Os Abençoados

domingo, 21 de novembro de 2010

1ª Conferencia Profética

Tema: "Festa da Colheita" - Gn 26:12


Venha Colher Milagres na sua Vida

Espiritual - Familiar - Financeira - Sentimental - Profissional e Saúde

Preletor: Dr. Edson Mendonça

LOCAL: IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTÉRIO DE MADUREIRA - CAMPO ADMANS

Dias: 03,04,05 de Dezembro de 2010

Rua: Félix Aires, 1582
Água Mineral - Teresina - Piauí

Apoio: Fatema 
Faculdade Teológica Maranata

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Obreiro de Deus

Os irmãos em geral pensam no obreiro de Deus, como sendo somente aqueles que são chamados por Deus para dar todo o seu tempo à obra de Deus. Sem dúvida eles são obreiros, e é dever deles se preocupar tanto com a salvação de almas, como também em levar ao povo de Deus o conhecimento da Palavra de Deus. Mas, na verdade devíamos ter o conhecimento de que cada pessoa salva, é um servo de Deus, pertence ao Reino de Deus e devia se preocupar com a expansão deste reino.

Quando o Senhor curou a sogra de Pedro, nós lemos que ela levantando-se passou a servi-los (Marcos 1: 31), esse é um quadro do que acontece na vida do pecador enfermo, ele é curado pelo Senhor, é salvo, deve ser o desejo dele servir ao Senhor que tamanha bênção lhe deu.

O que temos visto é que no início de uma vida cristã, há ânimo, interesse, aquela vontade de levar o conhecimento de Cristo a outros, mas com o passar dos tempos o obreiro que agora tem mais conhecimento, é tomado pelo desânimo, ao invés de sair para distribuir literatura, fazer uma visita, convidar pessoas para as reuniões, não o faz. Começa faltar às reuniões, trazendo um prejuízo enorme para a igreja local, e ninguém pode aconselhá-lo, pois se fizer, ele logo abandona a igreja local, que é seu lar espiritual, onde ele nasceu, e cresceu, e onde ele deve servir ao Senhor Jesus.

Seria muito bom se pudéssemos seguir o exemplo dos primeiros membros da igreja do Senhor. Quando veio a perseguição à igreja em Jerusalém, os crentes foram dispersos com exceção dos apóstolos. Note como eles agiam: “Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (Atos 8: 4). Os apóstolos não fugiram de Jerusalém, mas os crentes que fugiram é que pregaram a palavra por toda parte aonde iam. Isso mostra a nós que à vontade de Deus é que cada salvo seja um servo no campo. Se entendermos isso vamos nos dispor para fazer o serviço de Deus, e muitas almas serão alcançadas, e o povo de Deus vai ser edificado. Eu gostaria agora de passar a considerar a advertência do Senhor Jesus neste assunto:

E lhes fez a seguinte advertência: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara (Lucas 10:2).

A Seara é Grande

A primeira advertência do Senhor é em relação à seara, para alguns irmãos a seara é a igreja local, ficam disputando o púlpito, e quando eles não têm muita oportunidade, devido a um número maior de irmãos, ficam aborrecidos. Seria muito bom lembrar que, quando lemos em Mateus 9: 38, o Senhor Jesus e seus discípulos estavam percorrendo as cidades e povoados, então fica claro que a Seara à que Senhor se refere são as multidões sem Cristo. Observe: “Vendo Ele as multidões, compadeceu-se delas... (Mateus 9: 36). Devemos notar que em Lucas o nosso texto está no contexto do envio dos Setenta, que foram, sim, enviados as cidades (Lucas 10:10), mas tinham que pregar nas casas (Lucas 10:5).

De toda forma entendemos que a Seara é sem duvida o mundo perdido que está diante dos nossos olhos. Portanto os obreiros de Deus, tanto os de tempo exclusivo como os demais, precisam erguer os olhos e ver a grande necessidade da SEARA. Quando o Senhor diz:” A SEARA É GRANDE “, será que Ele não está querendo dizer que há serviço para todos? Irmãos quando saímos fora das quatro paredes da casa de oração, há uma imensidão de almas que precisam ser evangelizadas. Um irmão me disse: Quando começamos a sair para as ruas para evangelizar, os problemas entre os irmãos acabaram, que bom, não verdade?

Rogai, pois, ao Senhor da seara...

A segunda advertência do Senhor é em relação aos obreiros.

“... Mas os trabalhadores são poucos”. Pensamos numa lavoura que está madura para a colheita, o proprietário vai em busca de trabalhadores para colher a sua lavoura, mas, não encontra homens e mulheres com disposição para ir ao trabalho, o que vai acontecer? Uma boa parte da sua lavoura vai se perder, por não ter trabalhadores. Meus irmãos, quando o Senhor Jesus Cristo fala que os trabalhadores são poucos, ele não está falando literalmente da lavoura, mas, está se referindo as almas perdidas neste mundo, e que estão em risco de se perderem, isto porque nós não estamos servindo adequadamente ao nosso Senhor, somos pessoas salvas, que por um motivo ou outro nos esquivamos de fazer o trabalho de colher almas para o Reino de Deus.

Rogai, pois...

Na Verdade, nós não podemos contratar trabalhadores para a obra de Deus, pois esta é uma prerrogativa do Senhor ( Mateus 20:1). No entanto o próprio Senhor pede aos seus discípulos que roguem ao Senhor da Seara por mais trabalhadores. Sem dúvida a oração é um recurso à nossa disposição. Quando nós começamos a orar, o despertamento vem, e na maioria das vezes começa com aquele irmão ou irmã que está orando. Eu gostaria de perguntar ao meu querido leitor, quantas vezes neste tempo que já ficou para trás, você orou para que o Senhor enviasse obreiros para sua seara? É tão gratificante, quando vemos uma igreja local que tem vários irmãos que mesmo estando cansados de um dia de trabalho, ainda deixam os seus lares para ir levar a preciosa semente da Palavra, dentro de pouco tempo eles estarão fazendo a colheita de almas preciosas e de grande valor aos olhos de Deus. Seria bom observarmos um detalhe nas palavras do Senhor.

Mande trabalhadores...

O Senhor quer homens e mulheres que enfrentam o trabalho, e todos os que Ele chamou foram homens que no serviço secular se destacavam pela prontidão, iniciativa, coragem, estas virtudes também se destacaram quando eles estavam se dedicando ao serviço na Seara do Senhor. Exemplos: “Partiu, pois, Elias dali e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; ele estava com a duodécima. Elias passou por ele e lançou o seu manto sobre ele (I Reis 19:19). Eliseu estava trabalhando quando o Senhor o separou para ser o sucessor de Elias, e sem dúvida esse homem foi um obreiro consagrado, um homem que desgastou a sua vida no Trabalho do Senhor.

Veja outro exemplo: Respondeu Amós e disse a Amazias: Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta, mas boieiro e colhedor de sicômoros (Amós 7:14). Homem simples, mas trabalhador, o tipo de pessoas que Deus precisa na sua obra, podíamos passar um bom tempo escrevendo sobre servos do Antigo Testamento, que eram trabalhadores e que foram usados de modo especial na Seara. No novo Testamento temos homens simples como Pedro e João, homens importantes (aos olhos humanos), como Lucas o Médico, Paulo um homem de grande cultura, mas todos eles foram usados por Deus em sua Seara, porque eram humildes trabalhadores. Seria muito bom, se o povo de Deus pudesse entender isso.

Não podemos deixar de olhar para o Exemplo maior: O SENHOR JESUS CRISTO. O escritor aos Hebreus nos deixa ver que quem iniciou a pregação do evangelho que hoje conhecemos foi o Senhor Jesus Cristo (Hebreus 2:3). Ele era um carpinteiro (Marcos 6: 3), deixou o serviço secular para cumprir o “IDE”, assim, como depois ele ensinou aos apóstolos e a todos nós. Ele chamou no seu tempo vários homens para ajudá-lo na distribuição da Palavra aos corações humanos, estes também deixaram o serviço secular e se dedicaram ao serviço da Seara, homens como Pedro, André, Tiago e João (Marcos 1:16-20). Esses homens tinham um firma de pesca, eram sócios na pescaria, a pescaria era o ganha pão deles, mas deixaram tudo porque o Senhor os chamara à trabalhar na sua Seara.

Podemos ainda falar de Mateus (Mateus 9:9), que deixou um bom emprego no governo, emprego que certamente lhe dava uma certa estabilidade de vida, para seguir o Senhor no serviço da Seara. Uma pergunta: Se eles deixaram o serviço secular, que era o sustento de suas famílias, como eles foram sustentados? O Senhor Jesus Cristo nos deu o exemplo; Ele e seus discípulos foram sustentados com ofertas voluntárias do povo de Deus. Eles tinham uma bolsa onde as pessoas lançavam as suas ofertas (João 13:29; 12:6). Lucas menciona que algumas mulheres prestavam assistência ao Senhor e aos discípulos com os seus bens (Lucas 8:1-3). Paulo também vivia pela fé no Senhor, era sustentado pelo dinheiro de Deus, que o povo de Deus fielmente entregava a Deus, ele faz menção à igrejas que se associavam a obreiros para lhes enviar sustento (Filipenses 4:14). Isso é muito bonito!

É importante notar que ele mesmo fala que a igreja que não contribui para os obreiros é inferior as demais (Pense nisso). Veja: “Porque, em que tendes vós sido inferiores às demais igrejas, senão neste fato de não vos ter sido pesado? Perdoai-me esta injustiça (II Coríntios 12:13). A seara é grande, os obreiros são poucos, e são poucos também os que entendem que devem entregar à obra o que é de Deus, para que os obreiros tenham recursos, tanto para o conforto da família como para as despesas com o evangelismo e a edificação do povo de Deus. Meus irmãos a falha não está no Senhor, Ele não falha, a falha está em nós, vamos abrir os nossos olhos. Faltam obreiros no campo, faltam os recursos, e nós o que vamos fazer? Que Deus em sua graça nos ajude. Amém.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

ATRAINDO A ATENÇÃO DO RESGATADOR

Então ela (Rute) foi e começou a recolher espigas atrás dos ceifeiros. Casualmente entrou justo na parte da plantação que pertencia a Boaz, que era do clã de Elimeleque. (5) Boaz perguntou ao capataz dos ceifeiros: A quem pertence aquela moça? (6) O capataz respondeu: É uma moabita que voltou de Moabe com Noemi.  (7) Ela me pediu que a deixasse recolher e juntar espigas entre os feixes, após os ceifeiros. Ela chegou cedo e está em pé até agora. Só sentou-se um pouco no abrigo. (Rute 2.2-7)

A figura de Rute tipifica a Igreja do Avivamento e cada um de nós, resgatados da nossa vida vazia que tínhamos enquanto ainda éramos estrangeiros quanto à Aliança. Sendo Rute um tipo da Igreja, Boaz, o resgatador, tipifica o Senhor da Seara, Jesus Cristo, o Messias. 

Em Rute 2.1, somos informados de que Boaz era um homem rico e influente. Seu nome significa “filho da força”, inclusive este foi o nome dado a um dos dois pilares de bronze colocados à entrada do templo construído por Salomão.  Há revelações no livro de Rute que nos mostram como devemos ser e agir para atrairmos a atenção e o favor daquele que tem todo o Poder. 
 
Para chamar a atenção do Messias é preciso decidir colherRute, a Moabita, disse a Noemi: vou recolher espigas no campo daquele que me permitir. (Rt 2.2).  Uma nova convertida, recém chegada à Casa do Pão e à Terra do Louvor (Judá), decide sair quase que sem rumo para colher. Era tempo da colheita do trigo e da cevada e muitas pessoas estavam envolvidas nesta tarefa. A Lei previa que os donos dos campos reservassem as extremidades das plantações para que os necessitados buscassem alimentos. Rute saiu na fé que encontraria um lugar onde seria bem recebida para colher a subsistência dela e de sua sogra.
Você já ouviu falar do Vale da Decisão?  O profeta Joel escreveu sobre este “lugar”: Multidões, multidões no vale da Decisão! (Jl 3.14).  Infelizmente, há multidões de crentes que fazem acampamento no vale e nunca decidem ser o que Deus quer que sejam. São indecisos, nunca “descem do muro”. Quem se estabelece no Vale da Decisão não chama a atenção do Messias. 

Rute teria várias desculpas para retardar sua saída para colher. Mas ela foi decidida e por isso chamou foi abençoada pelo Deus de Israel, chamou a atenção do resgatador e alcançou grande prosperidade.

Algumas pessoas na Bíblia tiveram que receber um empurrãozinho de Deus para deixar o Vale da Decisão. Moisés, Gideão, Jeremias... são alguns deles. Moisés e sua baixa estima. Gideão e sua dificuldade de crer na fidelidade de Deus. Jeremias e a desculpa de ser muito jovem e imaturo para a tarefa. As pessoas que atraíram o favor de Deus sobre suas vidas passaram pelo Vale da Decisão e decidiram por obedecer e servir a Chamado de Deus.  Hoje é o dia de você decidir!

            Para chamar a atenção do Messias é preciso ser dedicado. O testemunho do capataz dos ceifeiros de Boaz acerta de Rute impressionou seu patrão: Ela chegou cedo e está em pé até agora. Só sentou-se um pouco no abrigo. (Rt 2.7b).  Rute se mostrou incansável não sabendo que estava sendo observada. Inclusive o livro registra o montante de cevada colhida por ela naquele dia de trabalho. De acordo com Rt 2.17, ela colheu até “entardecer” e depois dedicou-se a debulhar as espigas que apanhara, perfazendo um total de mais de 20 quilos (a medida no original hebraico é em efa, algo em torno de 20 a 40 quilos!).

            A autorização que Rute recebeu de Boaz em 2.8 era para que continuasse a colher em sua propriedade até o final da ceifa. Ela não precisaria colher tanto sabendo que teria liberdade para retornar outros dias e recolher ali seu sustento. Por isso não há como negar que Rute era uma mulher dedicada ao trabalho.

Vivemos hoje o tempo profético da Última Hora, tempo quando precisamos aproveitar ao máximo as oportunidades para fazer a Obra do Senhor. Observe este texto: Aquele que faz a colheita no verão é filho sensato, mas aquele que dorme durante a ceifa é filho que causa vergonha.  (Provérbios 10.5). Hoje é o dia de você assumir o compromisso de ser um Filho Sensato e dedicar-se à colheita. 

O texto fala da vergonha do pai cujo filho dorme durante a colheita. Algumas vezes na Bíblia o verbo “dormir” é sinônimo de “morrer”. Você não pode admitir uma passividade de um defunto em face dos desafios da colheita.
Para chamar a atenção do Messias é preciso se humilharEla inclinou-se e, prostrada, rosto em terra, exclamou: Por que achei favor a seus olhos, ao ponto de o senhor se importar comigo, uma estrangeira? (Rt 2.10).  

Quem se humilha alcança o favor do Senhor. Rute é um exemplo da postura que devemos assumir para atrairmos o favor do Messias sobre nós e sobre nosso povo. Agindo desta forma, decerto os olhares do Senhor nos alcançarão e ouviremos dele a mesma promessa que Rute ouviu do seu resgatador: Agora, minha filha, não tenha medo; farei por você tudo o que me pedir. Todos os meus concidadãos sabem que você é mulher virtuosa. (Rt 3.11).  

O Deus de Israel reserva suas mais preciosas bênçãos para seus servos decididos, dedicados e humildes para realizar sua obra.        

sábado, 6 de novembro de 2010

Conheça a história do Pentecostalismo

Certa vez, a revista Time listou os cem maiores eventos do segundo milênio e colocou o Pentecostalismo em 68o lugar. O Dicionário do Cristianismo na América diz que o Pentecostalismo é “o desenvolvimento mais significativo do Cristianismo no século XX”.

Apesar de muitos considerarem o Reavivamento da Rua Azuza (1906) como o nascimento do Pentecostalismo moderno, o falar em línguas teve lugar em duas reuniões santas anteriores, uma em Topeka, Kansas, em 1901, e a outra em Cherokee County, Carolina do Norte, em 1896.

É difícil dizer qual é a denominação pentecostal mais antiga. A Igreja Santa Unida e a Igreja de Deus (ambas de Cleveland) apontam para raízes pré-pentecostais antes de 1886. a Igreja da Santidade Pentecostal, tem raízes pentecostais antes de 1879, e foi a primeira a adotar uma Confissão de Fé Pentecostal, em 1908.

Os primeiros pentecostais afirmam que o dom de línguas não foi primeiramente o ato de falar línguas celestiais (glossolalia), mas sim, outras línguas humanas (xenolalia). Qual o propósito? Um dos primeiros líderes,Charles Parhem, disse ,“eu senti por anos que nenhum missionário que saía aos campos estrangeiros podia pregar na língua dos nativos, e que se Deus sempre havia equipado seus ministros dessa forma [pela xenolalia], ele podia fazer isso hoje”. Apesar de algumas histórias sobre xenolalia existirem, elas não foram confirmadas.

Muitos dos primeiros pentecostais eram pacifistas. Quando a Primeira Guerra estourou, alguns pentecostais clamaram por um “grande conselho de paz”, onde eles poderiam expor sua oposição contra a guerra. Todas as grandes denominações pentecostais, em algum momento, adotaram uma resolução pacifista.

Os pentecostais têm sido tão rígidos quanto fundamentalistas quanto ao comportamento social. Além de acabar com vícios como o álcool, tabaco, e cinema, eles criticaram as gomas de mascar, os vestidos de manga curta, bebidas leves, e gravatas. No Brasil por muitos anos proibiram seus membros de ver televisão e as mulheres de se maquiarem.

Apesar disso, a maioria dos pentecostais vieram da classe trabalhadora, um movimento que cresceu entre os pobres e pessoas à margem da sociedade. Os primeiros pentecostais ensinaram uma “teologia dos pobres”, interpretando seu notável crescimento como um favor especial de Deus sobre os pobres.

A harmonia racial marcou os primeiros estágios do movimento: o Reavivamento da Rua Azuza foi liderado por um negro, William Seymour, e negros e brancos adoravam a Deus e compartilhavam a liderança da igreja. Como um historiador pentecostal observou: “A fronteira de cor foi lavada no sangue”.

Os pentecostais encontraram ocasião para argumentar e discordar entre si sobre quase todos os assuntos, desde a proibição da carne de porco até a doutrina da Trindade. O resultado: hoje, mundialmente, existem mais de 12 mil denominações pentecostais ou carismáticas.

Existiam muitas mulheres pastoras e pregadoras nos primeiros anos do movimento, e a pentecostal mais conhecida do século XX foi a evangelista Aimee Semple McPherson. Outra pregadora famosa foi Maria Woodworth-Etter, que certa vez argumentou, “este é o tempo para as mulheres deixarem suas luzes brilharem; para exporem seus talentos que foram travados pela ferrugem, e usá-los para a Glória de Deus”.

Para muitos pentecostais, línguas e curas têm sido recursos para grandes finalidades. Como um moderno líder pentecostal colocou,” apesar de todas as suas contradições, os pentecostais não gastam todo seu tempo falando em línguas, eles tem insistentemente tentado trazer pessoas a Cristo”.

A maior igreja pentecostal do mundo está na Coréia do Sul: a Igreja do Evangelho Pleno de Yoido, pastoreada por David Yongii Cho. A igreja tem mais de 800 mil membros. A Assembléia de Deus do Brasil, tem cerca de 15 milhões de adeptos, dividida em várias congregações, diferentemente da igreja coreana, que é concentrada em apenas um templo.

O Pentecostalismo se tornou o grupo cristão de crescimento mais rápido do mundo. Com aproximadamente meio bilhão de adeptos, ele é, depois do Catolicismo romano, a maior tradição cristã.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dízimo e Ofertas

Sou dizimista porque o dízimo é santo (Levítico 27:30-32);
Sou dizimista porque quero ser participante das grandes bênçãos (Malaquias 3:10-12);
Sou dizimista porque amo a obra de Deus, na face da Terra;
Sou dizimista porque Deus é o dono do mundo (Salmos 24:1);
Sou dizimista porque eu mesmo vou gozá-lo na casa de Deus (Deuteronômio 14.22-23);
Sou dizimista porque mais bem aventurado é dar do que receber (Atos 20:35);
Sou dizimista porque Deus ama o que dá com alegria (I Coríntios 9:7);
Sou dizimista porque tudo vem das mãos de Deus (I Crônicas 29.17);
Sou dizimista porque não sou avarento (I Timóteo 6:10);
Sou dizimista porque meu tesouro está no céu ( Mateus 6:19-21);
Sou dizimista porque obedeço a lei de Deus (Atos 5.29);
Sou dizimista porque a benção de Deus é que enriquece (Provérbios 10:22).

Sobre o que foi requerido que os judeus pagassem o dízimo?
A ordem de Deus era de que tudo o que os judeus recebessem dariam o dízimo ao Senhor:

“Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores são do Senhor. Porém se alguém das sua dízimas resgatar alguma coisa, acrescerá o seu quinto sobre ela. No tocante às todas as dízimas de vacas e ovelhas, de tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor. Não esquadrinhará entre o bom e mal, nem trocará, mas, se em alguma maneira tocar, o tal e o trocado serão santos; não serão resgatados. Estes são os mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés, para os filhos de Israel no monte Sinai.” Levítico 27.30-34

Quando alguém por algum motivo gastasse o dízimo, a pessoa teria que acrescentar um quinto sobre o dízimo. Um quinto de 10% é igual a 2%, ou seja acrescentaria 2% do total sobre o seu dízimo. Será que estamos fazendo o mesmo?

Para quem era pago o dízimo?
Os dízimos eram pagos aos Levitas:

“Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão”. Números 18.24

Deus queria que toda a nação fosse sacerdotal:

“E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel” Êxodo 19.6.

Porém por desobedecerem a Deus, Deus levantou a tribo de Levi, para trabalharem como tribo sacerdotal.
Os Levitas não tinham meios de rendas, gados, heranças que lhes assegurassem sustento. Por restarem serviços a tenda da congregação recebia os dízimos dos filhos de Israel:

“Eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que exercem, o ministério da tenda da congregação”. Números 18.21

Todavia, os Levitas não tinham permissão de ficarem com a totalidade dos dízimos recebidos, mas daquilo que lhes era concebido , eram obrigados a dar uma parte chamada dízimo dos dízimos:

“Também falarás aos Levitas e dir-lhes-ás: quando receberdes os dízimos dos filhos de Israel, que eu deles vos tenho dado em vossa herança, deles oferecereis uma oferta alçada ao Senhor: O Dízimo dos dízimos.” Números 18.26

“E que o sacerdote, filho de Arão, estaria com os levitas quando estes recebessem os dízimos, e que os levitas trariam os dízimos dos dízimos à casa do nosso Deus, às câmaras da casa do tesouro.” Neemias 10.38

Esses dízimos tinham de ser todas as dádivas:

“De todas as vossas dádivas apresentareis toda a oferta do Senhor: do melhor delas, à parte que é sagrada”. Números 18.29

Não podia ser entregue a qualquer pessoa, tinha que ser entregue ao sacerdote Arão:

“Assim também oferecereis ao Senhor uma oferta de todos os vossos dízimos, que receberdes dos filhos de Israel e deles dareis a oferta alçada do Senhor a Arão o Sacerdote.” Números 18.28

Para que era o dízimo?
O dízimo, primeiro, era o sustento dos levitas e sacerdotes (quem sabe se as igrejas de hoje, passassem a cuidar mais dos seus pastores e suas famílias), depois para os órfãos e obras sociais:

“Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem.” Deuteronômio 14:29 (Princípio de produtividade ligado ao trabalho)

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.” Gênesis 1:26

A palavra tudo (ou toda) aparece, em Gênesis 1.26-31, 11 vezes: (v26= 2, v28=1, v29=3, v30=4, v31=1).

Onde é que os judeus deveriam oferecer seus Dízimos?
Competia-lhes trazer ao lugar que o Senhor vosso Deus escolhesse entre todas as tribos, para ali por o seu nome, Isto é, Jerusalém:

“Mas o lugar que o SENHOR vosso Deus escolher de todas as vossas tribos, para ali pôr o seu nome, buscareis, para sua habitação, e ali vireis.” Deuteronômio 12.5

“Assim diz o Senhor DEUS: Esta é Jerusalém; coloquei-a no meio das nações e das terras que estão ao redor dela.” Ezequiel 5.5

O oferecimento dos dízimos era transformado numa grande festa onde todos participavam:

“E fiz assim, como se me deu ordem; as minhas mobílias tirei para fora de dia, como mobílias do cativeiro; então à tarde fiz, com a mão, uma abertura na parede; às escuras as tirei para fora, e nos meus ombros as levei, aos olhos deles. E, pela manhã, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, porventura não te disse a casa de Israel, aquela casa rebelde: Que fazes tu? Dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Esta carga refere-se ao príncipe em Jerusalém, e a toda a casa de Israel, que está no meio dela. Dize: Eu sou o vosso sinal. Assim como eu fiz, assim se lhes fará a eles; irão para o exílio em cativeiro. E o príncipe que está no meio deles levará aos ombros as mobílias, e às escuras sairá; farão uma abertura na parede para as tirarem por ela; o seu rosto cobrirá, para que com os seus olhos não veja a terra." Deuteronômio 12:7-12

Se Jerusalém fosse longe da vila onde morava o dizimista, o transporte de suas colheitas poderia criar um problema, Deus permitiu que fosse vendido tudo e teriam o dinheiro:

“Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o SENHOR teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o SENHOR teu Deus te tiver abençoado; Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o SENHOR teu Deus;” Deuteronômio 14:22,24 e 25

O que não podia era deixar de trazer o dízimo. A cada três anos, o dízimo era oferecido na própria terra do dizimista:

“Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas;” e “Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem;” (Deuteronômio 14:28; 26:12)

Ofertas e Dízimos
O dízimo era obrigatório, a oferta era voluntária:

“Tomai do que tendes, uma oferta para o SENHOR; cada um, cujo coração é voluntariamente disposto, a trará por oferta alçada ao SENHOR: ouro, prata e cobre,” (Êxodo 35:5)

Apesar da Oferta ser alçada, poderia ser estipulada:

“Como também azul, púrpura, carmesim, linho fino, pêlos de cabras, e peles de carneiros, tintas de vermelho, e peles de texugos, madeira de acácia, e azeite para a luminária, e especiarias para o azeite da unção, e para o incenso aromático. E pedras de ônix, e pedras de engaste, para o éfode e para o peitoral.” (Êxodo 35:6,9)

Três tipos de ofertas:
Do homem coisas médias:

“E todo o homem que se achou com azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabras, e peles de carneiro tintas de vermelho, e peles de texugos, os trazia; todo aquele que fazia oferta alçada de prata ou de metal, a trazia por oferta alçada ao SENHOR; e todo aquele que possuía madeira de acácia, a trazia para toda a obra do serviço.” (Êxodo 35.23 e 24)

Da mulher coisas pequenas:

“E todas as mulheres sábias de coração fiavam com as suas mãos, e traziam o que tinham fiado, o azul e a púrpura, o carmesim e o linho fino. E todas as mulheres, cujo coração as moveu em habilidade fiavam os pêlos das cabras.” (Êxodo 35.25 e 26)

Do príncipe coisas grandes:

“E os príncipes traziam pedras de ônix e pedras de engastes para o éfode e para o peitoral, E especiarias, e azeite para a luminária, e para o azeite da unção, e para o incenso aromático.” (Êxodo 35.27 e 28)

Idéias erradas quanto ao dízimo
Não é legalismo (dar o dízimo só pelo peso da lei);
Não é substituto das virtudes cristãs (entregar o dízimo não isenta o crente da prática das grandes virtudes. Em Lucas 11:42): “Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras.”; Jesus repreendeu os Fariseus porque davam os dízimos, mas desprezavam o juízo de Deus.
Não deve se transformar numa carga insuportável, deve ser uma manifestação espontânea.
Não concede poder de barganha (dar o dízimo para Ter privilégios na igreja).
Não nos torna merecedores da graça divina (o dízimo não compra a salvação).

Bênçãos advindas da fidelidade de dizimar
Quatro tipos de demônios são repreendidos:
a) Devorador (Malaquias 3:11);
b) Cortador (Joel 1:4, parte a) ;
c) Migrador (Joel 1:4, parte b), faz viagens periódicas em seu lar);
d) Destruidor (Joel 4.4, parte a).

Teremos respeito pelo de fora (Malaquias 3:12);
Vitória sobre a avareza (Efésios 5.5);
Deus abre o coração para nós (Malaquias)

Malaquias dividido em cinco partes
1) A eleição de Israel como povo de propriedade divina (1:6);
2) Os pecados dos Sacerdotes (1:7 a 2:9);
3) Casamentos com povos estranhos (2:10-16);
4) A esperança do povo (2:17 a 3:6);
5) Violência contra Deus (3:17-12).

A nação estava em crise econômica, seca e fome (Malaquias 3:9-11):

“Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.” (Malaquias 3:9-11)

Não só os filhos de Levi (os sacerdotes) v3, mas também os filhos de jacó (toda a nação) estavam debaixo de maldição por não serem dizimistas v6. O povo estava desviado dos mandamentos de Deus v7a . Deus faz um chamado ao arrependimento, mas o povo achava que não havia necessidade de mudança v7b. Deus passa a mostrar ao povo em que estavam errados.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A MANIFESTAÇÃO DO PODER DO ESPÍRITO

A MANIFESTAÇÃO DO PODER DO ESPÍRITO
Texto: Sl:62-11
Intro: A palavra PODER ou VIRTUDE , se origina da Palavra grega DUNAMYS .
Há três palavra portuguesas que são produtos da palavra DUNAMYS : Dinamite,Dinâmico e Dínamo .
O texto diz que o poder pertence a Deus ! Esse poder foi :
= Entregue ao Filho (Jesus )
= Enviado pelo Espírito Santo há Igreja .

1) OS 9 SEGREDOS DO PODER
1. O poder prometido - "Mais recebereis poder "
2. O poder necessitado - " Por que não podemos nós expulsá-lo? "
3. O poder desejado - " Ajuda a minha incredulidade "
4. O poder recebido - " Todos foram cheios do Espírito Santo "
5. O poder utilizado - ! em nome de Jesus... levanta-te e anda"
6. O poder perdido - " ai senhor meu , pois era emprestado "
7. O poder reculperado - " torna a dar-me a alegria da tuasalvação "
8. O poder multiplicado " fazia maravilhas extraordinário "
9. O poder expplicado - " recebereis a virtude (dunamis)

2. A MANIFESTAÇÃO DO PODER DO ESPÍRITO SANTO
= A promessa do poder -Lc;24,49
a. primeiramente feita no AT, Jl:2,28;Is:44,3;Ez:39.29 .
b. Confirmada no NT, At:2,39;1,4;19,1,7
c. Recebida pela Igreja ao longo dos anos; Hb:13,8;Mt;28,20 .
= A visão do poder , Sl:62,11
a. O poder demonstrado na criação ,Gn:1,2;Sl;19,1.
b. O poder demonstrado na História (veja os livros : que quer isso dizer ; o testemunho dos séculos)
c. O poder demonstrado no meio do povo de Deus . Jo:2,1,12.
= O recebimento do poder -At:1,8;Rm:1,16.
a. O poder que salva -Hb:7,25,1:Tm:2,5.
b. O poder que cura , Mc: 16,18.
c. O poder que evangelista, At:1.8.
= A demonstração do poder ,1:Co:2,4.
a. O poder na pregação -1:Co:2,4;Lc;24,48;Jo:15,27.
b. O poder na oração , At: 4,31.16,26.
c. O poder na EXECUÇÃO DA oBRA , lC:13,32 .

Fica na Paz de Cristo !

sábado, 23 de outubro de 2010

Apologética

Introdução

1. Definições:

Apologética é a ciência ou a disciplina racional que se ocupa da de-fesa da fé religiosa, cristã ou não cristã. A palavra apologética vem do ter-mo grego apologia (defesa), isto é, uma resposta ao ataque. Aqueles que, ao longo da história, escreveram obras com o intuito de defender a fé e a Igreja Cristã contra os ataques lançados pelo judaísmo, pelo paganismo, pelo estado, e também pela filosofia de várias escolas, são denominados apologistas (ou apologetas).

2. Principais Apologistas (Históricos e Contemporâneos)

a) Apóstolo Pedro

b) Apóstolo Paulo

c) Aristides - defendeu o cristiansmo contra o paganismo. Era de A-tenas e escreveu sua apologia ao imperador Antônio, em 147 d.C. Os cris-tãos, conhecidos na época com a "terceira raça", foram chamados por Aris-tides como raça superior e digna de tratamento humanitário. A obra (da qual restou somente uma tradução siríaca, e uma reprodução livre, no gre-go, no romance medieval de Barlaã e Joasafe), ataca as formas de adoração entre os caldeus, os gregos, os egípcios e os judeus, exaltando o cristianis-mo acima destas formas.

d) Justino Mártir - defendeu o cristianismo da filosofia grega. En-dereçou sua apologia a Adriano e a Marco Aurélio, alegando que a filosofia grega, apesar de útil, era incompleta, e que este produto não terminado (a filosofia) é aperfeiçoado e suplantado em Cristo. Para ele, o cristianismo era a verdadeira filosofia. A filosofia grega era encarada da mesma forma que a lei judaica - precursora de algo superior.

2.1 Outros históricos: Aristo ; Atenágoras; Taciano; Teófilo de An-tioquia; Minúcio Félix; Irineu e Hipólito; Arnóbio ; Lactâncio e Eusébio de Cesaréia; Pais Alexandrinos (Clemente, Orígenes, etc.); Agostinho; Tomás de Aquino.

2.2 Outros contemporâneos: Joseph Butler; Karl Barth; Rudolp Bultmann; Josh McDowell.

3. Alguns temas da Apologética são: Podemos provar que Deus e-xiste ? Há alguma relação entre fé e filosofia ? Há alguma relação entre fé e ciência ? A Bíblia é digna de credibilidade ? Jesus Cristo - Um Homem ? Jesus Cristo - O Filho de Deus ? Jesus Cristo - O Messias Prometido ? A Ressurreição de Jesus Cristo - Fraude ou História ? O Evangelho Segundo Allan Kardec é realmente Evangelho? O mormonismo é cristão? O catoli-cismo é cristão? Por que a reencarnação é uma farsa? Anjo Moroni: história ou invencionice humana? Por que a doutrina da transubistanciação é falha?

O presente trabalho atendo ao pedido do Pr Expedito Nogueira Mari-nho se apegará a um tema convencionado pela ortodoxia: O verdadeiro Cristianismo. Irei abordar enfoque temático: A missa versus a ceia do Se-nhor. Antes porém, farei uma introdução analítica.

ORDENS RELIGIOSAS x DENOMINAÇÕES

De modo geral, no Brasil há duas igrejas em evidência, a Católica Romana (religião “oficial” do país) e as demais. Enquanto o Catolicismo estrutura-se em "Ordens religiosas" sob um chefe visível – o Papa, as de-mais igrejas cristãs apresentam-se em "Denominações" todas com uma só base – a Bíblia.

As distâncias entre as Ordens Católicas assemelham-se às distâncias entre as denominações evangélicas e com algumas exceções. Nota-se ainda que Católicos e Evangélicos crêem na Santíssima Trindade, Deus o Pai, o Filho e o Espirito Santo; compartilham da doutrina de que Cristo é o Salva-dor pela sua morte substitutiva; ambas as igrejas ensinam a existência de céu e inferno e aceitam a mesma Bíblia como a Palavra de Deus .

MAS SE HÁ TANTA IDENTIDADE, PORQUÊ CAMINHAM SEPARADAS?

Nos primeiros séculos houve uma única comunidade Cristã, Jesus havia dito: " Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome ... Eis que estarei convosco até a consumação dos séculos!" (Mat. 18:20 e 28:20).

O Cristianismo teve continuidade com bispos, pastores, presbíteros e evangelistas; foram homens veneráveis como Policarpo, discípulo do apóstolo João, Inácio, Papias, Justino, Irineo, Origenes, João Crisóstomo e tantos outros. Entre eles não havia maiores, embora o bispo Calixto tenha sido acusado por Tertuliano, advogado cristão de querer ser o " O bispo dos bis-pos "(ano 208).

A igreja cristã recebeu o nome de Católica no Concilio de Constantinopla, presidido pelo imperador Romano Teodósio com o decreto "Cunc-tos Populos" no ano de 381. – Apostólica ela não é; Também não sabemos como ela pode ser Universal e Romana ao mesmo tempo. (ver Rivaux, História Eclesiástica, tomo I - Pág. 347).

Ainda não havia "Papa", mas, nos fins do século IV as igrejas viram-se dominadas por cinco "patriarcas", que foram os bispos de Antioquia, Jerusalém, Constantinopla, Alexandria, e Roma sobre a liderança do Cristi-anismo, mas o concilio de Calcedônia, no ano de 451, interveio conceden-do igualdade com o bispo de Constantinopla com o de Roma.

O Papado como conhecemos, desenvolveu-se gradativamente, sustentado a princípio pelo Império Romano; não teve data de nascimento, não foi instituído por Cristo nem pelas igrejas, é intruso no Cristianismo e não se enquadra na Bíblia – conseguiu com sutileza manter-se na posição que ocupa. É identificado na Bíblia como " Ponta Pequena " (Daniel 7:8).

QUANDO COMEÇARAM OS ERROS

Sendo a Religião Cristã fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, foi durante uns dois séculos propagada sem modificações nem acréscimos. Po-rém, aproximadamente do ano 200 A.D. para cá, começam a surgir novas doutrinas, falsificando de toda sorte, cerimônias estranhas aos ensinamen-tos de Cristo, as quais foram discutidas em Concílios e aprovadas por ho-mens, nascendo daí a Igreja Católica romana que assim se desviou da Dou-trina Verdadeira, isto é, separou-se da comunhão principal; separou-se do verdadeiro Cristianismo.

Catolicismo é na verdade uma seita desmembrada do Cristianismo, apesar de ser considerada como parte integrante dessa Religião, juntamente com os Protestantes e Ortodoxos-gregos. Assim sendo, não erramos ao a-firmar que a Igreja Católica não é realmente uma Religião, mas é na verda-de uma seita desmembrada do Cristianismo.

Convém deixar bem claro, que estamos analisando agora a palavra SEITA no seu sentido etimológico para entender melhor o seu significado. SEITA vem do latim “SECTA” que significa separar-se da comunhão prin-cipal. A palavra SEITA tem também uma outra equivalente que é HERESIA, cujo significado é “Doutrina oposta aos ensinamentos divinos e que tende a promover facções”. Isto é, “divisão” ou “desvio doutrinário”, que foi realmente a base do Catolicismo. Logo, a causa da fundação da Igreja Católica foi um desvio doutrinário.

A AFIRMATIVA DOS CATÓLICOS DE QUE OS EVANGÉLICOS SÃO HEREGES

Se analisarmos corretamente as palavras SEITA e HERESIA, exa-minarmos a BÍBLIA e verificarmos os fatos históricos com atenção, (daí a necessidade de estudarmos a História da Igreja), veremos que na verdade os Protestantes, ou Evangélicos, não criaram novas Doutrinas, falsificações ou cerimônias estranhas aos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo, ou seja, doutrinas que não estão na Bíblia. E assim, qualquer pessoa em sã consci-ência, sincera diante dos homens e de Deus, pode concluir que os Protes-tantes, ou Evangélicos, que têm a Bíblia como REAL e INTEGRAL “Ponto de Referência” para sua fé, são os verdadeiros cristãos. Isto é, sem nenhu-ma Doutrina nova, seguindo e ensinando a Religião do Senhor Jesus, sem nenhuma modificação nem acréscimo, exatamente como se encontra na Bíblia que é uma só.

“Cristão” significa seguidor, ou discípulo do Senhor Jesus Cristo, que faz o que Ele manda, Jo. 15. 14; 2. 5. Este nome nasceu em Antioquia, pelo ano 43 A.D. e foi dado aos discípulos de Cristo pelos seus inimigos em sinal de desprezo, At. 11. 26.

Doutrinas falsas e Antí-Bíblicas foram as causadoras da Igreja Católica. Irei me deter apenas em uma obedecendo a determinação do enuncia-do do presente trabalho exigido pelo mestre Expedito.

A MISSA

A "MISSA" substituiu o Culto Cristão no ano 394, e tornou-se sa-cramento a partir do ano 604, com S. Gregório. – A CEIA DO SENHOR, que era simples como se vê no quadro da "Última Ceia" de Leonardo da Vinci, foi celebrada dessa forma por doze séculos, mas no ano de 1200 a Igreja Católica substituiu o pão pela hóstia.

A Ceia Cristã sofreu nova agressão quando do Concílio de Roma, anos 1215-16, isolou as palavras figuradas de Cristo "Isto é meu corpo e isto é meu sangue", fizeram uma péssima exegêse criando o dogma da Transubstanciação.

No ano 1414, o papa João XXIII, retirou o vinho da cerimônia e as Igrejas passaram a servir aos fiéis somente a hóstia. – O Catolicismo diz que esse papa foi "antipapa" mas acolhem essa sua decisão até hoje.

O CONCÍLIO DE TRENTO, ano 1551, deu o golpe final contra a Ceia do Senhor, definindo e aprovando o dogma da Transubstanciação! – A partir desse Concílio, qualquer sacerdote católico, com um passe, transforma o trigo, vinho e água em carne, ossos, sangue, nervos e cabelos de Cristo, tudo dentro de uma hóstia!

A palavra "eucaristia" significa ação de graças, até hoje os teólogos católicos desentendem entre si sobre a aplicação desse termo no "santíssi-mo sacramento"(Ver a Missa, pág. 14, do ex-padre Dr. Aníbal Reis).

O papa Pio IX gloriava-se com o dogma exclamando: "Não somos simples mortais, somos superiores à Maria, ela deu a luz só a um Cristo, mas nós podemos fazer quantos cristos quisermos!"(Gazzeta da Alemanha nr. 21, 1870)

Até o século XII, nenhum cristão aceitava que a farinha se transfor-masse em Cristo, até que surgiu um papa autoritário e truculento que san-cionou o dogma! Esse papa foi Inocêncio III, anos 1198-1216. O perfil desse papa:

• Dizia que "O céu e a terra se submetem ao vigário de Cristo."

• Condenou a "Carta Magna" e ordenou o massacre no ano 1208 dos Albigênses na França. – Organizou duas cruzadas guerreiras.

• Instituiu o confessionário e introduziu a hóstia nas igrejas.

• Proibiu a leitura da Bíblia.

• Decretou a Inquisição, efetivada pelo para Gregório IX, milhares morreram.

• Sancionou a Transubstanciação por decreto, uma temeridade!

A igreja resistiu ao dogma por 335 anos, mas foi vencida. Alguns de-cidiram por milhões e a inverdade prevaleceu.

A igreja exige respeito pelo dogma, pedem que não mastiguem a hóstia e o Missal Romano, pág. 58, prescreve que "Se um padre sentir-se mal durante a celebração da missa e vomitar a hóstia, deve engolir o que pôs para fora.

Quando a transubstanciação foi introduzida nas Igrejas Católicas houve discussões escolásticas! O professor Alexandre Halles ensinava que "Se um morcego engolir uma hóstia terá engolido o próprio Cristo!"- O bispo Boaventura achou repugnante, mas S. Tomaz deu razão para Alexan-dre. (Roma, a Igreja e o Anticristo, pág 280).

No Canadá, o jovem padre Daule descuidou de umas hóstias, horro-rizado viu ratos devorando-as! – Correu em direção ao bispo exclamando: "Os ratos comeram nosso bom Deus!"(citado pelo padre CHINIQUI, sua biografia, pág. 334).

Ex-padre e Dr. Hipólito de Oliveira Campos, quando exercia o sa-cerdócio em Cuiabá, esqueceu hóstias que emboloraram criando larvas! – Resta perguntar, que tipo de cristo possui o Catolicismo Romano?

Rubano Mauro, anos 788-857, Abade de Fulda, depois Arcebispo de Mo-guncia, considerava "Heresia grave supor que na eucaristia estava presen-te a carne nascida de Maria."(Epístola ad Heribaldum).

Santo Agostinho, bispo de Hipona, anos 354-430, gracejava jocosa-mente da transubstanciação, cuja idéia já existia no seu tempo. – Pregando nas Igrejas dizia: "Por que preparas os dentes e o estômago? Confiar em Cristo é comer o Pão da Vida, não se pode engolir Aquele que subiu vivo para o céu!" (Ver tratado sobre João nr. VXV e Sermões nr. 131, nr.1).

A "La Grande Enciclopedie Française" comentando a eucaristia es-creveu que "Os teólogos católicos imaginaram os povos mais feiticistas e os cultos mais idólatras! – Tomam a farinha cozida e o vinho e dizem: Eis nosso Deus, comei-o!" Proibidos de raciocinar, os clérigos esqueceram de ler Santo Agostinho e a ignorância tornou-se moléstia geral!

A CEIA DO SENHOR E A MISSA

Nosso Senhor usava parábolas e metáforas dizendo: "Quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; Eu Sou o pão que desceu do céu; minha carne é verdadeiramente comida e meu sangue bebida.", etc.

• Os discípulos perguntaram-lhe: "Por que falas por parábolas?" – No contexto Jesus explicou: "As palavras que Eu vos digo são espírito e vida!"(João 6:63)

• Com esses esclarecimentos do Mestre não é difícil entender que o pão e o vinho na Ceia do Senhor APENAS RECORDAM o corpo e o sangue dele, mas não há "Presença real" como quer a Igreja Católica Romana.

Foi tomando essas palavras ao pé da letra e tropeçando em metáforas que o Catolicismo transformou a simples hóstia em coisa complicada!

• papa Gelásio I, ano 492-6, ensinava que "A natureza dos elementos da Ceia não deixavam de existir depois da benção".

• papa Gelásio II, anos 1118-19, não aceitava a transubstanciação di-zendo: "Na eucaristia a natureza do pão e do vinho não cessam de existir e ordenava as igrejas que servissem aos fiéis o vinho e não somente o pão."

• papa romano S. Clemente pensava igual, expressou-se assim: "O pão e o vinho na Ceia são símbolos. Não se transformam em coisa algu-ma!

• Albertinus cita Pio II como discordante também.

Como também não é possível acarear os papas, os católicos deveriam estudar o espírito das palavras de Cristo quando se referiu à Ceia (Fontes de referência: Da Duabos in Cristo adv. Eutychem et Nestorium, São TOMAZ Sum Theo., Vol. 7, pág.134, e, Clemente Livro VII, cáp. V, pág.23)

• Albertinus cita ainda quatro Cardiais de então: Bonaventura, Alícuo, Cujan e Cajetano, dois Arcebispos, cino Bispos e 19 doutores da i-greja que interpretavam o Evangelho de João, cáp. 6:53-63, no senti-do espiritual e simbólico.

• S. Cirilo de Jerusalém e S. Gregório de Nissa fizeram referências à "união mística" na eucaristia, mas nada falaram sobre "presença re-al" (Sacra Coena Adv.Lanfrancum e Cath XXI, 13 respectivamente).

A doutrina da transformação dos elementos na Eucaristia, apresenta sérios problemas para o raciocínio! Se Cristo disse para celebrar a Ceia "A-té que Eu venha" não pode estar presente! – Se vem não está!

• Ele foi o primeiro a servir-se da Ceia. Teia Cristo engolido a Si mesmo?

• Concílio de Trento complicou ainda mais o assunto prescrevendo que "Se uma hóstia for partida em muitos pedaços, Cristo estará pre-sente em cada fração; se uma parte cair no altar, o lugar deverá ser lambido com a língua!"(Concílio de Trento, Seção XIII, cáp. 3, D.876)

Verifica-se que esse dogma não resiste a nenhuma análise: seu mais "perigoso adversário não são os teólogos protestantes, mas sim os cientis-tas como Einstein, Oppenhelmer e outros corifeus da ciência atômica!..."

A CELEBRAÇÃO DA MISSA é mais uma encenação do que um Culto cristão. – Veja como Marinho Cochem descreve a cerimônia na "Explica-ção da Missa", pag.40)

• O sacerdote durante uma só missa benze-se 16 vezes, volta-se para o povo outras 16 vezes; beija o altar 8 vezes, levanta os olhos 11 vezes, 10 vezes bate no peito e ajoelha-se 10 vezes e junta a mão 54 vezes!

• Faz 21 inclinações com a cabeça e 7 com os ombros, inclina-se 8 ve-zes e beija a oferta 36 vezes; põe as mãos sobre o peito 11 vezes e 8 vezes olha para o céu. Faz 11 orações em voz baixa e 13 em voz alta, descobre o cálice e o cobre de novo 5 vezes e muda de lugar 20 ve-zes!

• Talvez foi por isso que Jesus disse: "Vinde a Mim e Eu vos darei descanso!" A transubstanciação romanista é pura ilusão e não pode ser aceita por nenhuma inteligência esclarecida e alimentada pela lei-tura das Sagradas Escrituras.

CONCLUSÃO

Finalizando, posso dizer que a Transubstanciação (Hóstia, Corpo de Cristo) pode ser refutada claramente pela Palavra de Deus. Alguns textos a derrubam esse falso dogma. São eles: Jo. 6. 35-40: , 55, 56, 63; 1 Co. 11. 25-28. A missa também não tem base nenhuma nas Sagradas Escrituras, como Ritualismo sem vida espiritual, onde vão apenas para parecerem reli-giosos, como os fariseus. A maioria dos Católicos só vão à Missa para bati-zar o filho, para casamento ou para chamada missa de corpo presente quan-do morre. Muitos católicos vão à Missa domingo pela manhã e depois vão se embriagar em festas “ou nos centros de terreiro”. A Refutação Bíblica da missa é facilmente depreendida em: Rm. 1. 25; Ex. 20. 4, 5; At. 17. 29; etc.

Na verdade, A ceia do Senhor, que consiste no pão e vinho com ele-mentos, é o símbolo como exprime nossa participação na natureza divina de nosso Senhor Jesus Cristo( II Pedro 1.4) e profetiza sua segunda vinda( I Co 11.26) e isso foi ordenado a todos os Cristãos “até que Ele venha”.

Junto com o serviço da palavra, a primeira igreja da história perseve-rava na comunhão (At.2:42). Lucas explica algo mais a respeito desta co-munhão nos versos subseqüentes. Os crentes ficavam juntos indica que es-tavam juntos como família de Deus, isto é, regularmente, e tinham tudo em comum. Marshall sugere que “ não seria surpreendente... que pelo menos um outro grupo contemporâneo judaico, a seita de Cunrã, adotasse este modo de vida.”

A adoração genuína conduz-nos à lembrança de que não somos de nós mesmos. Fomos comprados por preço infinitamente alto. Conseqüen-temente, somos escravos de Deus e dos membros do Seu Corpo. Ações de graça pelo sacrifício do Filho de Deus incitam os filhos beneficiados a in-dagar como se desincumbir da obrigação imposta. Que presente digno de-vemos trazer para o altar cristão?

O pano de fundo da eucaristia cristã descobre-se na refeição da Pás-coa. Esta celebração consistia de duas partes : primeira, “enquanto comi-am”, e segunda, “depois de cear” (I Cor.11:24). O que Jesus insistiu origi-nalmente era repetido como duas partes de uma refeição maior - ágape ou “ festa de amor”, com a intenção de beneficiar os cristão mais carentes da igreja. Esta refeição, que substituiu a Páscoa dos judeus, era tomada diária ou semanalmente. Percebe-se pela leitura de I Cor. 11:17-22, que esta re-feição era a “ Ceia do Senhor”, que reunia todos os membros da família de Deus. além de relembrar a morte de Jesus e a inauguração da Nova aliança, a Ceia confirmava, de maneira inconfundível, que todos os participantes tinham uma vida em comum. Ricos e pobres, livres e escravos, todos se comprometiam diante de Deus a ter e manter uma responsabilidade mútua, uns pêlos outros.

O caráter dessa refeição não se evidencia somente numa dramatiza-ção do sacrifício único do Filho de Deus pêlos nossos pecados, mas era também uma demonstração da adoração que tem implicações horizontais. Daí, o veemente protesto de Paulo, em Corinto, diante da negação na práti-ca da comunhão que a ceia devia demonstrar. “... não é a ceia do Senhor que comeis. Porque ao comerdes, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia” (I Cor. 11:20). Agindo assim, profanavam o Corpo de Cristo formado pela morte e ressurreição. Comiam e bebiam juízo para si.

Os cristãos que comem juntos no culto são integrados num corpo comparável ao corpo humano. Uma vida ou personalidade ocupa a unidade física humana, de tal forma que nenhuma parte pode se desligar sem prejuí-zo para as outras, nem podem desprezar uma à outra, nem devem ter inveja.

BIBLIOGRAFIA

ANDRADE, Anísio Renato. Apostila “O Culto Cristão”, SEBEGE – Se-
minário Batista do Estado de Minas Gerais

BRITO, Robson. Apostila Catolicismo

MARTINS, ex-padre Gióia. Ceia e Missa.

CHINIQUI, ex-padre Texto: Cinqüenta Anos na Igreja Católica.

Noticiários de periódicos e textos da Bíblia Sagrada.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

14 características do Espírito de Jezabel

Eis aqui algumas características que acompanham a operação desse espírito demoníaco.

Lembre-se que as pessoas fortemente influenciadas pelo espírito de Jezabel apresentarão muitas delas, num momento ou outro, embora não necessariamente na ordem descrita. Uma característica isolada não indica que alguém tenha o espírito de Jezabel. Pode significar apenas que a pessoa é emocional e espiritualmente imatura. No entanto, sempre que houver uma combinação de várias dentre as 14 características relacionadas, isso será uma forte evidencia de que o indivíduo esteja debaixo de influência maligna.

Lembremos também que uma característica pode ser bem visível enquanto outra pode estar oculta, mas mesmo assim mostrar-se bem acentuada.
Uma manifestação prolongada de qualquer uma dessas características exige uma avaliação mais atenta do indivíduo e da situação.

1- Embora a princípio seja difícil perceber, o indivíduo sente-se profundamente ameaçado pelos profetas, os quais são seu principal alvo.
Embora ele pareça ter o dom de profecia, seu alvo na verdade é controlar aqueles que se movem na esfera profética.

2- Para aumentar seu favor, o indivíduo muitas vezes se aproxima do pastor e dos líderes locais e depois busca encontrar o elo mais fraco afim de dominá-lo. Seu objetivo final é governar toda igreja.

3- Em busca de reconhecimento do pastor e dos membros, o indivíduo forma associações estratégicas com pessoas que são reconhecidas como espirituais e têm influência na igreja.

4- Para parecer espiritual, o indivíduo busca reconhecimento manipulando as coisas e buscando tirar vantagem. Muitas vezes, compartilha sonhos e visões provenientes de sua própria imaginação ou que ouviu de outros.

5- Quando o indivíduo recebe um reconhecimento inicial, geralmente responde com falsa humildade. No entanto, tal atitude não dura muito.

6- Quando é confrontado, o indivíduo se coloca na defensiva. Ele justifica suas ações com frases do tipo "Estou obedecendo a Deus" ou "Deus me disse para fazer isso".

7- Muitas vezes, o indivíduo alega ter grandes revelações espirituais sobre o governo da igreja, mas não busca autoridades legítimas. Em geral, primeiro compartilha suas opiniões com outras pessoas. Sua opinião pessoal muitas vezes se torna a "última palavra" sobre várias questões, fazendo com que se sinta superior ao pastor. No entanto, mesmo que sua revelação seja proveniente de Deus, ele prefere sair falando em vez de orar.

8- Com motivos impuros, o indivíduo busca se aproximar de outros. Parece desejar fazer "discípulos" e precisa de constante afirmação de seus seguidores.

9- Esse indivíduo prefere orar pelas pessoas em particular (em outra sala ou num canto isolado), para não ter de prestar contas a ninguém.
Assim, suas revelações e falsas "profecias" não podem ser questionadas.

10- Ansioso para conseguir o controle, ele reúne as pessoas e procura ensiná-las. Embora, a princípio, o ensino possa ser correto, ele apresenta "doutrinas" que não possuem fundamentos na palavra de Deus.

11- Enganando os outros com profecias carnais e falando aquilo que as pessoas gostam de ouvir, ele busca acima de tudo conseguir credibilidade. Profetiza meias verdades ou fatos pouco conhecidos, como se fossem revelações divinas, torcendo seus pronunciamentos anteriores e fazendo parecer que se cumpriram na íntegra.

12- Embora a imposição de mãos seja um princípio bíblico, esse indivíduo gosta de compartilhar um nível "mais elevado" no espírito e derrubar as paredes que prendem as pessoas, por meio da imposição de mãos.
No entanto, seu toque transmite maldição. Em vez de uma benção santa, o que ele transmite mediante seu toque é um espírito maligno.

13- Mascarando uma auto-estima deficiente com orgulho espiritual, ele deseja ser visto como a pessoa mais espiritual da igreja. Pode ser o primeiro a chorar, clamar, etc, afirmando estar recebendo uma carga de Deus. No entanto, não é diferente dos fariseus que queriam que suas boas ações fossem vistas e suas virtudes reconhecidas pelos homens.

14- Lamentavelmente a vida familiar desse indivíduo é turbulenta. Ele pode ser solteiro ou casado. Quando é casado, seu cônjuge geralmente é espiritualmente fraco, não convertido ou miserável. Esse indivíduo tem tendência de dominar todos os membros de sua casa.

Do livro "Desmascarando o espírito de JEZABEL" de John Paul Jackson

domingo, 10 de outubro de 2010

Estatuto e Regimento Interno da Igreja

O Estatuto é o documento formal da Igreja e por isso parece-nos um tanto basilar falar deste assunto, mas ainda hoje, Igrejas tem tido inúmeros problemas legais devido a falta deste documento ou por ele não corresponder à realidade, não refletindo a real essência da instituição, sua forma de manifestação e atuação, seus princípios e sua ‘confissão de fé'.

Para um maior esclarecimento sobre este tema é que entrevistamos Dr. Odilon Marques Pereira, graduado em Teologia e Direito, especialista em Direito e Processo Civil e Direito Tributário pelo IBET. Dr. Odilon é advogado em Londrina/PR, onde é Presbítero da Igreja Presbiteriana Independente. Autor do livro "O Novo Código Civil e a as Igrejas - Impacto e Implicações.

O que é um Estatuto, qual a sua finalidade e quais os benefícios em tê-lo?

Odilon - Estatuto é o documento formal que devidamente registrado determina o começo da existência legal das organizações religiosas e instituições em geral, possibilitando às igrejas a proteção constitucional da liberdade de crença e culto e, de igual forma às instituições filantrópicas, que usufruam da imunidade tributária. Através do Estatuto a natureza jurídica das instituições é revelada, mormente se organização religiosa, filantrópica ou empresarial, retratando a forma de governo e organização.

Há vários modelos de Estatutos, principalmente na internet, quais os cuidados que o pastor e sua liderança devem ter na seleção de um destes modelos para a sua Igreja?

Odilon - Exatamente por expressar forma de governo e organização das instituições que os Estatutos devem ser lapidados considerando as particularidades, o governo (representativo, congregacional, episcopal, etc.) e a respectiva confissão de fé das igrejas; a simples utilização de um modelo ‘pronto' de Estatuto pode acarretar grave incongruência entre este documento de constituição formal da instituição e a realidade fática evidenciada, podendo redundar em situações de irregularidade e/ou nulidade dos atos de administração e governo por inobservância das formas.

Quais os itens que devem constar no Estatuto? Há algum item que não pode faltar?

Odilon - A lei civil determina que os Estatutos e respectivo registro informem a denominação, os fins, a sede, o tempo de duração; o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores, e dos diretores; o modo por que se administra e representa, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente; se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração, e de que modo; se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais; e as condições de extinção da instituição e o destino do seu patrimônio, nesse caso. Importante observação, quanto às organizações religiosas, é para que não deixem de inserir no Estatuto sua respectiva confissão de fé, para que sempre possam comprovar que seus posicionamentos e/ou considerações não se direcionam a este ou aquele caso específico (ex. discriminação), mas decorrem de seus documentos de fé, no que restam abrigados pela garantia constitucional de crença e culto.

O que é um regimento interno e qual a sua finalidade?

Odilon - Regimento interno, como o próprio nome aponta, é um documento válido ‘da porta para dentro'; sua finalidade precípua é a organização interna e a rotina diária da instituição na busca do cumprimento de suas finalidades, especificando seu organograma, a competência dos administradores e prepostos, bem como dividindo funções e tarefas.

Quais os itens que devem constar nele?

Odilon - A lei não determina estrutura mínima do Regimento Interno e não estabelece quais os itens que devam obrigatoriamente contemplar; assim, seu teor deverá suprir as necessidades de organização e gestão das respectivas instituições, devendo ser sucinto, objetivo e de fácil compreensão.

O Estatuto e o Regimento interno podem ser alterados? Quando isso deve ser feito e como?

Odilon - O Estatuto e o Regimento Interno podem e devem ser alterados sempre que não atendam ou não correspondam aos anseios e à realidade fática da instituição; exatamente por serem documentos de organização e existência legal das instituições, devem ser constantemente adequados para que reflitam a real essência da instituição e sua forma de manifestação e atuação. A competência para alteração do Estatuto é sempre da Assembléia Geral em reunião específica e com quórum diferenciado; já o Regimento Interno poderá ser alterado pela Assembléia Geral ou pela diretoria da instituição, conforme dispuser o Estatuto; ressalva-se, todavia, que por deliberação dos fundadores ou da própria Assembléia Geral o Estatuto pode conter cláusulas que não sejam passíveis de alteração, exatamente para manter princípios inegociáveis ou que caracterizam a razão premente da instituição ou igreja.

Quais os conselhos para pastores e líderes quanto aos estatutos e regimentos de suas igrejas?

Odilon - Enquanto nossa Constituição Federal garantir liberdade de crença e culto, o documento que possibilita a comprovação dos preceitos de fé e o exercício dessa liberdade religiosa, evitando qualquer ingerência e/ou exigência do Estado ou de terceiros, é o Estatuto das igrejas / organizações religiosas que, integrando suas finalidades, deve expressar de forma clara seus princípios e sua ‘confissão de fé'; portanto, o Estatuto não deve ser omisso quanto aos preceitos de fé e princípios defendidos pela instituição, sendo que aqueles que não os apontam com clareza devem ser reformados para que insiram em seu texto ou apontem o documento que contém as questões defendidas de ‘crença e culto'.

Fonte:  INSTITUTO JETRO



Site: www.institutojetro.com

Título do artigo: Estatuto e Regimento Interno da Igreja

Autor: Odilon Pereira

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Minha Igreja

Não há assunto ensinado nas Escrituras sobre o qual “crentes” estão unidos. Coloquei aspas na palavra crentes para indicar que estou usando a palavra de maneira especial. Uso para incluir todo aquele que “acredita” na Bíblia. Nem há unanimidade entre os “crentes” sobre a inspiração e autoridade das Escrituras.

Essa falta de unanimidade não é surpreendente nem desanimadora. Houve uma variedade de reações à pessoa e às obras de Jesus. Alguns eram seguidores devotos (Marcos 1:16-20) enquanto outros buscavam matá-lo (Marcos 14:1-2). Suponho que muitos estavam entre esses dois extremos. Jesus provocava muitas respostas mas isso não o impedia de ensinar a verdade.

Ao chegar no final de suas obras terrenas, ele menciona brevemente a sua igreja (Mateus 16:18; 18:17). Ele introduz uma palavra nova para descrever um relacionamento novo. Sua designação normal é “reino”, “reino do céu” ou “reino de Deus” (Mateus 16:19).

Jesus usa essa palavra em dois sentidos, primário e secundário. Quando ele promete construir a sua igreja (Mateus 16:18), ele fala sobre a comunidade universal de crentes salvos. Referências posteriores sugerem que esse relacionamento ultrapassa o tempo; todos aqueles que foram salvos por Jesus através do tempo (Hebreus 12:23) estão inclusos. Não havia poder, nem do além, que seria capaz de parar o plano que Jesus havia colocado em vigor.
Essa comunidade universal de pessoas salvas é chamada de “a igreja, a qual é seu corpo” (Efésios 1:22-23). Homens e mulheres, respondendo pela fé, são “batizados em Cristo” (Galátas 3:27). È evidente nesses versículos que crentes obedientes se tornam uma parte do corpo de Cristo ao serem batizados. São salvos pelo sangue de Cristo (Efésios 1:7), e conseqüentemente são acrescentados ao seu corpo. Essa é uma comunidade (corpo) de pessoas salvas. Elas não eram acrescentadas ao seu corpo, depois salvas; mas são salvas, depois acrescentadas. As Escrituras não sugerem qualquer outra maneira de entrar nesse relacionamento de salvo em Cristo.

O uso secundário da palavra igreja é congregacional. Esse relacionamento é menor do que o corpo universal dos salvos. Jesus deixa isso implicíto em Mateus 18:17, “dize-o à igreja”. É fisicamente impossível fazer isso no uso primário da palavra igreja. Ninguém pode ajuntá-la e ninguém pode falar por ela. Por isso Jesus reconheceu e aprovou do aspecto congregacional dessa palavra. As epístolas usam freqüentemente a palavra dessa maneira (Colossenses 4:16). Os cristãos podem entrar nesse relacionamento tentando “juntar-se com os discípulos” (Atos 9:26). Essa comunidade local não inclui todos os cristãos (Colossenses 4:16), mas apenas alguns. A associação é controlada por homens (Atos 9:26-28), e por isso é sujeita a erros e enganos (3 João 9-10). Às vezes aqueles que são inclusos deviam ser excluidos (1 Coríntios 5:13), e alguns são excluídos que deviam ser inclusos (3 João 10). Não se entra nesse relacionamento através do batismo, mas a pedido de uma pessoa já batizada e pela aceitação da congregação (Atos 9:26-28).

Reconhecer os usos primários e secundários da palavra igreja no Novo Testamento nos ajudará a evitar um conceito partidário. Examinar cuidadosamente o contexto nos ajudará a fazer uma distinção entre o uso mundial (universal) e congregacional (local) dessa palavra.
Muitas pessoas não aprenderam a fazer tal distinção. Multidões acreditam que a igreja universal é feita de denominações de todos os tipos feitas pelos homens. A linguagem de muitos “crentes” reflete esse engano básico. O corpo universal de Jesus não é feito de igrejas (denominações), é feito de pessoas. Às vezes a confusão ocorre até entre cristãos. Alguns acreditam que a igreja universal é feita de congregações; o mesmo engano que nossos amigos de denominações fazem, apenas num sentido diferente. O corpo universal de Cristo é composto de santos e Cristo. Nosso discurso e prática devem ilustrar essa distinção.
por Ed Brand

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A Volta de Cristo

A Segunda Vinda de Cristo
O Novo Testamento apresenta vasta cópia de previsões da Segunda Vinda de Cristo: cerca de 300 referências têm sido verificadas. A matéria tem dado margens ás mais variadas interpretações, oriundas em grande parte da tentativa de se entrosar as diferentes previsões umas com as outras como se fossem peças de um quebra-cabeça, e assim preparar uma espécie de catálogo bíblico do porvir, uma narrativa histórica escrita com antecipação.

Examinando o Novo Testamento, verificamos que a intenção divina das profecias é outra. Ao falar de sua volta, Jesus frisava:

“Vigiai! Porque não sabeis o dia nem a hora...” Seu intuito era o de incutir em seus discípulos a vigilância, para que fossem “semelhantes a homens que esperam” a volta do seu senhor (Lc 12:36).

Nesse caso, para que tantos pormenores nas previsões? 

Os cristãos deveriam lembrar as informações que seu Mostre lhes confiava, para que, quando vissem acontecer essas cousas, soubessem que estava próximo o reino de Deus (Lc 21:31). As profecias não constituíam história escrita com antecedência, como que para satisfazer as curiosidades, e sim, motivo de estimulo à vigilância e confirmação da fé por ocasião de seu cumprimento.

Observado isso, vejamos o que realmente sabemos da futura vinda de Cristo.

a) Como e quando se dará sua Vinda?

1) Será pessoal, “como o vistes subir” (At 1:11);
2) Será visível e inconfundível (Mt 24:20,47; Ap 1:7);
3) Será repentina e inesperada (Mt 24:36-44; Lc 21:34; 1Co 15:52);
4) Poderá dar-se muito breve (Mt 24:42,44; 25:13; Ap 22:20).

b) A que virá Cristo?

1) Paras separação dos homens (Mt 24:40-41). Sua primeira vinda trouxe divisão (Lc 12:51) e sua segunda vinda concretizará e efetivará essa separação;
2) Para a ressurreição dos mortos (Jo 5:28-29; Jo 6:39-40,44; 1Co 15; 1Ts 4.13-17; Ap 20.13);
3) Para a reunião dos seus consigo no arrebatamento (1Ts 4.17; 2Ts 2.1);
4) Para a transformação dos seus (1Co 15.50-54) à sua própria semelhança (1Jo 3.2; Fp 3.20-21);
5) Para a permanência dos seus consigo para sempre (1Ts 4.17b) e o estabelecimento do Seu Reino (Ap 20.1-7; Is 11);
6) Para o julgamento de todos, tanto dos remidos como dos condenados, de acordo com suas obras (Mt 25.31-46): aqueles para o galardão (1Co 3.10-15; Rm 14.10,12; 2Co 5.9,10); e estes. Para a execução da sentença já lavrada (Jo 3.18; 2Ts 2.12; Ap 20.11-15);
7) Para a destruição das cousas ora existentes e o estabelecimento de ovos céus e nova terra (2Pe 3.10-13; Ap 21.22);
8) Para que, finalmente, “Deus seja tudo em todos” (1Co 15.28).


Fonte:
Bíblia Vida Nova

sexta-feira, 30 de julho de 2010

SUSTENTO PASTORAL

É incrível, mas alguns crentes em nosso meio ainda não foram instruídos sobre este tão importante assunto. Todos os outros que trabalham recebem uma recompensa pelo serviço dado; por que um pregador do evangelho não deve receber o seu sustento pastoral?

Muitos falsos lideres religiosos são simplesmente charlatões que vivem da ignorância do povo. Sabem tirar dinheiro dos incautos. E é claro que alguns religiosos só aproveitam a religião para ficarem ricos! Quem sabe que é para não ficar identificados com estes malandros que alguns dos nossos pastores têm receio de falar sobre o assunto? Mas a pergunta continua: deve uma igreja sustentar financeiramente o seu pastor? Creio que a resposta Bíblica é um grande SIM.

Vamos fazer uma pesquisa para ver o que Deus tem falado sobre o sustento daqueles que O servem. Não vai ser um estudo exaustivo nem completo, mas vai servir para nos esclarecer mais um pouco o assunto. Espero que sejamos estimulados a obedecer ao Senhor cada vez mais por meio deste pequeno estudo. Primeiramente, vamos considerar as varias comissões que Jesus deu ao seu povo. Depois vamos ver como o ministério foi sustentado no Velho Testamento. Vamos examinar também como a primeira igreja foi financiada, e depois vamos estudar as passagens que falam mais diretamente sobre o sustento dos pregadores do evangelho.

I. QUAL É A NOSSA COMISSÃO?


A. Jesus deu uma comissão especial aos doze apóstolos. Mt 10.5-16; Lc 9.1-6.

1. Esta commissão foi dada somente aos doze.

2. Ela foi restrita “às ovelhas perdidas da casa de Israel.”

3. Os apóstolos receberam poderes para curar os enfermos, limpar os leprosos, ressuscitar os mortos, e expulsar os demônios.

4. Eles não podiam possuir nem levar dinheiro, nem pão, nem roupa extra, nem alparcas, nem bordão.

5. Recebiam sustento das pessoas onde pregaram. Vamos lembrar que os doze tinham abandonado seus empregos normais.

6. Foi dada para os doze evangelizar com pressa, de curto prazo. Anunciaram a chegada do reino de Deus a Israel. Se Israel tivesse arrependido, o reino teria sido restaurado à nação.

B. Jesus deu uma comissão especial a setenta discípulos. Eles saíram de dois em dois para alcançar somente os Judeus. Lc 10.1-12.

1. Foi uma extensão da primeira comissão para salvar as ovelhas perdidas dos judeus.

2. Foi um trabalho rápido, relâmpago.

3. Como os apóstolos, os setenta tinham poderes para curar os enfermos.

4. Não podiam ir de casa em casa, mas ficaram hospedados em uma casa onde comiam, etc. Recebiam seu sustento das pessoas locais.

5. Anunciaram a chegada do reino de Deus a Israel. Mais uma vez, Deus estava pronto a restaurar o reino a Israel.

C. Jesus deu a “grande comissão” a sua igreja. Depois da rejeição de Cristo pela nação de Israel, Jesus enviou sua igreja ao mundo inteiro para pregar o seu evangelho e preparar um povo escolhido para seu nome. Mt 28.18-20; At 1.6-8; Lc 24.46-53; At 15.7-14. Esta comissão supera todas as anteriores.

1. A “grande comissão” não é para as ovelhas perdidas de Israel especialmente, mas para todas as nações e a toda criatura. Mc 16.15.

2. Não foi dada para durar pouco tempo, mas até a consumação dos séculos. Mt 24.14; 28.20.

3. Os poderes especiais dos Apóstolos e dos setenta não fazem parte desta comissão.

4. Os pregadores podem levar roupa extra agora, como Paulo que pediu sua capa devido ao frio que vinha. II Tm 4.13. Também quis receber seus livros, principalmente os pergaminhos.

5. Quando Paulo foi à Roma, ficou hospedado em sua própria casa alugada, não em casa dos outros. At 28.30.

6. O trabalho de constituir novas igrejas leva tempo. Não é um trabalho feito rapidamente. Paulo ficou um ano e meio em Corinto e três anos em Éfeso. At 18.11; 20.31.

7. Como é sustentado o pregador que trabalha hoje? É um pouco diferente do que os apóstolos e os setenta devido à natureza da comissão em vigor.


II. SUSTENTO NO VELHO TESTAMENTO


A. O sustento da tribo inteira de Levi veio do dízimo das outras tribos de Israel. Não foi dado para pagar os sacerdotes pelo serviço no templo!

B. Levi foi a única tribo que não recebeu terra como sua herança.

1. Porque Deus tinha escolhido Levi como um primogênito no lugar das outras tribos. Nm 18.20-21.

C. O sacerdote tinha que ser da tribo de Levi. Assim ele ganhou o dízimo igual a todos os outros Levitas, mas recebeu um salário alem do dízimo para seus serviços religiosos quando servia do altar. Nm 18.31; I Co 9.13; Lv 6.16; Nm 5.9-10.

1. O que sobrava das ofertas ficou com o sacerdote. Lv 2.3.

2. Ele podia comer delas. Lv 10.13-15.

3. Ele podia receber terras em certos casos. Lv 27.21.

4. Recebia dinheiro de certas coisas resgatadas. Nm 3.48-51.

5. Recebia ofertas e primícias. Nm 18.8-9,12.

6. As ofertas dos Judeus eram a herança dos sacerdotes. Dt 18.3-8; II Reis 12.16.


III. SUSTENTO DA IGREJA NO NOVO TESTAMENTO


A. No inicio da igreja, Jesus e seus apóstolos foram sustentados pelas ofertas de certas senhoras ricas. Lc 8.1-3. Tudo foi dado voluntariamente.

B. Judas levou o dinheiro usado pela igreja. Jn 13.29; 12.6. É evidente que Jesus e seus discípulos precisavam de dinheiro. O dinheiro era a contribuição de vários.

C. Logo depois Pentecostes, os irmãos venderam suas possessões para suprir as necessidades de outros. At 2.45; 4.32-37.

1. Esta passagem prova que os apóstolos receberam o dinheiro no começo.

2. Depois a igreja elegeu outros para distribuir o dinheiro às viúvas para aliviar os Apóstolos. At 6.1-6.

3. No caso de Ananias e Safira, é bem claro que as ofertas foram voluntárias. O crente pode comprar e vender a vontade. Porem, não deve mentir sobre a sua oferta.

D. O Apóstolo Paulo pediu que as igrejas no meio dos gentios ajudassem os crentes pobres em Israel.

1. Se os crentes Judeus deram suas coisas espirituais aos gentios, por que os gentios não podiam dar as coisas materiais? Aqui está registrado um princípio espiritual em respeito às nossas contribuições. Rm 15.25-27. I Co 8.11.

2. Paulo ensinou como preparar a oferta. I Co 16.1-4.

3. Cada membro separa e guarda regularmente sua oferta no primeiro dia de cada semana. É bom poupar para algum fim especial.

4. Paulo não quis ficar esperando enquanto a igreja arrumava a oferta.

5. Cada um dar conforme sua prosperidade.

6. A igreja aprove quem deve levar a oferta.

V. SUSTENTO DOS MINISTROS DA IGREJA


A. Paulo optou não usar o direito de receber ofertas pelo serviço que prestou às igrejas como missionário. I Co 9.12.

1. Nesta passagem, Paulo defende seu apostolado que alguns tinham colocado em dúvida. Ele não recebia sustento regular, como salário, das igrejas novas onde ele trabalhava. Por isso, pensavam que não era um verdadeiro Apóstolo. Os outros Apóstolos evidentemente recebiam sustento financeiro!

2. Ninguém serve o militar à sua própria custa. I Co 9.7.

3. Ninguém planta a vinha e não come do seu fruto. Idem.

4. Ninguém apascenta o gado sem tomar o leite! Idem.

5. A lei também ensina esta verdade. I Co 9.8-10. O boi que trabalha merece comer.

B. O ministro tem direito de receber seu salário. Paulo disse que outros usavam “deste poder” sobre a igreja. I Co 9.12. A palavra “poder” quer dizer direito. O ministro tem direito de receber salário ou dinheiro pelo serviço à igreja. Ele dá coisas espirituais e deve receber coisas materiais. I Co. 9.11.

1. “Digno é o operário do seu alimento.” Mt 10.10; Pr 27.18.

2. Como o sacerdote no Velho Testamento foi sustentado pelo altar, assim o pregador é sustentado pelo evangelho. I Co 9.14.

C. O pastor é responsável pelo ensino da Bíblia na igreja.

1. Ef 4.11 mostra que o “pastor e doutor” é um dom de Cristo à sua igreja. Doutor é quem ensina!

2. O pastor deve ser “apto para ensinar.” I Tm 3.2.

3. Quem ensina deve ser pago pelos alunos. Gl 6.6. “E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui.” Mais claro não pode ser!

D. Paulo deixou de receber um salário para não colocar uma pedra de tropeço no caminho dos gentios.

1. Seu galardão era pregar de graça. I Co 9.18.

2. Paulo não foi pesado para ninguém. I Ts 2.9.

3. Trabalhou dia e noite para não ser pesado para nenhum irmão. II Ts 3.8-9.

4. Tinha direito para receber salario, mas não o recebeu. Quis dar um bom exemplo para os outros. “Se alguém não quiser trabalhar, não coma também.” Vs 10.

E. Paulo trabalhou para seu próprio sustento, mas aceitou ofertas também. At 20.33-35;18.3.

1. A igreja em Filipos ajudou Paulo quando estava na prisão em Roma. Fp 2.25; 4.18.

2. Deu lhe apoio financeira mais que uma vez. Fp 4.16.

3. É bom ajudar um pregador. Versiculo 14.

4. As necessidades da igreja que ajuda o pregador serão supridas. Fp 4.19.

5. Paulo quis que os irmãos em Roma o ajudassem viajar para outros lugares depois da sua visita lá. Rm 15.24. Ele disse: “E que para lá seja encaminhado por vós.”

6. Atos 15.3 A igreja ajudou os irmãos viajar. Foram “acompanhados” pela igreja, isto é, ajudados na sua viagem.

F. Havia alguns que não queriam ajudar o pregador. 3 Jo 9-10.

1. Eles não pediram nada de ninguém para pregar o evangelho. Não receberam nada dos gentios, vs. 7.

2. Um ditador na igreja não os recebia e proibiu os outros de recebê-los. Isto é pecado.

G. O pastor que trabalha na palavra e na doutrina é digno de salário dobrado! I Tm 5.17-18.

1. O versículo que segue menciona o boi que debulha, como em I Co. 9.

2. Também está escrito sobre este assunto, “Digno é o obreiro do seu salário.”

H. Pastores não devem ser cobiçosos. I Pedro 5.2. Torpe ganância é ilícita. Não convém o homem de Deus ficar correndo atrás negócios para ficar rico! Deve aprender ficar satisfeito com que Deus lhe dá.


Fonte: Palavra Prudente
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