Os Abençoados

domingo, 31 de julho de 2011

Assembleia de Deus organiza a 65º Escola Bíblica de Obreiros em São Paulo

O pastor José Wellington Bezerra da Silva, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil, estará liderando a 65ª Escola Bíblica de Obreiros que acontecerá entre os dias 18 de setembro e 03 de outubro na sede da AD do Belém em parceria com a Convenção Fraternal das Assembleias de Deus em São Paulo (CONFRADESP).

A escola bíblica do Belenzinho é considerada a maior do Brasil e do exterior, pois recebe em média de 5 a 6 mil inscritos a cada edição. Fora isso, recebe também preletores renomados e tem um longo período de estudo que é de 15 dias ininterruptos.

Os interessados em fazer o curso precisam entrar em contato com os organizadores através deste BLOG

Fonte: Gospel Prime

sábado, 23 de julho de 2011

O CHAMADO DE DEUS AO MINISTÉRIO

O CHAMADO DE DEUS AO MINISTÉRIO

Mateus 9:38

O mais elevado de todos os chamados é o chamado de pregar o evangelho de Jesus Cristo.

Hoje o ministério do evangelho foi rebaixado ao nível de uma profissão igual às outras ocupações comuns.

Quem quer que tenha pago o anúncio, penso que foi a Convenção Batista Americana, viu o ministério como apenas outra profissão entre muitas.

Quando eu estava na universidade, a revista Time publicou um anúncio pago numa de suas edições que buscava recrutas para o ministério. A manchete desse anúncio dizia: “Considere o Ministério”.

As igrejas de Cristo sempre sustentaram que ninguém que não tenha sido claramente chamado por Deus deve pregar o evangelho.

Os conselhos batistas de ordenação sempre pedem ao candidato que relate seu chamado antes de procederem para o aspecto doutrinário do exame.

Nesta mensagem vamos considerar o chamado de Deus ao ministério e também tentarei dar, a partir das Escrituras, respostas para três perguntas acerca desse chamado:

DEUS CHAMA OS HOMENS PARA PREGAR?

Nenhum homem pode se nomear para ser o embaixador de sua nação para outra nação e nenhum grupo pode nomeá-lo para fazer isso. O presidente deve nomeá-lo!

Da mesma forma e ainda mais, o pregador do evangelho deve ser enviado por Deus para fazer isso! Examine 2 Coríntios 5:20, onde os pregadores de Cristo são comparados a embaixadores.

Paulo está falando de pregadores quando diz aqui: “De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus”.

A palavra de Deus claramente ensina que Deus chama os homens ao ministério. Cinco passagens do Novo Testamento lidam diretamente com a necessidade de um chamado de Deus para pregar:

   1.      O texto que estamos lendo em Mateus 9:38 diz que o Senhor da colheita deve enviar trabalhadores.

“Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara”.

   2.      Atos 13:2 diz como o Espírito Santo chamou Paulo e Barnabé para serem pregadores/missionários.

“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado”.

   3.      Atos 20:28 diz que o Espírito Santo torna os homens bispos das igrejas.

Aqui Paulo está falando aos pastores ou anciões da igreja em Éfeso quando diz:

“Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue”.

   4.      Romanos 10:14-15 diz que ninguém pode crer num Cristo do qual não ouviu falar e ninguém ouvirá sem um pregador e ninguém poderá pregar sem ser enviado ou chamado.

“Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?…”

   5.     Efésios 4:11-12 diz que Cristo dá pastores para suas igrejas e a ênfase no grego está na palavra Ele no versículo 11.

“E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo”.

Deus é Aquele que chama os homens ao ministério do evangelho! Outras passagens ensinam isso também!

Atos 26:15-16 nos diz que o Senhor Jesus disse que é Ele que fez de Paulo um ministro. Paulo está aqui falando.

“E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda”.

Em 1 Timóteo 1:12 Paulo disse que foi Cristo que o colocou no ministério.

“E dou graças ao que me tem confortado, a Cristo Jesus, Senhor nosso, porque me teve por fiel, pondo-me no ministério”.

Aquele que chama os homens ao ministério, Aquele que os envia a pregar o evangelho, é Deus!

Em Jeremias 1:5 Deus disse a Jeremias: “Antes que Eu te formasse no ventre, Eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta”.

Amós 7:15 diz do chamado de Amós para pregar. “Mas o SENHOR me tirou de após o gado e o SENHOR me disse: Vai e profetiza ao meu povo Israel”.

Há outros que tentam chamar as pessoas ao ministério. Um velho pregador de Nova Orleans certa vez disse que há cinco categorias de pregadores neste mundo:

   1.      Há o pregador que chamou a si mesmo, que entra no ministério porque ele acha que o ministério é onde ele poderá fazer o maior bem neste mundo. Para ele o ministério é uma profissão.
   2.      Há o pregador que foi chamado pelos parents, o qual entra no ministério porque seus parentes esperam que ele entre.

Ou sua avó pode ter lhe contado em seu leito de morte que ela orou durante anos para que ele pregasse.

Assim, ele entra no ministério, a fim de não desapontar sua avó ou as expectações de seu pai.

   3.      Há o pregador chamado pelo pastor. Esse é um jovem que pode ser zeloso em sua religiosidade e assim o pastor lhe sugere que ele deve pregar.

Esse jovem raciocina que já que seu pastor acha que ele deve pregar, então talvez ele tenha chamado para pregar.

O ministério de tal pregador acaba sendo uma ambição excessiva em busca de uma igreja maior, um salário maior e uma posição influente na denominação.

   4.      Há também o pregador chamado por Satanás. Sim, Satanás tem seus ministros. Veja 2 Coríntios 11:13-15.

“Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras”.

Os pregadores chamados por Satanás geralmente baseiam seu chamado em algum sonho ou visão ou voz audível que eles ouviram e seu chamado lhes é tão real quanto possível!

   5.      Finalmente, há o pregador chamado por Deus e é nele que estamos pensando nesta mensagem.

Aqueles que se intrometem no ministério sem um chamado de Deus são culpados do pecado da presunção, como foram Coré, Datã, Abirão e Uzias, que ousaram entrar no ofício sacerdotal no Israel do Antigo Testamento.

É presunção entrar apressadamente no ministério sem ser chamado por Deus! Fazer isso é pisar solo sagrado com pés não lavados.

Um pastor que não é verdadeiramente chamado por Deus provocará muitos problemas em sua própria vida e em sua igreja.

Quando sofrer ataques das forças de Satanás, esse homem experimentará temores irracionais que produzirão incerteza e confusão para ele.

Isso será prejudicial à sua mensagem porque sua trombeta dará um som indistinto e seus seguidores ficarão confusos.

Aquele que prega sem ter sido chamado por Deus logo será forçado pela honestidade a questionar seu próprio trabalho e não demorará muito para que seu povo comece a questionar o trabalho dele.

Um pregador que tem dúvidas quanto ao seu chamado não conseguirá deixar de criar dúvidas na mente de seus ouvintes.

Um pregador que se sente inseguro acerca de seu chamado começará a questionar se há mesmo uma coisa tal como um chamado na vida dos outros.

Ministros sem chamado também sempre terão dúvidas persistentes de que talvez eles tenham realmente perdido algo na vida que outras pessoas estejam gozando.

No fim os pregadores sem chamado farão com que o ministério seja alvo de zombaria. A segunda pergunta que procuro responder nesta mensagem é

QUAL É O CHAMADO PARA PREGAR?

Há pelo menos quatro coisas envolvidas no que é o chamado para pregar.

   1.      Conforme já vimos, é um chamado de Deus.
   2.      É um chamado para pregar. É um chamado divino para pregar as riquezas insondáveis de Cristo.

O chamado para pregar é um chamado para se entregar totalmente à proclamação do evangelho de Jesus Cristo.

Certa vez pastoreei uma igreja em que havia um homem de cerca de setenta e cinco anos que se orgulhava do fato de que ele havia sido chamado para pregar quando ele era jovem.

A coisa estranha acerca desse homem é que ele nunca havia pregado.

Pode-se dizer com certeza que esse homem nunca foi chamado para pregar porque ele nunca pregou! O chamado de Deus para pregar é um chamado para pregar!

Pelo jeito, esse homem era um problema constante para seu pastor durante vários anos. Ele sempre sabia como conduzir a igreja e como pregar melhor do que seu pastor!

   3.      O chamado de Deus para pregar vem com promessas e encorajamentos de Deus.

Nas Escrituras, quando chamava seus pregadores Deus sempre os incentivava lhes fazendo certas promessas.

   1.      Em Isaías 54:17 Deus prometeu a Isaías: “Toda ferramenta preparada contra ti não prosperará; e toda língua que se levantar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do SENHOR e a sua justiça que vem de mim, diz o SENHOR”.
   2.      Em Jeremias 1:18-19 Deus prometeu a Jeremias: “Porque eis que te ponho hoje por cidade forte, e por coluna de ferro, e por muros de bronze, contra toda a terra, e contra os reis de Judá, e contra os seus príncipes, e contra os seus sacerdotes, e contra o povo da terra. E pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te livrar”.

Como é que alguém pode pregar sem ter a promessa de que mediante sua pregação Cristo falará Sua própria palavra que eficazmente atrairá os pecadores para Si?

Mas aqueles que preguem sem terem sido enviados ao ministério não têm nenhuma promessa de bênção de Deus. Eles saem da proteção de Deus!

   4.      O chamado de Deus para pregar é um chamado irrevogável. Deus não revoga Seu chamado de pregar.

Romanos 11:29 diz: “Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento” significando que Deus não muda de idéia.

Deus não quis revogar Seu chamado para Jonas, embora Jonas não quisesse ir e até tentou fugir!

Deus não procurou outra pessoa quando Jonas resistiu ao Seu chamado. Ele enviou um peixe para engolir Jonas e fazer com que ele ficasse disposto a ir.

Minha pergunta final nesta mensagem é

COMO DEUS CHAMA OS HOMENS PARA PREGAR?

É comum ouvir os homens dizerem que eles se sentem chamados para pregar, sugerindo de maneira bem forte que o chamado para pregar é um sentimento interior que eles têm.

Outros dizem que Deus falou com eles e os chamou para pregar.

Como é que Deus chama os homens para pregar? Como será que um homem pode saber que Deus o está chamando para pregar, que Deus o está enviando aos Seus campos de colheita?

Há muitas coisas envolvidas no chamado que Deus dá para um homem pregar. Vamos examiná-las aqui.

   1.      Deus chama um homem para pregar em e mediante Sua Palavra escrita.

Já que Deus não mais fala audivelmente do céu nem dá visões, como será então que alguém pode saber que Deus está o chamando para pregar?

Deus fala hoje mediante Sua Palavra. O chamado ao ministério se encontra, prioritariamente, na Palavra escrita de Deus. Esse é o meio pelo qual Deus fala hoje.

O homem que Deus chama investiga a Palavra de Deus e vê que os pecadores estão em rebelião contra Deus e morrendo e indo para o inferno e que eles não podem crer e ser salvos sem ouvirem o Evangelho e eles não podem ouvir o Evangelho sem um pregador.

Ele vê no texto que estamos lendo que os campos estão brancos para a colheita e a grande necessidade de trabalhadores para a colheita.

Na Palavra escrita Deus lhe mostra a grande necessidade de pregadores do Evangelho.

Por isso, nesse sentido o chamado ao ministério é um chamado Bíblico. Como é que Deus chama os homens para pregar?

   2.      Em segundo lugar, Deus dá a um homem uma forte convicção de que ele deve pregar o Evangelho.

O Espírito Santo tem influência especial no chamado pessoal de um homem. Ele dá uma convicção na consciência de que ele deve pregar.

O Espírito Santo aplica a Palavra escrita à consciência de um homem e persuade a consciência desse homem de que ele deve pregar.

1 Coríntios 9:16 nos diz acerca da convicção de consciência de que ele deve pregar.

“Porque, se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o Evangelho!”

Há envolvimento dos sentimentos, mas o chamado é acima de tudo uma convicção dada por Deus de que devemos pregar o Evangelho.

Se, após um exame de si mesmo a consciência de um homem não lhe diz com grande convicção que Deus o está chamando para pregar, então ele não foi chamado.

   3.      Em terceiro lugar, Deus dá alguns interesses especiais ao homem que Ele chama para pregar.

Ele dá a esse homem um interesse forte e contínuo nas coisas espirituais. É claro que isso é o maior interesse desse homem!

O pregador de Deus tem grande interesse na teologia, por exemplo. O estudo de Deus e das coisas de Deus.

Um pregador que não sente interesse na teologia é como um médico que não tem interesse na medicina!

Dois anos atrás participei de uma conferência em que um dos pregadores realmente ridicularizou os pregadores que têm interesse na teologia! Algo está claramente errado com os pensamentos desse homem!

É uma grande tentação do homem que crê que ele foi chamado para pregar saltar para o púlpito antes que ele tenha conhecimento e entendimento adequado para fazer isso.

Conhecer a Palavra de Deus é muito mais importante do que conhecer a história geral da Bíblia. Inclui ter uma compreensão clara da teologia da Bíblia de um modo sistemático!

   4.      Em quarto lugar, quando Deus chama um homem para pregar Ele dá a esse homem um grande e ardente desejo de pregar a Palavra de Deus.

Isso é uma coisa pessoal, interior e subjetiva! Ele dá a esse homem um desejo forte de ver almas salvas e Deus glorificado.

Paulo diz em 1 Timóteo 3:1: “Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja”.

De novo em 1 Coríntios 9:16 vemos que Paulo tinha esse grande e ardente desejo quando disse: “… pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho!”

Quando Jeremias experimentou grande oposição a seu ministério ele decidiu parar de pregar. Veja Jeremias 20:8-9.

“Porque, desde que falo, grito e clamo: Violência e destruição! Porque se tornou a palavra do SENHOR um opróbrio para mim e um ludíbrio todo o dia. Então, disse eu: Não me lembrarei dele e não falarei mais no seu nome…”.

Mas então, continuando, ele disse na última parte do versículo 9 que ele não podia parar porque a Palavra de Deus era para ele como um fogo em seus ossos.

“Mas isso [a Palavra do Senhor] foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fatigado de sofrer e não posso”.

Meu pai às vezes dizia aos jovens pregadores: Se você puder desistir do ministério, você deve desistir, pois se você pode desistir é porque você não tem aquele desejo grande e ardente que Deus dá a seus pregadores!

   5.      Quando Deus chama um homem para pregar ele lhe dá uma motivação especial para pregar.

O único motivo do homem que verdadeiramente foi chamado para pregar é que Deus será glorificado em seu ministério.

Sua motivação não é popularidade nem dinheiro nem posição, mas a glória de seu Mestre!

   6.      Quando Deus chama um homem para pregar Ele dota esse homem com dons necessários para fazer a obra.

Falar em público é a função mais proeminente do pregador.

É claro, se a providência de Deus não supriu ou tirou a voz de um homem de modo que ele não possa pregar, então a vontade de Deus é clara. Como é que esse homem poderá achar que foi chamado para pregar?

Se um homem não tem nenhuma capacidade de liderança, como é que ele poderá esperar que ele seja o pastor que conduz o rebanho de Deus? Deus dá a Seus pregadores os dons que eles precisam para fazer Sua obra!

   7.      Deus chama para pregar os homens que preenchem certas qualificações bíblicas.

Só porque um homem é religioso ou até mesmo bastante religioso não é sinal de que ele foi chamado por Deus para pregar nem de que ele está qualificado para pregar.

As vinte qualificações bíblicas para o ministério são enumeradas em 1 Timóteo 3:1-7 e Tito 1:6-9 e creio que é importante que as leiamos aqui.

1 Timóteo 3:1-7. “Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?); não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. Convém, também, que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta e no laço do diabo”.

Tito 1:6-9: “Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes. Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante, retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes”.

85% dessas qualificações para pregador têm a ver com caráter, enquanto só 15% têm a ver com capacidade. Assim o caráter é extremamente importante para um pregador.

Um pregador deve ter uma grande força de caráter. Ele não pode ser fraco nem indeciso quando chegarem os conflitos, e eles virão!O homem que pensa que pode ter sido chamado para pregar deve com honestidade comparar-se com as qualificações bíblicas para pregadores e ele não deve se considerar chamado se não preencher essas qualificações!

   8.      Quando Deus chama um homem para pregar Ele faz com que a igreja reconheça o chamado desse homem.

O chamado ao ministério envolve duas coisas essenciais:

   1.      um chamado pessoal e
   2.      o reconhecimento desse chamado por parte da igreja

Efésios 4:11-12 diz que o Senhor dá pastores à igreja de modo que o ministério do evangelho não seja exclusivamente uma questão de decisão individual. Deverá também ser ratificado pela igreja.

Como Deus revela a um homem que ele o está chamando para pregar? Ele persuade sua consciência e mente e a consciência e a mente dos membros de sua igreja!

O Espírito Santo conduz tanto o candidato quanto sua igreja a reconhecer seu chamado. A igreja da qual tal homem é membro deve estar de acordo com seu chamado.

A igreja reconhece o chamado de um homem observando sua vida e comparando-a com as qualificações bíblicas.

Mesmo que um homem deseje entrar no ministério, se a igreja não reconhece seu chamado então ele não foi chamado!

Uma razão importante para isso é o fato de que outras pessoas podem ser mais objetivas acerca de tal chamado do que os indivíduos. Só a igreja local pode realmente dizer se um homem é verdadeiramente apto para ensinar!

   5.      Quando Deus chama um homem para pregar a providência de Deus supre oportunidades para ele pregar.

Conheço um homem na Oklahoma City que diz que Deus o chamou para pregar, mas durante anos ele procurou, sem sucesso, um lugar para pregar.

Preste atenção! Deus chama os homens para trabalhar e quando chama um homem Ele proverá para ele um lugar para pregar e se Ele não prover a esse homem um lugar, há uma dúvida existente quanto ao fato de que Deus verdadeiramente o chamou!

CONCLUSÃO

Em conclusão, nenhum homem deve entrar para o ministério, a menos que Deus o chame e envie.

Durante anos recentes, ficou evidente que Deus não está chamando muitos homens para pregar. Por que isso?

Pode ser o julgamento de Deus sobre nossa nação ímpia e sobre nossas igrejas complacentes.

Em nossa complacência moderna, gorda e preguiçosa, não vivemos como se a pregação do Evangelho fosse realmente importante!

Deus chamará nossos filhos para pregar se não lhes mostrarmos que a pregação do Evangelho é a coisa mais importante em todo o mundo?

Se não buscarmos em primeiro lugar o reino de Deus, por que devemos esperar que nossos filhos o façam?

Deus chamará nossos filhos para pregar se eles não estiverem conosco em todos os cultos?

Nossas igrejas precisam de reavivamento em que o povo de Deus de novo buscará em primeiro lugar o reino de Deus e Sua justiça.

Nossas igrejas também precisam “Rogar, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a Sua seara”.


Extraido do site Palavra prudente

Tradução: Julio Severo da Silva
Revisão: Joy Ellaina Gardner
Edição: Calvin Gene Gardner

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A alma Católica dos Evangélicos no Brasil

Os evangélicos no Brasil nunca conseguiram se livrar totalmente da influência do Catolicismo Romano. Por séculos, o Catolicismo formou a mentalidade brasileira, a sua maneira de ver o mundo (“cosmovisão”). O crescimento do número de evangélicos no Brasil é cada vez maior – segundo o IBGE, seremos 40 milhões neste ano de 2006 – mas há várias evidências de que boa parte dos evangélicos não tem conseguido se livrar da herança católica. É um fato que a conversão verdadeira (arrependimento e fé) implica uma mudança espiritual e moral, mas não significa necessariamente uma mudança na maneira como a pessoa vê o mundo. Alguém pode ter sido regenerado pelo Espírito e ainda continuar, por um tempo, a enxergar as coisas com os pressupostos antigos. É o caso dos crentes de Corinto por exemplo. Alguns deles haviam sido impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores. Todavia, haviam sido lavados, santificados e justificados “em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.9-11), sem que isso significasse que uma mudança completa de mentalidade houvesse ocorrido com eles. Na primeira carta que lhes escreve, Paulo revela duas áreas em que eles continuavam a agir como pagãos: na maneira grega dicotômica de ver o mundo dividido em matéria e espírito (que dificultava a aceitação entre eles das relações sexuais no casamento e a ressurreição física dos mortos – capítulos 7 e 15) e o culto à personalidade mantido para com os filósofos gregos (que logo os levou a formar partidos na igreja em torno de Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o próprio Cristo – capítulos 1 a 4). Eles eram cristãos, mas com a alma grega pagã. Da mesma forma, creio que grande parte dos evangélicos no Brasil tem a alma católica. Antes de passar às argumentações, preciso esclarecer um ponto. Todas as tendências que eu identifico entre os evangélicos como sendo herança católica, no fundo, antes de serem católicas, são realmente tendências da nossa natureza humana decaída, corrompida e manchada pelo pecado, que se manifestam em todos os lugares, em todos os sistemas e não somente no Catolicismo. Como disse o reformado R. Hooykas, famoso historiador da ciência, “no fundo, somos todos romanos” (Philosophia Liberta, 1957). Todavia, alguns sistemas são mais vulneráveis a essas tendências e as absorveram mais que outros, como penso que é o caso com o Catolicismo no Brasil. E que tendências são essas?

1) O gosto por bispos e apóstolos – Na Igreja Católica, o sistema papal impõe a autoridade de um único homem sobre todo o povo. A distinção entre clérigos (padres, bispos, cardeais e o papa) e leigos (o povo comum) coloca os sacerdotes católicos em um nível acima das pessoas normais, como se fossem revestidos de uma autoridade, um carisma, uma espiritualidade inacessível, que provoca a admiração e o espanto da gente comum, infundindo respeito e veneração. Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos autonomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira. A doutrina reformada do sacerdócio universal dos crentes e a abolição da distinção entre clérigos e leigos ainda não permearam a cosmovisão dos evangélicos no Brasil, com poucas exceções.

2) A idéia de que pastores são mediadores entre Deus e os homens – No Catolicismo, a Igreja é mediadora entre Deus e os homens e transmite a graça divina mediante os sacramentos, as indulgências, as orações. Os sacerdotes católicos são vistos como aqueles através de quem essa graça é concedida, pois são eles que, com as suas palavras, transformam, na Missa, o pão e o vinho no corpo e no sangue de Cristo; que aplicam a água benta no batismo para remissão de pecados; que ouvem a confissão do povo e pronunciam o perdão de pecados. Essa mentalidade de mediação humana passou para os evangélicos, com poucas mudanças. Até nas igrejas chamadas históricas, os crentes brasileiros agem como se a oração do pastor fosse mais poderosa do que a deles e como se os pastores funcionassem como mediadores entre eles e os favores divinos. Esse ranço do Catolicismo vem sendo cada vez mais explorado por setores neopentecostais do evangelicalismo, a julgar por práticas já assimiladas como “a oração dos 318 homens de Deus”, “a prece poderosa do bispo tal”, “a oração da irmã fulana, que é profetisa”, etc.

3) O misticismo supersticioso no apego a objetos sagrados – O Catolicismo no Brasil, por sua vez influenciado pelas religiões afro-brasileiras, semeou misticismo e superstição durante séculos na alma brasileira: milagres de santos, uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos e santificados, água benta, entre outros. Hoje, há um crescimento espantoso, entre setores evangélicos, do uso de copo d’água, rosa ungida, sal grosso, pulseiras abençoadas, pentes santos do kit de beleza da rainha Ester, peças de roupa de entes queridos, oração no monte, no vale; óleos de oliveiras de Jerusalém, água do Jordão, sal do Vale do Sal, trombetas de Gideão (distribuídas em profusão), o cajado de Moisés... é infindável e sem limites a imaginação dos líderes e a credulidade do povo. Esse fenômeno só pode ser explicado, ao meu ver, por um gosto intrínseco pelo misticismo impresso na alma católica dos evangélicos.

4) A separação entre sagrado e profano – No centro do pensamento católico existe a distinção entre natureza e graça, idealizada e defendida por Tomás de Aquino, um dos mais importantes teólogos da Igreja Católica. Na prática, isso significou a aceitação de duas realidades coexistentes, antagônicas e freqüentemente irreconciliáveis: o sagrado, substanciado na Santa Igreja, e o profano, que é tudo o mais no mundo lá fora. Os brasileiros aprenderam durante séculos a não misturar as coisas: sagrado é aquilo que a gente vai fazer na Igreja: assistir Missa e se confessar. O profano – meu trabalho, meus estudos, as ciências – permanece intocado pelos pressupostos cristãos, separado de forma estanque. É a mesma atitude dos evangélicos. Faltanos uma mentalidade que integre a fé às demais áreas da vida, conforme a visão bíblica de que tudo é sagrado. Por exemplo, na área da educação, temos por séculos deixado que a mentalidade humanista secularizada, permeada de pressupostos anticristãos, eduque os nossos filhos, do ensino fundamental até o superior, com algumas exceções. Em outros países, os evangélicos têm tido mais sucesso em manter instituições de ensino que, além de serem tão competentes como as outras, oferecem uma visão de mundo, de ciência, de tecnologia e da história oriunda de pressupostos cristãos. Numa cultura permeada pela idéia de que o sagrado e o profano, a religião e o mundo, são dois reinos distintos e freqüentemente antagônicos, não há como uma visão integral surgir e prevalecer, a não ser por uma profunda reforma de mentalidade entre os evangélicos.

5) Somente pecados sexuais são realmente graves – A distinção entre pecados mortais e veniais feita pelo catolicismo romano vem permeando a ética brasileira há séculos. Segundo essa distinção, pecados considerados mortais privam a alma da graça salvadora e a condenam ao inferno, enquanto que os veniais, como o nome já indica, são mais leves e merecem somente castigos temporais. A nossa cultura se encarregou de preencher as listas dos mortais e dos veniais. Dessa forma, enquanto se pode aceitar a “mentirinha”, o jeitinho, o tirar vantagem, a maledicência, etc., o adultério se tornou imperdoável. Lula foi reeleito cercado de acusações de corrupção. Mas, se tivesse ocorrido uma denúncia de escândalo sexual, tenho dúvidas de que teria sido reeleito ou de que teria sido reeleito por uma margem tão grande. Nas igrejas evangélicas – onde se sabe pela Bíblia que todo pecado é odioso e que quem guarda toda a lei de Deus e quebra um só mandamento é culpado de todos – é raro que alguém seja disciplinado, corrigido, admoestado, destituído ou despojado por pecados como mentira, preguiça, orgulho, vaidade, maledicência, entre outros. As disciplinas eclesiásticas acontecem via de regra por pecados de natureza sexual, como adultério, prostituição, fornicação, adição à pornografia, homossexualismo, etc., embora até mesmo esses estão sendo cada vez mais aceitáveis aos olhos evangélicos. Mais um resquício de catolicismo na alma dos evangélicos?

O que é mais surpreendente é que os evangélicos no Brasil estão entre os mais anticatólicos do mundo. Só para ilustrar (e sem entrar no mérito dessa polêmica), o Brasil é um dos países onde convertidos do catolicismo são rebatizados nas igrejas evangélicas. O anticatolicismo brasileiro, todavia, se concentrou apenas na questão das imagens e de Maria e em questões éticas como não fumar, não beber e não dançar. Não foi e não é profundo o suficiente para fazer uma crítica mais completa de outros pontos que, por anos, vêm moldando a mentalidade do brasileiro, como mencionei acima. Além de uma conversão dos ídolos e de Maria a Cristo, os brasileiros evangélicos precisam de conversão na mentalidade, na maneira de ver o mundo. Temos de trazer cativo a Cristo todo pensamento, e não somente os nossos pecados. Nossa cosmovisão precisa também de conversão (2 Co 10.4-5).

Quando vejo o retorno de grandes massas ditas evangélicas às práticas medievais católicas de usar no culto a Deus objetos ungidos e consagrados, procurando para si bispos e apóstolos, imersas em práticas supersticiosas, me pergunto se, ao final das contas, o neopentecostalismo brasileiro não é, na verdade, um filho da Igreja Católica medieval, uma forma de neocatolicismo tardio que surge e cresce em nosso país, onde até os evangélicos têm alma católica.

Fonte Pesquisa: Editora Fiel 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Importância da Bíblia

Encontramo-nos em meio ao cumprimento de profecias bíblicas e assistimos continuamente à realização do que foi predito há muito tempo atrás nas Escrituras. Por essa razão quero chamar a atenção para a importância e o poder renovador da Palavra de Deus. Em uma de minhas viagens veio-me às mãos o texto a seguir, que passo aos leitores:

"Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos" (Jo 8.31).

"Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço" (Sl 119.165).
 Esse é o segredo do discipulado no dia-a-dia, na rotina cristã cotidiana. Isso é sabido e conhecido há séculos, mas é preciso repetir e ensinar a cada nova geração essa verdade tão simples mas fundamental para uma vida cristã bem-sucedida. A melhor maneira de estudar a Bíblia é simplesmente lendo-a atentamente todos os dias, expondo-se em oração à luz do Senhor que dela procede, meditando em suas palavras e prosseguindo com a leitura.

A Bíblia produz efeito por si mesma de maneira sobrenatural: através da ação do Espírito Santo, suas palavras, suas expressões e seus ensinamentos moldam nosso comportamento e nossos pensamentos, de modo que passamos a refletir o caráter de Deus e de Seu Filho Jesus Cristo em nossa maneira de viver. Assim, somos influenciados até às profundezas de nosso ser.

Não, não há nada surpreendente nesse processo. Tudo é incrivelmente simples – mas funciona! E é dessa forma que aumenta nosso conhecimento bíblico e passamos a viver diariamente segundo os ensinos da Palavra de Deus.

Quando um recém-convertido fica admirado diante do grande conhecimento bíblico de alguém que já é cristão há mais tempo, talvez não saiba que se trata simplesmente do fruto da aplicação persistente do mais simples de todos os métodos: a leitura do Livro dia após dia, o que torna seu conteúdo cada vez mais familiar.

Devemos também enfatizar constantemente que a Bíblia é nossa "única regra de fé e prática". Nenhuma experiência ou revelação tem qualquer valor se não houver claro fundamento bíblico.

Além da leitura da Bíblia, há também muitos livros e publicações que são um grande auxílio para se compreendê-la melhor. Entretanto, qualquer afirmação ou interpretação, mesmo que proceda de grandes pregadores ou destacados líderes, deve ser verificada e confrontada com a própria Palavra de Deus. Em Atos 17.11 temos o conhecido exemplo dos bereanos, que avaliavam à luz das Escrituras até mesmo o que o grande apóstolo Paulo lhes tinha dito – e são elogiados por isso:

"Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim."   Atos 17.11

Autor: Norbert Lieth



Extraido; Esudos da Bíblia



 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Mornidão espiritual

Cidade de Laodicéia

“Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente!” (Ap 3.15).
 A mornidão espiritual leva o crente à soberba, à iniqüidade e à apostasia contra Deus.
“A igreja morna é aquela que transige com o mundo e, em comportamento, se assemelha à sociedade ímpia”.



 
Por causa de sua prosperidade material, a igreja de Laodicéia parecia estar vivendo um tempo de grandes bênçãos. Todavia, é severamente repreendida pelo Senhor Jesus: “... porque és morno... vomitar-te-ei da minha boca” (Ap 3.16). O que isto significa? O que é ser morno? O crente frio não mais demonstra interesse pelo Reino de Deus, por estar comprometido com o mundo (Mt 24.12). Mas o que significa ser morno? Este é o tema central de nossa lição. Estudaremos a respeito deste estado de morbidez espiritual, e a receita que Jesus prescreve para se combatê-la.

JESUS ADVERTE O PASTOR
Ao anjo da igreja (v.14). O Senhor Jesus não se dirigiu diretamente aos crentes laodicenses, mas ao anjo da igreja - o pastor. Pois ele é o responsável pelo estado espiritual da igreja. Isto não anula, evidentemente, a responsabilidade de cada crente diante de Deus (Rm 14.12). Quanto ao pastor, além de prestar contas de si mesmo ao Senhor, o mesmo fará em relação à igreja que Jesus lhe confiou (Mt 25.21; 1 Pe 5.1-4; Hb 13.17). Ele é o apascentador (1 Pe 5.2) e o vigia do rebanho (Is 21.11), razão pela qual deve ser o exemplo para sua igreja (1 Tm 4.12).
Jesus se apresenta à igreja (v.14b). “Isto diz o Amém”. Para a igreja morna, Jesus se apresentou como o “Amém”, ressaltando a fidelidade e a verdade divinas. A igreja de Laodicéia não tinha firmeza de propósitos; era vacilante e sem poder. A ela, Jesus se apresentou também como a “testemunha fiel e verdadeira”. Ele é o modelo invariável e imutável para todos os crentes (1 Ts 1.6; Hb 4.15a).

A MORNIDÃO DE LAODICÉIA
 “Eu sei as tuas obras” (3.15). Os crentes de Laodicéia viviam de modo desordenado, carnal e autoconfiante em seus recursos. Não eram contrários ao evangelho, porém não viviam de acordo com a Palavra de Deus. Eram mornos. Aos cristãos laodicenses, o Senhor Jesus iniciou sua mensagem de advertência, declarando que sabia, plenamente, as obras que eram praticadas por eles. Ele vê tudo o que se passa nas igrejas (Mc 4.22).
 “Que nem és frio nem quente” (3.15b). Laodicéia tornou-se insuportável para Deus. Num realismo surpreendente, o Senhor acrescentou: “Tomara que foras frio ou quente!”. É compreensível que o Senhor deseje uma igreja quente; mas uma igreja fria, parece contra-senso. Isto só é explicável se este último estado for pior do que o anterior.
Vomitado por Deus (v.16). Como o crente morno não permite que Deus opere plenamente em sua vida, é vomitado pelo Senhor, segundo a figura usada no Apocalipse. Somente quem já se sentiu rejeitado por Deus pode avaliar como isso é terrível. Davi e Saul, em conseqüência de seus pecados, passaram por situações de abandono por parte de Deus (Sl 51.8,11; 1 Sm 28.6; 16.1).

CAUSAS DA MORNIDÃO
Apego à prosperidade material (3.17a). A igreja de Laodicéia, localizada num próspero centro comercial, achava-se apegada à riqueza. Ao invés de serem gratos a Deus, aqueles crentes preferiam viver de modo egoísta, secular e carnal. Resultado: a riqueza material era acompanhada de miséria espiritual (1 Tm 6.10).
Auto-suficiência (3.17a). A igreja, representada pelo seu pastor, dizia: “... e de nada tenho falta”. Há pessoas que, quando pobres, acham-se apegadas a Deus, à sua Palavra, à igreja. Porém, quando Deus lhes concede prosperidade material, tornam-se egoístas e ingratas. Deixam de dar prioridade à vida espiritual para se envolverem com as coisas materiais, esquecendo-se completamente de Deus e de sua casa.
A realidade espiritual de Laodicéia (3.17b). Enquanto os crentes de Laodicéia diziam-se ricos, Jesus chamava-os de pobres: “e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”. Os olhos de Deus (Ap 2.18) vêem não apenas o exterior, mas o coração de cada um. A igreja havia perdido as riquezas da glória (Ef 1.18) e da graça (Ef 2.7).A

MISERICÓRDIA DE DEUS PARA COM LAODICÉIA
Miséria espiritual. “E não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (3.17b). Cinco palavras foram suficientes para o Senhor Jesus resumir a situação de extrema penúria espiritual de Laodicéia. Eles julgavam-se ricos. Mas, diante do Senhor, eram miseráveis, pobres e cegos. Nada possuíam. Entretanto, Deus, em sua misericórdia, apontou o caminho para que a igreja saísse da miséria espiritual.
Solução para a miséria espiritual. “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças” (3.18a). Na tipologia bíblica, o ouro é símbolo da glória de Deus. No Tabernáculo e no Templo, alguns utensílios eram de madeira, mas revestidos de ouro. É o que Deus requer de nós, obreiros e crentes em geral. Que sejamos revestidos de Deus (Rm 13.14), protegidos com a armadura espiritual (Ef 6.11), plenos do fruto do Espírito Santo (Cl 3.12), da caridade (Cl 3.14). Isso é ser rico para com o Senhor, ainda que, na vida material, experimentemos a carência de recursos.
Vestes espirituais de santidade e pureza. “E vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez” (3.18b). Isto significa purificação das vestes espirituais manchadas pela iniqüidade (Zc 3.1-4; Ap 22.14).
O pecado não somente nos mancha as vestes espirituais, como também nos deixa nus diante de Deus. Haja vista o ocorrido com Adão e Eva após haverem desobedecido à voz divina (Gn 3.7-11). Disto concluímos que, tanto espiritual quanto fisicamente, devem os filhos de Deus andar de maneira ordeira e decente conforme recomenda a Palavra de Deus (1 Tm 2.9).
Exortação ao arrependimento. “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te” (3.19). O amor de Deus estendeu-se sobre a igreja de Laodicéia, alertando-a quanto ao castigo prestes a abater-se sobre ela caso não se arrependesse: “sê, pois, zeloso e arrepende-te”.
Jesus do lado de fora! “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele comigo” (3.20). Jesus estava do lado de fora. Mas, misericordioso como é, continuava a bater até que alguém lhe ouvisse a voz (Ap 3.20). Ele quer restaurar-nos com um grande avivamento. Aleluia! Abramos-lhe, pois, a porta e o convidemos a entrar sem mais tardança.
Promessa gloriosa! “Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 3.21,22). De todas as promessas de vitória, dadas às igrejas da Ásia, talvez a que Jesus fez a Laodicéia tenha sido a mais gloriosa. E esta promessa diz respeito a nós também.

“Laodicéia não é quente nem fria"

Aparentemente, os crentes em Laodicéia estavam agindo como se tivessem esquecido quem era Jesus e porque havia Ele morrido. O Senhor Jesus faz-lhes, então, uma advertência muito forte por não serem nem ‘frios’ nem ‘quentes’. Antes de haverem aceitado a fé, eram frios. Ao receberem a Jesus, haviam se tornado quentes - zelosos seguidores do Mestre. Agora, porém, encontravam-se num perigoso estado intermediário - a mornidão espiritual. Não estavam mais desejosos de corresponder ao movimento do Espírito, nem estavam frios o suficiente para perceber quão grandes eram suas necessidades. Além de nada fazerem à obra de Deus, não respondiam ao seu chamado ao arrependimento. Por isso, Jesus deseja que fossem frios ou quentes, pois, assim, poderia fazer alguma coisa por eles”.

“Deus não tolera uma vida espiritual medíocre. Ele deseja que todos os crentes estejam envolvidos no amor e no serviço. Considere a igreja de Laodicéia. Esta igreja era vaidosa e auto-sufuciente, mas possuía um sério problema - fé superficial, improdutiva e morna. Deus não aceita uma fé morna, pois Ele se enfurece com uma religião que mantém a aparência e que ignora a fé genuína e sincera”.

Bíblia de Estudo Devocional Max Lucado

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A igreja, lugar de vida


A igreja é o povo chamado por Deus das trevas para a luz, da escravidão para a liberdade, do pecado para a santidade, da perdição para a salvação. O homem natural está longe de Deus, é rebelde contra Deus, e está morto em seus delitos e pecados. Ninguém vem a Deus por si mesmo. Ninguém pode vir a Cristo se o Pai não o trouxer. É Deus quem opera no homem tanto o querer quanto o realizar. É Deus quem tira a viseira dos seus olhos e o tampão dos seus ouvidos. É Deus quem abre o coração e dá o arrependimento para a vida. É Deus quem dá a fé salvadora e justifica o pecador.

A igreja é o povo chamado do mundo para um relacionamento particular com Deus. Somos adotados na família de Deus. Somos filhos de Deus, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo. Fomos chamados para um lugar de vida e não para as sombras da morte. Fomos chamados para vivermos de forma abundante e superlativa e não para nos apresentarmos no palco do mundo com um arremedo de vida. Fomos chamados para a liberdade em Cristo e não para colocarmos novamente nosso pescoço no jugo da escravidão.

A igreja é um lugar de vida, e nós podemos usufruir essa vida abundante, por três razões:
Em primeiro lugar, porque aqueles que estão em Cristo ao olharem para o passado têm convicção de que seus pecados foram perdoados. Todo aquele que pela fé veio a Cristo, e o recebeu como Salvador, foi justificado e não pesa mais sobre ele nenhuma condenação. Com respeito à justificação foi liberto da condenação do pecado. Seus pecados foram cancelados. Sua dívida foi paga. A lei foi plenamente cumprida e as demandas da justiça satisfeitas. Quem está em Cristo é nova criatura. Recebe um novo coração, uma nova mente, uma nova vida, uma nova família, uma nova pátria. Nosso passado foi passado a limpo e fomos lavados no sangue de Jesus e, agora, temos uma nova vida, sem as peias da culpa.

Em segundo lugar, porque aqueles que estão em Cristo ao olharem para o presente têm convicção de que podem viver estribados no poder de Deus. Aquele que está em Cristo não está mais debaixo do poder do pecado. Não é mais escravo do pecado. O poder que opera nele não é mais o poder da morte, mas o poder da ressurreição. Nele habita plenamente a palavra de Cristo. Ele foi feito templo do Espírito Santo. Cristo habita em seu coração pela fé. Ele morreu para o pecado e, agora, está vivo para Deus. A suprema grandeza do poder de Deus está à sua disposição para viver vitoriosamente, pois com respeito à santificação foi liberto do poder do pecado.

Em terceiro lugar, porque aqueles que estão em Cristo ao olharem para o futuro têm convicção de que caminham para a glória. O nosso futuro já está determinado. E determinado não por um destino cego, mas pelo Deus onipotente. Aqueles que Deus conheceu, predestinou, chamou e justificou, a esses Deus também glorificou. Nossa glorificação é um fato futuro, mas na mente de Deus e nos decretos de Deus já está consumado. Não caminhamos para um ocaso lúgubre, mas para a eternidade bendita. Não marchamos para um túmulo gelado, mas para a ressurreição gloriosa. Não nos assombramos diante de um futuro incerto, mas gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. Receberemos um corpo semelhante ao corpo da glória de Cristo. Viveremos e reinaremos com Cristo por toda a eternidade. Deus, então, enxugará dos nossos olhos toda a lágrima, porque com respeito à glorificação seremos libertos da presença do pecado.

http://blogaliancacrista.blogspot.com/

quinta-feira, 7 de julho de 2011

FOTOS CONEMAD 2011

AUDITÓRIO LOTADO PARA GLORIFICAR A DEUS

 IRMÃS  LOUVANDO AO SENHOR REPRESENTANDO 
AS MULHERES GUERREIRA

BARRACA DE VENDAS DE OBJETOS DA CONEMAD 2011

PASTORES ADÃO E MARA COMEMORANDO MAIS UM DIA DE VITORIA

MISSIONARIA FATIMA






Pastores Fiéis

A palavra da hora é fidelidade e o nosso objetivo é aperfeiçoar os santos no cultivo da fidelidade. Mas sabemos que uma parte importante disso somente se dará pelo fato de termos pastores fiéis. É legítimo afirmar que para termos igrejas fiéis precisamos de pastores fiéis. Quando uma igreja sai dos trilhos, geralmente é porque o pastor dela já saiu antes. Mas o que é um pastor fiel? Nestes tempos de tanta variedade denominacional, teológica e metodológica (e de tanta liderança personalista), é possível traçar perfis divergentes daquilo que seria um pastor fiel. Por isso, é necessário novamente voltar à Bíblia e deixar que ela fale por si mesma, permitir que ela seja um parâmetro único para essa definição. Como diz o profeta Isaías: “À Lei e ao Testemunho!” (Is.8:20). Vamos à Bíblia, pois!

Quando o Jesus ressurreto perguntou a Pedro, por três vezes, se este o “amava”, a cada uma de suas respostas replicou com a seguinte recomendação: “Pastoreia as minhas ovelhas” (Jo.21:15-17). Apesar do desprezo que os rabinos farisaicos dedicavam à profissão de pastor de ovelhas, que era sempre suspeito de desonestidade e não era aceito nem como testemunha em um julgamento, foi esta a figura que Jesus usou para responsabilizar a Pedro pelo cuidado dos seus discípulos após sua ascensão, bem como para falar do amor de Deus para com os pecadores (Lc.15:1-7) e também para falar de si mesmo como responsável pelas suas ovelhas (João 10). A função do pastor nas terras da Palestina exigia paciência, cautela e honestidade. No verão seco, em terra fraca, não era fácil achar novas pastagens e água suficiente. Era muito difícil atingir o equilíbrio correto entre a alimentação, o abastecimento de água, o descanso e a viagem. O pastor devia cuidar incansavelmente dos animais indefesos (Ez. 34:1-31). A sua dedicação era posta à prova quando tinha que guardar o rebanho, noite após noite, contra os animais selvagens e os salteadores (João 10:12).

Os títulos efetivamente usados no Novo Testamento para o líder principal da igreja local foram “presbítero” (ou “ancião”) e “bispo”. Somente em Ef.4:11 encontramos a menção de “pastores”. Mas quando os autores bíblicos queriam falar da função desse líder, usavam o verbo “pastorear”, como Paulo em At.20:28-31, falando aos presbíteros de Éfeso: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue. Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um”. E como Pedro, em I Pd.5:1-3: “Portanto, apelo para os presbíteros que há entre vocês: Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados, olhando por ele; não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer; não por ganância, mas desejosos de servir; não como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho”.

Há uns anos atrás uma parenta minha, tendo ido à sua igreja num domingo, foi cumprimentada pelo pastor da seguinte maneira: “Muito obrigado pela sua visita. Volte sempre”. Ao que ela respondeu: “Mas eu não sou visitante, sou membro desta igreja há muitos anos. Na verdade, sou nora do pastor anterior”. O que mais me impressionou no livro “Uma Igreja Com Propósitos” (Ed. Vida, SP, 7ª. Impressão, 2002), de Rick Warren, um dos líderes evangélicos mais incensados (e também mais emulados) da atualidade, foi a sua declaração de que um pastor não pode cuidar de mais do que duzentas ovelhas, afirmação esta que entra em flagrante contradição com o resto do livro (ao chegar a este trecho - p. 125 - quase abandonei a leitura). Ele está certo e esta constatação não é só dele. Outros estudiosos da obra pastoral já disseram a mesma coisa. Duvido que qualquer pastor em sã consciência e com a alma pura, possa dizer o contrário.

Na verdade, pelo menos para mim, este número é menor ainda. Ao iniciar meu ministério estabeleci que queria ser um pastor como Jesus: queria conhecer as minhas ovelhas e ser conhecido por elas (Jo.10:14). Isto quer dizer, no mínimo, saber o nome, o endereço, a idade, a profissão, as doenças, os dons, o nome dos filhos, as idéias, o estilo de vida, etc., de cada uma das ovelhas. Significa também, interagir com elas pessoalmente, não apenas através do púlpito, ou do telefone, mas também através da visitação e do compartilhamento nas horas alegres e tristes. Tenho sido pastor de seis igrejas ao longo de trinta e oito anos, nenhuma delas com mais de cem membros. Evidentemente, tive e tenho as minhas limitações pessoais e não quero comparar-me a outros pastores, mas cheguei à conclusão de que para ser fiel ao padrão bíblico não poderia ser pastor de outra maneira.

Há pouco tempo recebi uma correspondência de uma “mega-igreja”, convidando-me para um evento que seria liderado por vários de seus pastores. Fiquei impressionado com a quantidade e a diversidade de pastores e suas funções. Havia pastor de todo tipo, mas não havia nenhum pastor “pastor”, isto é, pastor de ovelhas.

Entendo que para ser um pastor fiel, a primeira coisa a fazer é, simplesmente, “pastorear”. E pastorear é encorajar a cada um, de casa em casa, noite e dia , se preciso com lágrimas; é trabalhar e dar exemplo; é socorrer os necessitados; é dar mais do que receber; é servir com humildade (Atos 20:17-38). Pastorear é alimentar e abrigar as ovelhas, defendê-las e mesmo dar a vida por elas (Jo.10). Pastorear é buscar as ovelhas desgarradas, livrá-las dos perigos e dos inimigos, curar suas feridas (Lc.15:1-7). Pastorear é amar como Deus ama, é contentar-se com o suficiente para o seu sustento, é não tiranizar o rebanho, é ser um modelo a ser seguido pelo rebanho (I Pd.5:1-9 e I Tm.6:8). Se não estivermos fazendo isto, não estamos sendo pastores fiéis.

Pastor fiel é aquele que maneja bem a Palavra de Deus (II Tm.2:15), retendo-a firme e fielmente, para que seja poderoso tanto para ensinar os que querem aprender como para convencer os contradizentes e tapar a boca dos insubordinados e enganadores (Tt.1:9-11). É o que prega a Palavra com integridade, quer os ouvintes achem conveniente quer não, quer queiram ouvir ou sintam coceira nos ouvidos (II Tm.4:2-4), não se esquivando nunca de anunciar todo conselho de Deus (At.20:27), para que saibam que esteve no meio deles um profeta (Ez.2:1-10). É aquele que não manipula a Bíblia, usando-a para justificar suas visões pessoais (Jr.23:25-28), nem falsifica-a ou adultera-a para satisfazer vaidades ou interesses pessoais (II Co.2:17 e 4:2).

Pastor fiel é o que vela pelas ovelhas, como quem há de prestar contas delas ao Senhor que as confiou às suas mãos (Hb.13:17 e I Pd.5:3). É o que sente diariamente o peso da preocupação com os problemas que afligem as ovelhas (II Co.11:28-29). É o que sofre com as tribulações que se abatem sobre elas (I Ts.3:1-8). É o que intercede dia e noite pelas ovelhas, exercendo essa faceta sacerdotal do ministério pastoral (Jo.17:1-26; Ef.1:15-23; Fp.1:3-11; Cl.1:9; I Ts.1:2,3;2:13;3:9-13).

Um pastor fiel há de viver uma vida irrepreensível como ser humano, marido, pai e como cristão, para que possa liderar a igreja com integridade (I Tm.3:1-7). Finalmente, ele colocará o ministério acima da própria vida (At.20:24); cumprirá sua missão sem esperar glória ou reconhecimento humanos, na certeza de que aquele em quem creu, e que o chamou para ser pastor, será suficiente e poderoso para guardar o seu tesouro até o dia final (II Tm.1:12), e de que esse Supremo Pastor se manifestará naquele dia e lhe dará a imarcescível coroa de glória (I Pd.5:4 e II Tm.4:6-8).


Pr. Sylvio Macri

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A missão social da Igreja


Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre; o Senhor o livrará no dia do mal (Sl 41.1).
Fé e obras se complementam inseparavelmente na vida daquele que vive para Jesus.


.Ação que busca eliminar as causas das necessidades humanas.

Atender ao pobre em suas necessidades é um preceito bíblico (Lv 23.22; Dt 15.11; Sl 41.1; 82.3; At 11.28-30; Cl 2.10). A missão assistencial da Igreja no mundo é a continuação da obra iniciada por Jesus. Assim como o Senhor jamais se esqueceu dos pobres, a Igreja não deve desprezá-los (Lc 4.18,19). O imperativo da Grande Comissão inclui, na essência da mensagem do evangelho, o atendimento às pessoas necessitadas. Ver Mt 25.35-40; Jo 13.14,15. Nesta lição, estudaremos a responsabilidade social da Igreja.

I. FUNDAMENTOS DA RESPONSABILIDADE SOCIAL DA IGREJA

1. No Antigo Testamento (Dt 15.10,11). Esta é uma das muitas referências do Antigo Testamento sobre o nosso dever de ajudar, assistir e socorrer os necessitados. Devemos atender ao pedinte (Dt 15.7-10) e ao carente de víveres para a sua subsistência (Sl 132.15). Ver Lv 19.10; 23.22; Êx 23.11. A justiça social ordenada por Deus determinava que os ricos não desprezassem os pobres (Dt 15.7-11), e que o estrangeiro, a viúva e o órfão fossem atendidos em suas necessidades (Êx 22.22; Dt 10.18; 14.29).
2. No Novo Testamento (Mt 26.11; Gl 2.10). Aqui estão incluídos os pobres, enfermos, deficientes físicos, crianças, idosos, desamparados, desabrigados, encarcerados, bem como os incapazes de retribuir quaisquer favores recebidos (Lc 14.13,14). Quando Cristo veio ao mundo, a Palestina passava por graves problemas sócio-econômicos, de sorte que muitos o buscavam apenas para saciar a fome (Jo 6.26). É justamente nesse contexto que devemos estudar a ação social da igreja primitiva. Ler At 2.43-46; 6.1; Rm 15.25-27; 1 Co 16.1-4; 2 Co 8; 9; Cl 2.9; Fp 4.18,19, etc.

II. A RESPONSABILIDADE SOCIAL DA IGREJA PRIMITIVA

Após o derramamento do Espírito Santo no Dia de Pentecostes em Jerusalém, e a conversão de quase três mil almas a Cristo, houve um grande despertamento espiritual entre os primeiros crentes. A despeito de os apóstolos jamais deixarem arrefecer a principal missão da Igreja na Terra, que compreende: a pregação do evangelho, a doutrina, a comunhão, a fraternidade e a oração (At 2.42; 4.31; 5.42), o Espírito Santo também inspirou e guiou aqueles servos de Deus rumo ao cumprimento da missão social da igreja. Vejamos:
1. Doutrina. “E perseveravam na doutrina dos apóstolos”. A doutrina cristã, ensinada por Jesus durante seu ministério terreno, continuou no coração e na mente dos apóstolos. Agora, o Espírito Santo vivificava e consolidava em suas mentes tudo quanto o Senhor ensinara, como Jesus havia predito (Jo 14.26; 15.26; 16.13). A primeira coisa que cuidaram na igreja nascente foi a doutrina, que é essencial à fé cristã.
2. Comunhão. “E perseveravam na comunhão”. Comunhão quer dizer “aquilo que é comum a todos”; “fraternidade”; “compartilhar de um interesse comum”. Portanto, é relacionamento íntimo e fraternal entre os irmãos. Na igreja primitiva, era uma prática que fortalecia o relacionamento social e despertava a sensibilidade dos crentes pelas necessidades uns dos outros (At 2.44-46; 4.32-36).
3. Solidariedade. “E perseveravam no partir do pão”. Em Atos 2.42, pode referir-se tanto às refeições comuns quanto à Ceia do Senhor. Era costume, entre os judeus, representar a comunhão entre as pessoas, segurando com as mãos o pão e partindo-o em pedaços, ao invés de cortá-lo (Lc 22.19; 1 Co 11.24). Era um ato de fraternidade e solidariedade entre os irmãos. Essa prática sugere a necessidade de a Igreja partilhar, por meio do serviço social, o pão material com os necessitados.
4. Oração. “E perseveravam nas orações”. O sentido plural da palavra oração indica a diversidade dos propósitos pelos quais oramos, bem como as diferentes formas de oração. A oração foi a força motriz do grande avivamento no dia de Pentecostes (At 1.14; 2.1; 3.1). Havia uma assídua participação nas reuniões de oração da igreja primitiva, porque os crentes estavam sempre unidos em um mesmo Espírito, fé e amor.

 III. UM PROFUNDO SENSO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL (vv.44,45)

Ao invés de a igreja primitiva discutir se era ou não de sua responsabilidade suprir as necessidades dos cristãos pobres, realizava esse serviço movida de amor e compaixão de Deus. O bem-estar social de cada irmão em Cristo tinha sua base nos valores espirituais e morais da igreja nascente.
1. A igreja era caridosa (At 2.45). Os versículos 43 e 44 indicam três qualidades da igreja cristã: temor, fervor pentecostal e unidade. No original, os verbos dos vv.43,44 descrevem uma ação repetida e contínua — os discípulos continuavam sendo cheios de temor e vendendo seus bens à medida que as necessidades individuais surgiam: “repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade” (v.45). O temor dos crentes não era medo, mas um profundo reconhecimento de que tudo o que estava acontecendo com eles procedia de Deus. A Igreja era pentecostal, no sentido bíblico da palavra, e unida: “tinham tudo em comum”. A consciência dos crentes foi despertada para sair da neutralidade e da omissão social.
2. Consciência das necessidades materiais dos cristãos (At 11.27-30). A Bíblia registra a profecia concernente à grande fome e empobrecimento que atingiu o mundo de então. Esse fato ocorreu no governo de Cláudio César, imperador de Roma, entre 45-54 d.C. Josefo, historiador judeu, registra uma grande fome na Judéia em 46 d.C. Foi nesse período de extrema necessidade que os cristãos de Antioquia enviaram suprimentos à igreja de Jerusalém. A igreja missionária em Antioquia se preocupava com o estado dos demais cristãos no mundo, especialmente com a igreja-mãe em Jerusalém. Os cristãos foram estimulados a contribuírem conforme suas posses, enviando as ofertas por meio de Barnabé e Paulo, e assim socorreram os irmãos da Judéia.
3. A igreja primitiva cumpria sua missão social (2 Co 8.3,4; 9.13). A igreja não apenas pregava o evangelho, mas também atendia àqueles que necessitavam de socorro físico e material (Cl 2.9,10). Os seguintes princípios devem nortear o serviço social da igreja:
a) Mutualidade — isto é, ser generoso, recíproco, solidário.
b) Responsabilidade — trata-se de privilégio e não obrigação (2 Co 8.4; 9.7);
c) Proporcionalidade — contribuição de acordo com as possibilidades individuais (2 Co 9.6,7).

“Ação Social: Compromisso de uma igreja

Porque falar em ação social da igreja quando estamos discursando sobre a Igreja Viva? Porque cremos ser esta, sem dúvida, uma das manifestações mais convincentes de que a vida de Deus está no meio de seu povo.

1. Avivamento e ação social: equilíbrio. O avivamento espiritual, que é tanto a causa como o produto de uma Igreja Viva, precisa abranger a igreja como um todo, se não queremos um organismo aleijado ou disforme. Não se pode falar de um avivamento que priorize apenas um aspecto da totalidade do ser humano como, por exemplo, o destino de sua alma, em detrimento de seu bem-estar físico e social.
Não nos interessa uma comunidade apenas voltada para o futuro, em prejuízo do hoje, pois isso implica em negligenciar as necessidades imediatas e urgentes do ser humano. O homem vive na dimensão do aqui e agora. Tem fome, frio, doença, sofre injustiças; enfim, tem mil motivos para não ser feliz. Nossa missão, pois, é socorrer o homem no seu todo, para que não somente usufrua paz de espírito, mas também conserve no corpo e na mente motivos de alegria e esperança. O projeto de Jesus é para o homem todo e para todos os homens. Fugir dessa verdade é desobediência e rebelião contra aquEle que nos comissionou.
Um verdadeiro avivamento trará de volta ao crente brasileiro o amor pelos quase 50 milhões de irmãos pátrios que vivem na pobreza absoluta. O estilo de vida de uma igreja avivada não se presta a esquisitices humanas, mas à formação de personalidades de acordo com o caráter de Cristo, que não negligenciam o amor ao próximo”.
(CIDACO, J. A. Um grito pela vida da igreja. RJ: CPAD, 1996, p.87-8.)

As necessidades sociais das pessoas podem ser: psicológica (desequilíbrio emocional; depressão, doenças psicossomáticas), econômica (desemprego, pobreza, miséria), educacional (analfabetismo), física (abrigo, alimento, roupas, enfermidades), e espiritual (idolatria, pecado).
O evangelho integral, no entanto, não se limita apenas ao atendimento espiritual da pessoa, mas implica em atendê-la em suas necessidades gerais — psicológica, econômica, educacional, física e espiritual (Tg 1.27; 2.1-17). É desafiador quando sabemos que o julgamento de Cristo inclui o modo como agimos em relação à obra social, às necessidades de nossos semelhantes: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então, os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E, quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos7 E, quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.34-39).

Estudantes da Bíblia

Deus tem o melhor para seus filhos!


“Disse mais Davi: O SENHOR me livrou das garras do leão, e das do urso; ele me livrará da mão deste filisteu. Então disse Saul a Davi: Vai, e o SENHOR seja contigo”. 1 Samuel 17:37


Deus quer nos abençoar. Desde o dia em que conhecemos a Deus e até o dia em que vamos vê-lo não existe um dia sequer que Deus não anseie por nos abençoar. A cada momento, a cada circunstancia, Deus está fazendo o que é bom para nós. Deus não está esperando as adversidades passarem para nos abençoar. Ele está nos abençoando neste instante e através dessas dificuldades. Neste momento Ele está nos dando aquilo que ele acredita que é bom. 
Mas há algo que precisamos considerar, Deus não nos dá o que achamos que é bom, ele nos concede aquilo que ele sabe que é bom. Nem sempre nós concordamos. Temos nossa própria opinião sobre o que um Deus bom deve fazer perante as nossas circunstancias, opiniões essas que vão desde abrir uma vaga perto da entrada de um estacionamento de um shopping cheio ou o resultado favorável da biopsia e até mesmo, colocar nossos filhos na linha. 
São essas idéias que nos impedem de percebemos o que, de fato, é a bondade. Como filhos acreditamos que um pai amoroso deveria nos dar sorvete sem antes ter de nos obrigar a comer espinafre. E é este o conceito que temos de Deus, que ele deveria nos sorvete, ou seja, aquilo que é bom aos nossos olhos, e não espinafre, aqui que consideramos ruim, mas na verdade possui um valor nutritivo inestimável quando comparado ao sorvete. 
A partir do momento em que aceitarmos o que o Senhor deseja para nós, receberemos aquilo que é verdadeiramente bom. E como filhos, deveríamos desejar encontrá-lo, conhecê-lo, ter experiências reais com Ele. Infelizmente, na maioria das vezes não acreditamos que isso é verdade. Fazemos um “sim” com a cabeça, mas “não” é o que sentimos no coração.
Quando passarmos a mudar nossos conceitos acerca da bondade de Deus, aprenderemos a confiar nEle. E, automaticamente, iniciaremos um relacionamento íntimo com o Senhor. E Deus tem trabalhado para isso, para que nós tenhamos um encontro genuíno com Ele. Que passemos a confiar nEle mesmo em meio as dificuldades e problemas, pois eles são ferramentas que Deus usa para que conheçamos Sua bondade. 
Davi, apesar de ser de baixa estatura e não possuir os preparos necessários para lutar contra o gigante, se mostrou pronto para enfrentá-lo. E como resultado desta confiança depositada em Deus, Davi saiu vitorioso sobre o filisteu e pode ver a bondade de Deus em sua vida
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