aos outros deuses pagãos”.

Os últimos conselhos de Josué consistiram no desafio emocionante de escolherem o Deus Todo-Poderoso, que os libertara do Egito e os introduzira naquela terra abençoada. Josué lhes mostrou, ainda, os perigos e os riscos de servirem aos falsos deuses. Ele apelou: “Agora temam o Senhor e sirvam-no com integridade e fidelidade... se, porém não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir (...). Mas eu e a minha família serviremos ao Senhor” (Js 24:14 -15 ).

O povo deveria fazer uma decisão de amor, não por força, nem por obrigação, por que o amor é a base da verdadeira adoração. Naquele dia, Israel escolheu servir ao Senhor. Josué foi fiel até o fim e faleceu aos 110 anos de idade; foi sepultado em sua própria terra (Js 24:28-30). Ele deixou uma linda história a ser contada, de um homem que confiou em Deus, que nascera escravo e tivera um sonho de liberdade, tornara-se livre, herói e líder de uma grande nação.

II – LIÇÕES DA VIDA DE JOSUÉ

1. A vida de Josué nos ensina a importância do aprendizado.

Sem dúvida, muito do que foi Josué deve-se ao aprendizado que recebeu de Moisés, quando era o seu auxiliar. Segundo Clasen , suas ações e qualidades evocavam as de seu predecessor, pois seguia as suas pegadas. Como bom aprendiz, Josué reunia, em si, muitas das atitudes exigidas para aqueles que desejam ser discípulos de Jesus (Mc 8:34; Jo 8:31): disposição a aprender, entrega, obediência, compromisso, humildade, entre outras. Aquele que é muito maior do que Moisés disse: “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11:28). Então, a exemplo de Josué, devemos estar prontos a aprender de nosso mestre. Outra importante fonte de aprendizado para Josué era o livro da lei do Senhor (Js 1:8), a leitura dele e a obediência aos mandamentos nele contidos foi fator determinante para o sucesso deste servo de Deus.

2. A vida de Josué nos ensina que Deus pode mudar nossa história.

Ao olharmos a trajetória abençoada de Josué, devemos lembrar que ele não teve um início fácil: nasceu sob o jugo de Faraó e, como escravo, não tinha perspectiva alguma de futuro, a não ser a espera de um milagre. E o milagre aconteceu! Pela forte mão do Senhor, ele e seu povo foram libertos do Egito. Logo foi colocado como comandante do exército israelita e, tempos depois, foi escolhido pelo próprio Deus para liderar todo o Israel, na conquista de Canaã. Tornou-se, então, um herói para seu povo e saiu da posição de escravo para a de líder de uma grande nação. Assim como Deus mudou a vida deste personagem, transformando-o em um vencedor, pode mudar a nossa. Não existe problema insolúvel para o nosso Deus e nem há situação que ele não possa mudar. Então, devemos agir como Josué: entregar nossa causa ao Senhor e mantermo-nos fiéis à Palavra, confiantes em suas promessas.

3. A vida de Josué nos ensina a importância de sermos confiantes.

A palavra de Deus nos diz que “os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se pode abalar, mas permanece para sempre” (Sl 125:1). Este texto expressa muito bem a vida e a obra de Josué. Entre as suas muitas qualidades, a que muito se ressaltava era a confiança no Senhor. Ele sabia que o Deus de Israel era a razão de seu sucesso, em todos os combates. Essa era a diferença entre ele e os outros dez espias de Canaã (Nm 13:26-31). Estes, embora tivessem saído do Egito, em seus corações, não eram realmente livres; por isso, no primeiro desafio, ficaram apavorados; escolheram desistir e voltar atrás. Por outro lado, Josué teve uma atitude de fé, por que, em sua vida, estava o Espírito de Deus (Nm 27:18). O crente cheio do poder de Deus é confiante, não se abala com facilidade, não desiste diante de desafios e provações, mas é ousado na fé, pronto a viver uma trajetória de conquistas na caminhada espiritual. Assim como Josué foi perseverante até a conquista da Terra Prometida, nós também devemos estar firmes, até nossa entrada na pátria celestial.


CONCLUSÃO:

Josué foi exemplo, como servo de Deus e como líder. Sua vida transmite-nos fé e esperança, mostra-nos que vale a pena confiar no Senhor e obedecer a sua Palavra, porque, assim como Deus abençoou a Josué, desde a saída do Egito, até a entrada na terra prometida, também estará conosco, abençoando e cumprindo todas as suas promessas em nossas vidas. Peçamos, portanto, ao Senhor Deus, que tenhamos a mesma firmeza de propósito, perseverança, franqueza e decisão que encontramos em Josué, pois, agindo desta forma, seremos vencedores como ele foi. Assim como ele prevaleceu, diante de todos os desafios e alcançou seu principal objetivo, que era a terra que manava leite e mel, do mesmo modo, nós prevaleceremos, até a volta de Cristo, quando entraremos na Canaã celestial.

Que Deus nos abençoe!

Fonte PCAmaral

FOTOS ANIVERSÁRIO DA PASTORA GERALDA

Feliz aniversário

Um momento especial de renovação para sua alma e seu espírito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza, a capacidade de desabrochar a cada nova estação e a nós capacidade de recomeçar a cada ano.
Desejo a você, um ano cheio de amor e de alegrias.
Afinal fazer aniversário é ter a chance de fazer novos amigos, ajudar mais pessoas, aprender e ensinar novas lições, vivenciar outras dores e suportar velhos problemas.
Sorrir novos motivos e chorar outros, porque, amar o próximo é dar mais amparo, orar mais e agradecer mais vezes.
Fazer Aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus.
É ser grato, reconhecido, forte, destemido.
É ser rima, é ser verso, é ver Deus no universo;
Parabéns a você nesse dia tão grandioso.


Pastora Geralda Filhos e Neta

Conjunto Lirio dos Vales apresentando Jogral

Conjunto Lirio dos Vales louvando em Homenagem a Irmã Geralda

Irmão Paulo e Pablo louvando

Irmão Paulo louvando

Irmão Osmarina Louvando ao Senhor

Pastora Geralda, Evangelista Cesário, Pregador, Diaconisa Raimunda
Apresentação da peça pelas irmãs

Abraço fraternal

Jantar

Pastora Geralda, filho, Cantoras Bianca e Verusca
Missionária Louvando ao Senhor felicitando o aniversario da Pastora


Deus te Abençõe!!!!!!

Missionário Sergio Christino

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O discernimento espiritual do crente

Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido” (1 Co 2.15).


Discernimento é a habilidade conferida pelo Espírito Santo ao cristão para distinguir o real do aparente e a verdade da mentira.

Aprendemos a precavermo-nos das sutilezas de Satanás e dos perigos à nossa volta. Há heresias, aberrações teológicas e doutrinas que parecem cristãs. Por meio do ensino dos falsos mestres é possível o cristão reconhecer a fonte, mas, às vezes, tais doutrinas são apresentadas de maneira sutil, tornando-se impossível o seu discernimento sem a ajuda do Espírito Santo.

DEFININDO OS TERMOS

Sinais e prodígios (v.1). A palavra hebraica ’ôth, traduzida no texto, por “sinal” é termo genérico que significa: “marca, insígnia, indício, milagre, sinal miraculoso”. Quando o sentido é de sinais miraculosos, ’ôth vem acompanhado do termo hebraico mophēth, “maravilha, milagre, sinal, feito” (Êx 7.3; Dt 4.34; 6.22). O Novo Testamento usa o termo grego sēmeion para descrever os milagres operados por Jesus (At 2.22). À luz do texto sagrado, é perfeitamente possível alguém manifestar tais sinais e maravilhas sem ser enviado por Deus.

 Espírito de adivinhação (v.16). A palavra grega usada para “adivinhação” é python, nome de um dragão que, segundo a mitologia clássica, era guardião do templo de Apolo e do oráculo de Delfos. Acreditava-se que Apolo se encarnava nessa serpente para inspirar as pitonisas. Os gregos chamavam de python, portanto, ao adivinho que previa o futuro.
Adivinhação consiste na revelação de segredos do passado, do presente e do futuro. Essa prática associa-se à feitiçaria, cujo intento é usar poderes do mundo espiritual para influenciar as pessoas ou até eventos.

Discernimento. A palavra grega para “discernimento” é diakrisis. O termo aparece três vezes com o sentido de contenda (Rm 14.1). Discernimento, pois, é a capacidade de escolher entre o bem e o mal em virtude do crescimento espiritual (Hb 5.14). É a capacidade sobrenatural para se distinguir a fonte da manifestação espiritual, se é de fato do Espírito Santo, de um espírito demoníaco ou meramente humano (1 Co 12.10).

AS ARMAS ESPIRITUAIS

O dom do Espírito Santo. O dom de discernir os espíritos aparece logo após o dom de profecia (1 Co 12.10). Por essa razão, muitos vêem no referido dom o recurso para se “julgar” as profecias (1 Co 14.29). Entretanto, o contexto neotestamentário mostra que o dom não se limita a essa função; é também útil para identificar a origem das várias manifestações de profecias, línguas, visões e curas. O discernimento de espíritos manifesta-se em situações em que não é possível, pelos recursos humanos, identificar a origem da atuação sobrenatural.

O discernimento apostólico (v.18). Há duas maneiras para se discernir a fonte da mensagem ou dos milagres: pelo conteúdo doutrinário (Hb 5.14; 1 Jo 4.1) ou pela revelação do Espírito Santo (At 5.1-5). O apóstolo Pedro não teria como saber o propósito de Ananias e Safira sem a intervenção do Espírito de Deus. Em Filipos, diz o texto sagrado que a jovem com poderes de adivinhação “isto fez por muitos dias” (v.18): “Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo” (v.17). Isso parece mostrar que o discernimento foi tanto pelo conteúdo doutrinário como também pela revelação do Espírito Santo.

AS ASTÚCIAS MALIGNAS

Uma mensagem embaraçosa (v.17). A jovem estava possessa, tomada pelo espírito das trevas, logo, a mensagem não vinha de si mesma, mas do espírito que a oprimia. Satanás é o pai da mentira (Jo 8.44) e o principal opositor da obra de Deus (At 13.10). Por que, então, o espírito adivinho elogiou os dois mensageiros de Deus, dizendo a todos que eles eram anunciadores do caminho da salvação e “servos do Deus Altíssimo”? Porque era uma estratégia demoníaca para confundir o povo.

O termo “salvação” (v.17). O texto não esclarece a que salvação o espírito imundo referia-se, considerando ser um termo comum entre os pagãos. Essa técnica é usada, ainda hoje, pelas seitas. A salvação dos mórmons, por exemplo, apresenta sentido diferente daquela pregada pelo cristianismo bíblico: como libertação dos pecados (Mt 1.21), livramento da condenação eterna (Rm 8.1) e transformação pelo poder do Espírito Santo (Tt 3.5).

Qual a intenção do espírito de adivinhação? O propósito diabólico era dizer a todos que a mensagem que Paulo e Silas pregavam seria a mesma da jovem adivinhadora. Ainda hoje, Satanás usa essa estratégia para fazer o povo acreditar na falsa idéia de que todas as religiões levam a Deus. Essa mensagem é absolutamente oposta à Bíblia; Jesus é singular, o cristianismo é exclusivo; somente Jesus conduz o homem a Deus (Jo 14.6; At 4.12).

DISCERNIMENTO

O falso e o verdadeiro (v.2). Deus deu a Israel profetas legítimos, os quais falaram inspirados pelo Espírito Santo. Mesmo no reino dos profetas, Deus permitiu o surgimento de falsos profetas (2 Pe 1.19-21; 2.1). Como distinguir o falso do verdadeiro? O texto sagrado diz: “profeta ou sonhador... te der um sinal ou prodígio” (v.1). Isso fala de sinais grandiosos que podem impressionar os imprudentes. O termo: “Vamos após outros deuses” (v.2), trata-se de milagres estranhos. Qualquer um, portanto, mesmo com o mínimo de discernimento, tem condições de discernir a fonte desses aparentes milagres.

A necessidade do discernimento. Já vimos em lições anteriores a possibilidade de manifestações sobrenaturais por meio de homens não comprometidos com a verdade. Jesus disse que o Anticristo virá fazendo sinais, prodígios e maravilhas de maneira tal que, se possível fora, enganaria até os escolhidos (Mt 24.24). Os agentes de Satanás transformam-se em anjo de luz, e seus mensageiros em ministros de justiça (2 Co 11.13-15). O crente depende da ajuda do Espírito Santo para discernir a verdade, e, para isso, é necessário estar em comunhão com Ele.

CONCLUSÃO

É dever do cristão não se levar pela manifestação de sinais sobrenaturais sem antes ter certeza de sua origem. Há quem defenda a ortodoxia cristã, mas não tem qualidade ética, não vive o que prega e nem prega o que vive. Por outro lado, há quem viva uma vida exemplar, mas cuja doutrina é heresia. Que Deus abençoe e ajude-nos! Fiquemos sempre na Palavra de Deus.

“O momento é de alerta"

O momento atual da Igreja de Jesus Cristo impõe urgência ao tratar as doutrinas fundamentais da Bíblia Sagrada como prioridade inegociável. É preciso escrevê-las, discuti-las, ensiná-las com mais profundidade e dedicação para que possam ser aprendidas, lembradas, divulgadas como tarefa sine qua non da igreja.
No passado, gastávamos muito tempo falando mais de costumes do que de doutrina. Hoje, infelizmente, não falamos nem de uma coisa nem de outra. Muitos de nossos púlpitos estão indefinidos porque cederam à tentação dos avivamentos coreográficos, da exibição dos grandes números e da cultura imediatista, as quais flagelam os que procuram seriedade no servir a Deus.

Algumas igrejas, por causa disso, tornaram-se patrocinadoras de espetáculos e locais onde o ego humano é ‘massageado’, com o nítido objetivo de crescimento rápido e vantajoso. Resultado: vulnerabilidade doutrinária e frenesi pelas novidades (At 17.21).

Com a falta de ensino bíblico em muitos de nossos púlpitos, criou-se no povo um fascínio desesperadamente ambicioso pela experiência, que acabou se tornando a pedra de toque da vida da esmagadora maioria dos crentes pentecostais. As profecias, sem nenhum ensino, acabaram tomando o primeiro lugar na preferência da maioria dos nossos cultos, valendo, para muitos, mais uma profecia do que um ensino bíblico.

Não esqueçamos que o nascedouro de heresias é sempre a ausência de estudo bíblico sistemático. Ademais, o povo de Deus precisa ter conhecimento das doutrinas cardeais das Sagradas Escrituras para poder se defender das heresias.

Precisamos, portanto, e com muita urgência, fazer uma nova leitura das necessidades reais do nosso povo e da sociedade ao nosso redor e pensar num meio de tornar as Boas Novas do Evangelho mais convincentes para o homem atual” (LIMA, P. C. O que esta por trás do G-12. RJ: CPAD, 2000, pp.30-31).

Lições Biblicas, CPAD, 2º trimestre 2006, Heresias e Modismos — Combatendo os erros doutrinários
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